terça-feira, 31 de maio de 2011

Para fazer justiça!

Se houver alguma melhoria nos serviços de transporte coletivo da cidade, é preciso dizer em alto e bom som, e aqui, em letras garrafais:

A OPOSIÇÃO NÃO TEVE NADA COM ISSO. NÃO HOUVE UMA AÇÃO SEQUER QUE INSTASSE O PODER PÚBLICO, PELA BANCADA OPOSICIONISTA(?), QUE PROVOCASSE O TAL DECRETO FREIO DE MÃO PUXADO DA PREFEITA.


Vossas Excelências se esconderam com medo, e a tal frente nunca divulgou ou fez qualquer menção a chamada "pesquisa" que fez nas ruas da cidade, como os usuários de ônibus e vans.

A obrigação que já deveria ter sido cumprida desde o início, e agora é festejada com todo o cinismo possível, só se tornou realidade pela PRESSÃO DA BLOGOSFERA LOCAL.

Esse blogueiro não supervaloriza, nem acredita que blogs e editores possam substituir as instâncias políticas orgânicas, como querem alguns.

Não, nada disso. Sabemos nossos limites.

Mas é aterrador que nessa cidade, essa frágil rede seja a única esfera de debate público para reivindicar os direitos dos cidadãos e fiscalizar o poder público.

No caso dos ônibus, os vereadores da oposição se acovardam frente a possibilidade de fiscalizar um programa que conta com a adesão da população, e assim, cedem a chantagem de que qualquer gasto (ou desvio) seja justificável por trazer algum benefício.

NOSSA OPOSIÇÃO NA CÂMARA É UMA PERMANENTE VERGONHA!!!!!

Enquanto isso...

...os irredutíveis gauleses à beira da estrada, nas fronteiras de Saint John des Barrix!

Veja as imagens dos gauleses, que se reuniram em acampamento nos arredores da aldeia, próximo ao Porto Açouix (foto 1), cercado pela guarda pretoriana de Julius Caesar X! (foto 2), publicadas, originalmente  no blog do Roberto Moraes, que acompanha a saga.

 Foto 1, os gauleses, irredutíveis!
Foto 2, a guarda pretoriana.

Quem você pensa que é?

Essa sentença aí em cima, é irmã gêmea de outra: "Você sabe com quem está falando"?

Via de regra, quem tem poder, ou imagina ter, ou está a serviço de quem tem, se imagina acima da Lei e detentor da primazia do saber, o que lhe dá, em última instância, condições de subjugar quem pensa diferente.

Esse blogueiro não gosta de fazer auto-referência aqui, nem ficar se lamentando das imbecilidades aqui ditas. Isso é democracia, e todos têm o sagrado direito de falar asneiras e acreditar nas asneiras que falam, ainda que só queiram fazer com que  nós acreditemos neles, na verdade.

Bater e apanhar, é do jogo! SEMPRE! Não faremos papel de vítima. 

Esse blogueiro, às vezes, cede com gosto as provocações, principalmente para sinalizar que não haverá recuo na defesa das posições por intimidação. 

Afinal, embora esse blog e seu editor não signifiquem quase nada no jogo político local, e nos "negócios" dos bastidores, há, paradoxalmente, uma tentativa de desqualificar esse interlocutor, que no fim das contas quer dizer o seguinte:

Não é dada permissão a gente como você (um simples servidor público, sem D e R, ou qualquer outra titulação ou mandato) argumentar e questionar os assuntos "elevados".

Ora, ora, ora, mas que mundo nós estamos? Mulheres e operários presidentes, negros nas Universidades daqui, e no comando dos EEUU, gente "diferenciada" querendo Metrô para bairro chique paulista, gays fazendo passeata pelos seus direitos, blogueiros desafiando a ditadura da mídia, pequenos proprietários desafiando o poder econômico na defesa de suas terras, policiais querendo prender rico??????

Aonde vamos parar meu deus???? 

"Zulmira, traz meus sais"

"Agora não dá patroa, tô indo prá faculdade!"

Direito, ciência, códigos e religião!

Todo ramo do conhecimento possui uma espécie de "sacerdócio", que equipara ciência e conhecimento a religião. 
Há cânones, dogmas e um rito próprio que têm uma função específica: Conservar o capital cognitivo, aprisionar informação e impedir o debate sobre os postulados sagrados. Em suma, e principalmente: Manter o poder!

Lógico que isso se dá com codificações, linguagens, cerimônias que afastam "leigos", e distingüem os "hereges" dos iniciados, e estes dos sábios, hierarquizando os saberes, e excluindo a sociedade em castas, ou em cortes definidos de classe e grupo de interesse.

Primeiro é bom que se diga: 
Direito não é ciência, pois não há fenômeno que se repita, a ser observado, ou ensaio possível da variáveis, onde se construam uma verdade que será substituída por outra, em processo investigativo(pesquisa)semelhante. As mudanças e trocas no Direito se dão como consenso de valor sobre questões especificas temporais e localizadas no tempo.

De forma rude: na ciência matemática 2 e 2 são 4. Seria preciso reiventar a forma de contar para contrapor essa sentença matemática. Já no Direito, "2 e 2 podem ser 5 ou 6", porque o comportamento humano não pode ser delimitado como uma variável fixa e imutável.

