segunda-feira, 30 de maio de 2011

Cabeça Dinossauro - Paralamas e Titãs




Esse é para quem, como eu, já cruzou a "quarentena". Esse show, gravado como comemoração ao aniversário de um canal fechado, no Rio de Janeiro e outras praças, contou com a participação de vários músicos convidados, como Samuel Rosa (Skank) e Andreas Kissinger (Sepultura), Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, etc.

Escolhi essa música pelo álbum que ela representa e dá título.

Cabeça Dinossauro, o disco e a música, são a representação do ritual tribal do rock'n'roll, que bebe na essência da percussão primitiva. O solo dos bateristas Charles Gavin (com figurino de Charles Watts, do Stones, de quem ele é fã) e do João Barone , desonera qualquer comentário. A letra remonta uma necessidade quase de falarmos e cantarmos. Nessa música, somos quase uma grande onomatopéia de ritmos.

A capa do disco, a rebeldia ácida, a mistura improvável, mas não inédita, com sons da floresta (ritual dos xavantes), um chute no saco da tradição bem comportada.

Porrada nos caras que não fazem nada! Assim eles cantavam em outro sucesso do LP, sim, na época era Long Play em forma de bolacha de vinil!

Minhas observações são sentimentais, mas sem nostalgia, porque os caras continuam envelhecendo como vinho de boas pipas.

Titãs e Paralamas dão sentido musical a nossa história. É legal ver que a história continua.

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