segunda-feira, 23 de maio de 2011

Nada como um dia após o outro.

Zapeando os blogs da nossa seção local da blogosfera, me deparei com o desabafo de um jornalista da região, sobre as intempéries de um sobrinho, vítima de incidente de trânsito e que está internado no CTI do Ferreira Machado,

Primeiro estendemos nossas preocupações a família do jovem. Depois destacamos: Em uma cidade de 2 bilhões de reais, a ausência de reparo em um elevador, que causa impossibilidade de pleno atendimento aos usuários e profissionais é, realmente, um descalabro, um escândalo.

Mas não foi para falar do óbvio que chamo a atenção de vocês.

Eu acharia engraçado, se a situação não fosse trágica, é o fato do jornalista reclamar do caos da saúde local, como se tudo isso não fosse resultado de um modelo de gestão que perdura há 20 anos, onde o próprio jornalista já emprestou seus "melhores esforços" para justificar situações injustificáveis como essa e outras, quando fez parte de um governo que, embora se dissesse diferente, praticava com gosto, e talvez com um "pouco" menos de cuidado, toda a sorte de descalabros sobre os quais o consternado jornalista agora reclama dos efeitos que atingem os seus. Não custa lembrar que nesse período, a cidade teve dois médicos prefeitos, todos, aliás, incensados pela pena do jornalista, que serviu como secretário de propaganda de um deles.

Há muito tempo eu digo que, no meu ramo, a polícia e em última instância a segurança pública, você só vai conseguir "humanizar" a ação policial e nas penitenciárias quando começar a prender "os do andar de cima". Nesses casos, lembram do constrangimento das algemas, imprensa preservam identidades, privacidade e biografias, enfim, todo cuidado é pouco.

No caso dos hospitais e escolas é parecido. O sofrimento cotidiano e banalizado dos contribuintes só vai minorar quando a suposta elite e seus lacaios da imprensa começarem a sentir na pele a mesma falta de atenção e cuidado que eles destinam aos interesses da população carente.

"Onde alguns vêem coincidência, eu só vejo conseqüência" (texto do filme Matrix Revolutions, na fala do personagem Merovíngio).

4 comentários:

Anônimo disse...

É aquela velha frase:"Faça o bem sem saber a quem". O q vai, volta!!! Foi "governo" e só assinava em baixo. Hj é "desgoverno" e está sofrendo as consequências de não ter "lido" antes de assinar...

Gustavo Rangel disse...

Douglas, se tiver um tempo dá uma passada lá no Sesc na quarta-feira às 19h. Na oportunidade, músicos de Campos se apresentarão para homenagear Luizz Ribeiro, com direito a canja de alguns ex-Avyadores convidados pela Banda 401 (última formação dos Avyadores).
Luizz era fã de seus escritos e sua presença será muito bacana!
abs

douglas da mata disse...

Gustavo,

Muito me honra o convite. Estarei lá.

Um abraço.

Banda 401 disse...

valeu Doulas