Essa lenga-lenga toda que falei, foi para dizer o seguinte: 
Não adianta encher a caixa de comentários do blog com desqualificações ou questionamentos sobre o blogueiro frente ao Direito. Sei das minhas limitações (TODAS ELAS), mas ainda assim, não me furto a arriscar a falar asneira, em nome da possibilidade do bom debate, até porque quem possui o chamado "saber jurídico" parece mais inclinado a usá-lo como fonte de manipulação, que a uma discussão séria. 
Logo, resta aos leigos como eu, a aventura nessa seara.

Mas eu sei também que a mais alta posição do estamento jurídico prescinde o diploma de bacharéu em Direito, ou seja, para se tornar ministro do STF basta notório saber, o que não é o meu caso, mas parece que uma parte dos advogados locais também não.
Isso é uma sinalização que o Direito positivo e seus princípios, expressos na Carta Magna, ápice da pirâmide de nosso estamento normativo, podem ser defendidos por alguém do "povo", porque é do consenso político desse povo que nasce a Lei.

Assim, por mais absurda que pareça uma tese, que reflita esse ou aquele interesse, ela pode, com o mudar dos tempos, virar norma geral. Foi assim com a pesquisa genética, com a união homoafetiva, etc, etc, etc.

Foi mais ou menos o caso, quando entrei na polícia civil, e falava aos meus colegas sobre o IPVA do ES e os motoristas fraudadores. Loucura, diziam. Pois é, os tempos mudaram.

Falava também, quando calouro na corporação, que os bicheiros que controlam caça-níqueis, e os donos de pontos comerciais que mantêm essas máquinas são contrabandistas e receptadores, e que poderiam ser presos em flagrante. Loucura, novamente me disseram. Pois é, Drª Martha Rocha, Chefe da PCERJ, acredita no contrário, e mandou prender todos em flagrante, não sem claro, consultar a ASJUR, que emitiu laureado parecer.

Claro, sujeito ao debate, inclusive pelos advogados de defesa. 

Mas a beleza da "religião jurídica" é justamente o "milagre" da mudança dos valores conferidos a essa ou aquele fato ou conduta, que empurram a lei e as ações persecutórias do Estado até novas leis.

Querem os "sacerdotes do códigos secretos", todos escritos em brocados em latim, lógico, que você acredite o contrário.

Até porque, é da venda da "tradução" que eles vivem. Mais ou menos como os monges da Idade Média com a Bíblia e com o conhecimento em geral, restrito a eles. 

Bom o resultado, foi muita gente queimada na fogueira, que só queria discordar da visão de mundo desses monges.

Eu penso que em Campos dos Goytacazes, não precisamos chegar a tanto.


E naquela pequena vila gaulesa!

Cleopátra do Paraíba e Alexandre, o pequeno.


Cercados pelo Imperador Julius Caesar X, aliado a prefeita, a Cleópatra do Paraíba e de Alexandre, o pequeno(ambos na foto acima).
Acossados na fronteira pelos bárbaros milicianos da lapa, os bravos gauleses de Saint John des Barrix continuam a resistir. Leiam as noticias da Nova Gália do Paraíba:


Discussões acirradas na sessão desta segunda-feira
Calorosas discussões mais uma vez marcaram a sessão da Câmara de Vereadores de São João da Barra nesta segunda-feira (30). O primeiro assunto debatido pelos edis foi a decisão da Justiça Federal em bloquear os bens da prefeita Carla Machado. Por isso, o vereador Antonio Manoel Machado Mariano (Camarão) apresentou o requerimento 098/11, que foi reprovado pelos vereadores da bancada de situação. No texto, Camarão solicitava cópia do convênio firmado entre o município e o Instituto Bem Estar Social de Promoção à Saúde (INBESP), além de relatório contendo os nomes dos contratados, as unidade de Saúde onde foram lotados e salários recebidos.
Também foi reprovado por cinco votos a três, o requerimento 099/11 dos edis Camarão e Carlos Machado da Silva (Kaká) para que o Poder Executivo atendesse as solicitações que foram encaminhadas através das emendas feitas pela Câmara de Vereadores e incluídas na Lei Orçamentaria deste ano.
Lembrando que o plenário é soberano, Kaká fez um requerimento verbal propondo destrancar a pauta para votar ao projeto de lei que concede aumento de 7% no salário dos servidores públicos. Após um longo debate entre os vereadores governistas e oposicionistas, o pedido também foi reprovado por cinco votos a três.
            Infraestrutura – A iluminação em toda a extensão da rotatória construida pela empresa LLX na localidade de Campo da Praia, no 5º. Distrito de São João da Barra. Esse foi o último requerimento da pauta. O autor da proposta foi o presidente da Casa, Gerson da Silva Crispim (Gersinho), que encaminhou o pedido ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT).
Após votação dos requerimentos e indicações, ao notar que o pedido de suplementação não constava na pauta, os vereadores governistas se retiraram do plenário.


-- 
 
Câmara Municipal de São João da BarraRua Barão de Barcelos, nº 88 - altos, Centro, São João da Barra
(22) 2741-1301

Ser campista é...

Só para sacanear os colonistas de coleira, que promovem certos temas só para dar "uma mãozinha" na "indústria jurídica regional".

Ser campista é gastar 5.000 com advogado por ter fraudado o fisco, e "economizado" 3.000 de IPVA!

Destaque da Planície.

Compartilho com vocês a postagem do blog Dignidade:

Quem são os palhaços? Fogos e carro de som para a empresa Tamandaré desfilar ônibus pela cidade de “Campos Circo”

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Cabeça Dinossauro - Paralamas e Titãs




Esse é para quem, como eu, já cruzou a "quarentena". Esse show, gravado como comemoração ao aniversário de um canal fechado, no Rio de Janeiro e outras praças, contou com a participação de vários músicos convidados, como Samuel Rosa (Skank) e Andreas Kissinger (Sepultura), Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, etc.

Escolhi essa música pelo álbum que ela representa e dá título.

Cabeça Dinossauro, o disco e a música, são a representação do ritual tribal do rock'n'roll, que bebe na essência da percussão primitiva. O solo dos bateristas Charles Gavin (com figurino de Charles Watts, do Stones, de quem ele é fã) e do João Barone , desonera qualquer comentário. A letra remonta uma necessidade quase de falarmos e cantarmos. Nessa música, somos quase uma grande onomatopéia de ritmos.

A capa do disco, a rebeldia ácida, a mistura improvável, mas não inédita, com sons da floresta (ritual dos xavantes), um chute no saco da tradição bem comportada.

Porrada nos caras que não fazem nada! Assim eles cantavam em outro sucesso do LP, sim, na época era Long Play em forma de bolacha de vinil!

Minhas observações são sentimentais, mas sem nostalgia, porque os caras continuam envelhecendo como vinho de boas pipas.

Titãs e Paralamas dão sentido musical a nossa história. É legal ver que a história continua.

Cadê écinho, uai?

Como publicamos aí embaixo, não é só o Estado que é seletivo. A mídia também. 
E como sabemos, isso não é mera coincidência, mas conseqüência. Onde está a causa e onde está o efeito, vai depender de cada caso, mas o corte de classe, que destina os rigores da Lei, e das cadeias, aos pobres e aos "inimigos do rei", e um tratamento diferenciado por parte da mídia, que preserva ricos aliados, mas execra pobres e "inimigos do mesmo rei", é um traço comum, e conspurca a Democracia tupiniquim, de cima até embaixo, nos grotões e nos centros cosmopolitas.

Veja o bom texto do blog do jornalista Rodrigo Vianna, sobre o sumiço do mineirinho écinho (o que come nem tão quieto assim), o bom moço das alterosas, da lista dos parlamentares donos de rádios e canais de TVs com concessões públicas.

Leia e retire daí suas conclusões. Já é uma boa pista para saber porque a mídia protege sempre uns, enquanto achincalha outro.

ô foia, ixprica pro modiquê o nome de écinho num tá na tar de lista?

Vocês sabem com quem estão falando?

Desde a semana passada, é notório o clima triunfalista dos meios de comunicação e seus jornalistas e blogueiros de coleira.

Afinal, o governador voltou a se comportar como era esperado: Cedeu a chantagem da classe média e das elites, e colocou o aparato fiscalizador (chamado de "truculento", injusto, "caçadas", etc, aliás, como sempre acontece nos casos onde os "de cima" são flagrados no cometimento de crimes) dentro "dos limites".

Lembram de Sivaldo Abílio? Pois é. Um pobre e educado velhinho, que só cometeu um deslize (de 40 milhões de reais, aproximadamente).

Que se diga:
Tratamento justo e humano é dever de todo aparato persecutório do Estado, assim como a ampla defesa e pleno contraditório para com todos os cidadãos, de qualquer classe social.
Cuidado esse que deveria ser estendido aos corredores das redações, mas que, ao contrário e como de costume, servem-se dos crimes praticados por pobres para vender jornal e alimentar o voyeurismo hipócrita dos "acima de quaisquer suspeitas".
Talvez seja uma receita aprendida nos bancos das faculdades de jornalismo:
Quando é rico a preservação, quando é pobre a execração.

Se a justiça e direitos humanos são apenas para os "humanos ricos", como não perceber aí a injustiça?

Agora, tudo voltou ao "normal", e os mercenários de redação e seus donos festejam o fato de que o "caçador" mudou o alvo, e passou a perseguir os devedores de IPVA.

Ahhh, ótimo então, isso sim...

O que não dizem os porcalistas é que o efeito da ação dos motoristas campixabas e os devedores de IPVA, cujos carros são licenciados no RJ, é o mesmo, ou seja: O não recolhimento do tributo aos cofres públicos.

No entanto, no caso dos capixabas há um outro dado que os porcalistas não anunciam, por óbvia solidariedade de "classe":
Na maioria das vezes, os motoristas campixabas FRAUDAM os documentos públicos e declaram FALSOS endereços para pagarem seus tributos em outro Estado. Em uma escala de valores, há de se considerar que fraudar um documento público é muito mais grave que deixar de pagar um tributo, o que aliás, a própria lei considera.

Ué, então onde está o interesse em "proteger" uns e incentivar a repressão a outros, se o resultado é o mesmo, e a conduta dos protegées é até mais grave?

Simples: a maioria esmagadora dos sonegadores campixabas possui carros caríssimos, alguns até importados, o que denota pertencerem a classe social predileta dos jornalistas de coleira. Aqueles que enchem suas colônias sociais. 
Já os motoristas devedores de IPVA com carros do RJ, geralmente, trafegam carros baratos, são gente "diferenciada"(no linguajar classista de SP para definir pobre), e que no fim das contas, atrapalham os motoristas campixabas e seus possantes carrões, que aliás, são grandes e precisam do precioso espaço das ruas, ocupados pelas calhambeques dos pobres com IPVA atrasado.

Novamente é bom repetir em ALTO e BOM SOM: Tanto uns(devedores de IPVA) como outros(motoristas campixabas) merecem ter seu carros recolhidos.

Porém, do jeito que está, o Estado como sempre mostra sua face: Seu rigor é seletivo. A lei vale menos para uns que para outros.
Afinal, nessa cidade um dos maiores sonegadores da História, o mágico chebabe (que "sumiu" de um prédio altíssimo, onde "tudo" estava cercado) ainda é nome de avenida, e inspira a saudade do jet-set.



Nota explicativa.
Para alguns que continuam a falar, sem qualquer embasamento: 
É claro que todo abuso ou constrição ilegal de um direito ou patrimônio é passível de reparação pelo Estado, mas há que se dizer que as autoridades fiscais e policiais não só podem, como DEVEM recolher bens sobre os quais pesem a FUNDADA SUSPEITA de que sejam fruto de crimes ou sua regularidade administrativa (IPVA e o CRLV) sejam resultado de uma fraude fiscal. 
O ônus da persecução estatal, ainda que manu militari, é de toda a sociedade e deveria ser a garantia a todos (e não só para alguns)de que a lei é erga omnis.
Considerar a exceção (o abuso, o desvio de conduta e de objeto) como regra é constranger o Estado e seu aparato para selecionar aqueles que devem prestar contas.

domingo, 29 de maio de 2011

O cinismo como ferramenta política!

O assunto ainda é o kit anti-homofobia, que teve sua distribuição cassada pela presidenta, em um episódio no qual, mais uma vez, os subterrâneos da ação política privaram o contribuinte de saber os reais motivos das decisões de seus mandatários.

Quem conhece a presidenta sabe que ela nunca deixaria um tema de tamanha importância assumir as proporções que atingiu, para depois rifar seu ministro. Seu passado progressista e pela luta contra a violência e preconceito de gênero também não autorizam a acreditarmos no seu discurso que justificou o ato.

Assim sobram especulações, como "troca" para garantir a votação em matérias mais importantes, como o Código Florestal, ou para evitar mais desgaste do ministro pallocci. Só o tempo, talvez, nos dirá a verdade, mas aí, os estragos estarão feitos.
Tomara que não sejam irremediáveis. Na política, muito pouca coisa é, ainda bem.

Concordo com a posição do movimento GLBT em rechaçar a manobra, mas não cabe um afastamento do governo, nem estreitar posições. Resta entender o jogo, a sociedade brasileira, e não permitir que os homofóbicos hipócritas, e similares, ganhem mais espaço que já têm.

Esse é um alerta que esse blog já fez, e que esse blogueiro repetiu como mantra: A despeito dos mais de 50 milhões de votos, a agenda híbrida de conservadorismo patrimonialista e fanático-religiosa teve 44 milhões de votos. A votação da joana d'arc da floresta não foi um sopro de modernidade do eleitorado brasileiro, mas sim um retrocesso, que revelou que conforto econômico nem sempre rima com progressismo.

Os oportunistas de sempre, de olho na sedimentação de seu capital político na seara do fanatismo religioso, se apresentam como artífices do recuo da presidenta.

Pobres canalhas.


A moral duvidosa.

É devastador ler as manchetes garrafais de um jornal ordinário local, onde um político condenado por formação de quadrilha diz que não abre mão da moralidade.

O que é isso, peloamordedeus? Então moralidade se resume a opção sexual?

Quisera eu que todos os gestores e governantes professassem as mais estranhas fantasias sexuais e tratassem seus assuntos privados de forma mais indecente possível(desde que não sejam criminosas), mas tratassem a coisa pública de forma decente.
O que dizer dos manifestos irados pela "moralidade" e o fantasma do silêncio em relação As meninas de guarus?
Eu nem sou um neoudenista que prega a "moralidade" como pressuposto para agir na vida pública, todos sabem, embora, por outro lado, não defenda um vale-tudo.

Mas quando falam em moral e dinheiro público, nos dão o direito de resumir o debate a esse enfoque. E, por aí, eu diria: "não estão podendo..."

Eu nem vou falar da incoerência que praticam quando defendem a ingerência do Estado, com dinheiro público em assuntos privados (fé e religião), quando patrocinam o ensino religioso, festas religiosas, feriados religiosos, monumentos religiosos, e dizem que esse mesmo Erário não pode ser usado como "incentivador" de opções sexuais, porque são temas de esfera privada.

Também não vou repetir que vídeos ou exposição a mensagens em quaisquer outros meios não incitam comportamentos de forma decisiva, mas se for o caso, eu pergunto:

E as propagandas de cerveja? E as propagandas de veículos que associam a impossível combinação de velocidade e segurança? E o conteúdo de novelas, filmes e toda programação, sobre a qual a mídia rejeita qualquer discussão sobre classificação por faixa etária e horário? E os vídeo-games? E as propagandas que exploram a sexualidade da mulher, banalizando a erotização? E as mentiras pagas com dinheiro público nas propagandas de governos? E o estímulo(facilitação) a prostituição, com anúncios em classificados?

Bom, é claro que não somos censores, e que nem defendemos nem todo vídeo ou conteúdo vai determinar se uma criança vai se tornar um assassino, um abusador sexual, um alcóolatra, ou um mentiroso contumaz e afanador de dinheiro público.
Todos entendemos que há um conjunto de fatores, e que em suma, influenciam ou não as decisões de cada um, que vão da genética ao ambiente.
A informação deve fluir, por mais difícil que seja o tema, para que pais e famílias, junto com a Escola e outras esferas de convívio, possam debater os males e benefícios dessa ou daquela conduta. Pior que informação ruim é nenhuma informação, pelo menos é isso que professam os paladinos da livre expressão.

No entanto, no caso da escolha sexual, o debate está todo errado, pois parte-se da premissa que um comportamento é normal(heteroafetivo), e outro é uma aberração(homoafetivo). Não há um julgamento moral a ser feito sobre isso. 
Quando muito são diferentes, e podemos até dizer que a homoafetividade é minoritária, mas nunca vergonhosa. 
Se a sociedade assume que a heteroafetividade é "normal", ela diz que a homoafetivdade é "anormal", o que é errado e preconceituoso.

Se, enfim, definirmos que a escola é instância onde se deverá discutir temas relacionados à sexualidade, e isso é consenso, inclusive para prevenção e controle da saúde de jovens e crianças, para evitar, por exemplo, gravidez precoce, transmissão de DST, bem como estimular hábitos saudáveis, não haverá como fugir do fato que há jovens homoafetivos, e que têm direito a informação direcionada a sua condição no que for específico. Esse é o papel do Estado laico.

É claro que religiosos, e outras partes da sociedade têm o direito democrático de colocar suas restrições e pressionar, de forma legítima. Mas o limite para tanto é o direito de quem não é religioso, ou de quem não concorda com a mistura de Estado e religião, de ver no Estado uma ação que se distancie da agenda moral religiosa, que, ao longo da História, só trouxe, na maioria das vezes, mais violência, intolerância e segregação.

Agora, se os fundamentalistas da fé pretendem fazer um debate pontuado pela insanidade, eu só tenho a lamentar e sorrir quando assisto certos tipos falando de moral.

Mas eu creio que há gente séria e disposta a colocar esse debate nos eixos. Eu sou um otimista. Ainda que Dilma tenha ferido bastante minha crença em uma sociedade melhor.

sábado, 28 de maio de 2011

Nossa trágica inclinação ao preconceito e a intolerância.

Nesses tempos onde a convivência tem se demonstrado um exercício difícil, recebi esse texto e compartilho com vocês:

O dicionário das empregadas domésticas


Urariano Mota *


Nos últimos dias, na gente mais educada causou espécie, para não dizer causou urticária, o livro didático “Por uma vida melhor”, que ensinaria a falar errado. No entanto, ninguém se levantou, nem perdeu a paz de espírito, quando um ilustre desembargador, faz alguns anos, achou por bem escrever um dicionário para as empregadas domésticas. É fato.


Atropelos e apelos de títulos não faltaram ao ilustre dicionarista. Erudito em Direito Civil, filiado à Associação Paulista dos Magistrados, escritor de verve, ele assim gracejou em artigo no jornal dos seus pares:

“Ele ligou para sua própria casa. A empregada era nova. Ele não a conhecia. Sua mulher, a Esther, digo (ou ele diz), dona Esther, tinha acabado de contratar. A moça era do norte. De Garanhuns. Nada contra, mas....sabe como é. Nós, brasileiros, sabemos! O patrão morava num sobrado. O telefone da residência ficava num nicho, embaixo da escada. No décimo segundo toque a Adamacena, a tal da empregada, atendeu: ‘Alonso!’ Na dúvida, o dono da casa perguntou: ‘De onde falam?’ Ao que a Adamacena respondeu: ‘Debaixo da escada!’ Foi aí que ele começou a catalogar as expressões da serviçal...”


Na continuação do texto, para melhor diálogo com as inferiores, o preclaro e excelso organizou este pequeno dicionário das empregadas, para ser lido pelas classes cultas, do gênero e classe dele no Brasil:


Denduforno - dentro do forno
Dôdistongo - dor de estômago
Doidimai - doido demais
Dôsitamu - dor de estômago
Gáscabô - o gás acabou
Iscodidente - escova de ente
Issokipómoiá - isto aqui pode molhar
Ládoncovim — lá de onde que eu vim
Lidialcom - litro de álcool
Lidileite - litro de leite
Mardufigo - mal do fígado
Mastumate - massa de tomate
Nossinhora - nossa senhora
Óikichero - olha que cheiro
Óiprocevê - olha pra você ver
Óiuchêro - olha o cheiro
Oncotô - onde que eu estou
Onquié - onde que é
Onquitá - onde está

Etc. etc. etc. poderia ser a leitura geral das “palavras” coligidas pelo senhor dicionarista. Se ele fosse um homem culto de facto, e não um culto de fato, fato da toga que um dia vestiu, saberia que as diversas falas de uma língua não significam uma superioridade cultural, civilizacional, de uma fala sobre a outra. Ora, as pessoas que vêm do interior do Nordeste, e é a elas que a sua brincadeira de mau gosto se referiu, os brutos migrantes dos sertões nordestinos carregavam, além da miséria, uma gramática que é uma história da língua. Quando eles dizem “figo”, em lugar de “fígado”, ou “hay”, em lugar de “há”, ou “in riba”, em lugar de “em cima”, ou mesmo “joga no mato”, por “deixa fora, joga fora”, essas palavras, esses modos e conteúdos de fala não nasceram de uma carne, sangue e lugar inferiores.


Esses cortes de sílabas, esse “denduforno” em lugar de “dentro do forno”, esse corte de fonemas na fala de todos os dias, essa aglutinação é um procedimento comum em todas as falas, do Norte ao Sul do mundo, do Leste ao Oeste do planeta, em todas as classes e gentes e tempos. Diz-se até que é uma obediência à lei do menor esforço. Quem é bom de ouvido sabe que a última sílaba de uma palavra em uma frase não se ouve, adivinha-se pelo sentido. Um “Como vai de saúde?”, sai quase como um “Como vai de saú?”. Se os ingleses transformam consoantes de palavras em vogais, bravo, isso é mesmo um fenômeno linguístico. Se os norte-americanos pegam os tês e põem em seu lugar erres, isso só pode mesmo ser inglês moderno. Bravo.


No Brasil, na região que move a economia, quando um paulista insiste em pronunciar “record” à inglesa, mas com erres à brasileira, ou quando pronuncia “meni”, em lugar de “menu”, está apenas no exercício da sua cultura poliglota. Aplausos. Quando ele, no bar, pede um só, mas ainda assim pede “um chopes”, é uma graça. Viva. Mas um “oxente”, um “arretado”, que traem e trazem a marca da fala de nordestinos, desses baianos, desses nortistas, ah, isto só pode mesmo ser uma prova insofismável de subdesenvolvimento.

Isso comentamos à margem, do texto do léxico das empregadas e da grande mídia. Mas o pequeno dicionário para as empregadinhas não sofreu qualquer indignação patriótica, lembramos bem. Faz sentido, enfim. Como dizia Marx, ao lembrar as diferentes traduções de classe, os proletários se embriagam no bar, os burgueses vão ao club.




* Autor de “Os Corações Futuristas” e de “Soledad no Recife”, que recria os últimos dias de Soledad Barrett, mulher do Cabo Anselmo, executada por Fleury com o auxílio do traidor.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Os germes da intolerância!

Hoje cedo, em debate com um comentarista, retruquei que esse blog não comenta o conteúdo de registros de ocorrência. No entanto, diante da repercussão na midia, e em diversos blogs, preferi analisar, tomando como referência não os envolvidos, mas os fatos em si, e seus desdobramentos para nossa sociedade.

Não, caro leitor, não sou santo. Possuo histórico de reações exacerbadas, e algumas desproporcionais, e justamente por isso, posso afirmar: Não valem à pena. Toma tempo precioso, provocam picos de estresse desconfortável, e quase sempre uma vergonha enorme, depois que a cabeça esfria.

Mas, por trás de toda ação humana individual, ainda que motivada por questões passionais e decisões pessoais, há, sim, um contexto sócio-cultural, questões de classe, enfim, um desdobramento público inevitável.

Todos esses ingredientes, ao invés de servirem como escusa para comportamentos mal-educados (em alguns casos, criminosos), deveriam nos orientar a reflexão, para descobrirmos que tipo de gente estamos nos tornando.

Convívio social pressupõe regras, tolerância e respeito pelo outro. Não é o que assistimos em nossa cidade, em duas situações onde o que prevaleceu foi a incapacidade de enxergar limite no exercício daquilo que cada parte considerava seu direito.

A corrosão do tecido social e das formas pacíficas de relacionamento são efeitos da individualização exagerada desses nossos tempos, da espetacularização dos conflitos e da banalização da violência, misturada com a histórica visão que distorce a clássica noção de que todos são iguais perante a lei(embora a cada qual, de forma isonômica, seja dado tratamento proporcional a sua condição)em uma configuração onde alguns são "mais iguais que outros".

Ao invés de tratarmos de forma desigual os desiguais, adotamos uma lógica que se apresenta duas faces, igualmente perversas: Dedicamos tratamento igual aos desiguais, de um lado, e damos tratamento desigual aos iguais, por outro lado.


Transformamos problemas aparentemente simples em conflitos onde é necessária a mediação da polícia, e dos órgãos judiciais.

É nesse caldo de cultura onde estamos cultivando nossos germes da intolerância.

Presente nas escolas, e nos vídeos de brigas e agressões entre alunos, nas agressões e ameaças de alunos com os professores e vice-versa, nas torcidas organizadas, nas redes sociais, nas residências com as mulheres como principais vítimas, nas intermináveis ações judiciais entre vizinhos, na violência do campo, e no altíssimo número de mortos por algum tipo de violência que contamos, ano a ano.

No caso específico, primeiro ponto importante é assimilar uma noção básica associada a cidadania e o direito de exercê-la, sob quaisquer prerrogativas ou funções:
Ninguém está acima da Lei.

O agente de trânsito, policial, ou agente de qualquer órgão de segurança e, ou fiscalizador, quando cumpre seu dever não pode extrapolar o que a lei lhe obriga.
Já parlamentares, médicos, promotores,  magistrados ou qualquer outro cidadão, em qualquer função, quando pretendem justificar seus atos pela sua condição pessoal ou necessidade, devem considerar se tais condutas encontram amparo legal.
O CTB não autoriza ninguém a conduzir veículos automotores sem o cinto de segurança e, ou sem outros itens obrigatórios, ou o veículo em condições, oua devida habilitação correspondente ao veículo que conduz.

Não há exceções, e ponto.

Dito isso, qualquer coisa que se afaste dessas premissas, como excesso de um agente de trânsito, ou escusas para o que não há, por parte de condutores, resulta no triste episódio que assistimos, e que nunca seria resolvido no meio da rua.

Se a agente de trânsito enxergou a infração, anote-se e pronto. Não deveria dar satisfação a ninguém, seja ele juiz, jesus cristo ou madonna. Quem discordar, pode e deve recorrer as juntas administrativas (JARIs), e contestar a sanção administrativa, e mais, se enxergou abuso, noticie o caso as autoridades, e em suma a Justiça.

Ahhh, a Justiça, que foi esquecida e pisoteada no evento.

De outro lado, se a agente de trânsito considerou ofensivas as palavras do condutor, deveria noticiar o fato aos seus superiores, e se encaminhar a Delegacia mais próxima para a comunicação, uma vez que o dado fundamental ela já possuía para o registro, a placa do veículo.

Mas qual nada, todos decidiram fazer "Justiça" com as próprias mãos, e todos com suas razões, espancaram a Justiça e perderam a razão.

Síndrome de tarzinha (físico de Tarzan e cérebro de galinha).

Já no caso do empresário e dos estudantes, fica claro que o ânimo pacificador só apareceu como estratégia para se livrar de um assédio maior da mídia, que na ocasião, foi envolvida pelo acesso de fúria injustificada do agressor, conforme pode-se ver no vídeo exibido nas TV e blogs.

Diante das câmaras e na Delegacia, pedidos de desculpas, rosto contrito, etc. Depois, nas redes sociais, a volta à carga, com muita "desposição".

Essa afirmação está embasada na própria afirmação do agressor, e que pude ler nesse texto no blog do Roberto Moraes, onde as animosidades continuam, e podem resultar em acontecimentos mais graves.

Nesse outro evento, novamente a percepção equivocada de ambos os lados do que entende por direito, e a forma de exercê-lo.

Manifestação e livre reunião em espaços públicos são garantias constitucionais, mas o seu exercício pressupõe certos requisitos para que não se instale desordem urbana, nem prejuízo de terceiros não envolvidos nos protestos.

É devida a comunicação ao policiamento ostensivo e aos órgãos de trânsito para definição de espaço, e interdição de vias. Não há como relativizar essa regra. Sobrepor nossa causa ao interesse coletivo, por imposição, é tão violento como os atos de violência contra os quais se protestava.

Por outro lado, não cabe a nenhum mentecapto vestir-se do papel de super-homem, e tentar remover do seu caminho os manifestantes, quer seja por atropelamento, ou à socos e tapas. Aí estão os agentes da lei para tanto, e que para tanto devem ser acionados.

Qualquer outro dano material ou lesão a direito  de que fosse vítima deveria ser noticiada a polícia, e após as investigações, acionada a Justiça para as devidas reparações/punições.

No entanto, a overdose de testosterona afogou um cérebro que, a julgar pelos convites para um "duelo", não serve para muita coisa, e foi o que se viu.

Ultimamente, uso demais essa frase: É um mundo esquisito, em tempos estranhos...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Notícias de SJB.

Suplementação de R$ 51 milhões gera polêmica mais uma vez
Nesta quinta-feira (26), pela terceira vez consecutiva, os vereadores da bancada da situação do município de São João Barra saíram do plenário antes do término da sessão legislativa. Após a votação dos requerimentos, o líder da bancada, Aluízio Siqueira, deixou a Casa alegando que o pedido de suplementação de R$ 51 milhões, enviado pelo Poder Executivo – não constava na Ordem do Dia.  
- Mais uma vez a gente está vendo o descaso e a falta de respeito que esses vereadores estão tendo com o público e com os servidores deste município – desabafou o primeiro secretário, Carlos Machado da Silva (Kaká). Em seguida, o segundo secretário, Antônio Manoel Machado Mariano (Camarão) lembrou que o plenário é soberano. “Eu gostaria que essas pessoas assumissem por que estão agindo assim. A população não tem nada a ver com isso não. Vamos aprovar o que é em benefício do povo”, disse.
Reunião – Os vereadores iniciaram a sessão legislativa com a discussão da ata da reunião anterior. Logo após, o primeiro secretário, Carlos Machado da Silva, (Kaká)  leu os projetos de lei 008/11 e 009/11, enviados pelo Executivo e que dispõem, respectivamente, sobre a concessão de reajuste anual de 7% aos servidores públicos e a abertura de crédito adicional suplementar no valor de R$ 17.457.500,00. Após a leitura, os projetos foram encaminhados às comissões de Justiça e Redação e Finanças e Orçamento.
Dos três requerimentos da pauta, dois foram para pedidos de informações. O vereador Alexandre Rosa, no requerimento 085/11, pediu à Mesa Diretora da Câmara que providencie cópias das resoluções e atos praticados pela Casa neste ano. Já o vereador Gerson da Silva Crispim (Gersinho) pediu à Secretaria de Educação (requerimento 096/11) que justifique o motivo que tem levado os professores do Ensino Médio, do Açu, a abandonarem as suas funções.


-- 
 
Câmara Municipal de São João da BarraRua Barão de Barcelos, nº 88 - altos, Centro, São João da Barra
(22) 2741-1301
 

Adivinhe quem vem para o jantar?

No reino do faz-de-conta, em uma planície muito, mas muito longe daqui, os vereadores fingem debater o Orçamento, uma mera peça de ficção, que é executado ao sabor dos interesses dos prefeitos locais, sem que nenhuma informação sobre o uso desses recursos é enviada aos parlamentares, que, satisfeitos, assinam o cheque em branco anual.

Claro, como manda a Lei, chamam a sociedade para audiências públicas. É preciso manter as aparências de civilidade.

Escaldadas, nenhuma das entidades sérias se dispõe a legitimar tal farsa.

Se negam a sentar à mesa para jantar com canibais. Sabem que serão o prato principal do cardápio do ritual antropofágico populista.

E assim a História desse rico reino avança, pisando forte e esmagando a Democracia.

O viés de classe de sempre!

Desde cedo, um comentarista anônimo tenta emplacar um texto sobre um incidente ocorrido ontem, durante uma manifestação de alunos do IFF, UFF e UENF.

Não comento ocorrências policiais, pelos motivos óbvios. E muito menos ninguém impõe pauta aqui pelo "cansaço".

Mas um fato não pode passar despercebido. Um jornal de coleira da região fez uma reportagem sobre o tema, e de forma surpreendente, ouviu versões antagônicas, a delegada, e tudo mais.

O problema de sempre, o cacoete, no entanto, não conseguiu ser superado: A reportagem nomeou todos, ou quase todos: O líder dos estudantes, a Autoridade Policial plantonista, mas e o empresário, dono de academia e produtor de eventos?

Se até em um episódio chinfrim como esse, que nas delegacias chamamos de "feijoada", a mídia local procura preservar aqueles que enxerga alguma identidade de classe e, ou ideológica, o que esperar em temas considerados mais "sérios"?

Diante da razoável qualidade da matéria, mas com o vício de comportamento, só podemos chamar isso de quase-jornalismo.

Só mais uma coisa!

O diabo mora nos detalhes, e o inferno está cheio de boas intenções.

Atrás do "benefício" da passagem a um real, pode estar ocorrendo uma severa tunga ao Erário.

Claro que tudo isso está sujeito a confirmação.

Mas em um município onde vereadores, legal e politicamente constituídos, não conseguem obter informações do poder Executivo, o que causa enorme desequilíbrio na harmonia e separação de poderes (prevista há séculos por Montesquieu), sem mencionar a nossa CRFB, pela cerceamento da atividade parlamentar da fiscalização das contas públicas e execução orçamentária, como esperar desse simples blogueiro algo além mais do que essa especulação?

Bom, vamos a vaca fria:

Fato:
empresas de ônibus devem recolher o ISS sobre o serviço de transporte prestado.

Especulação:
No caso de Campos dos Goytacazes, pode haver uma ligeira confusão, que como sempre, resultaria em benefício do setor privado.
Sobre quais valores estão sendo estimados os créditos tributários?
O valor da passagem cheia (como deveria ser, afinal, é quanto o empresário recebe pelo serviço), ou em cima de um real, que é a tarifa "fictícia" criada pelo subsídio estatal?

E mais:

Caso os empresários estejam praticando corretamente o cálculo, e recolhendo o ISS sobre o valor "cheio" da passagem(o que eu, sinceramente, duvido), vale auditar se a estimativa para recolher o imposto coincide com a auferição apresentada para receber a subvenção oficial. Em suma: se o número de passagens que usam para pagar o imposto é o mesmo que apresentam para cobrar a diferença entre 1 real e o preço das tarifas.


Um boa pauta para a Câmara. Câmara? Que Câmara?

Ou, um bom fundamento para ação popular ou ação mais grave, se for comprovado o dolo em lesar a fazenda municipal.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Rodízio de subsídios, ou: Agora é sua vez!

Depois de dois anos, irrigando com um rio de dinheiro as empresas de ônibus, a prefeita resolveu se lembrar que ela representa o poder concedente.

Um pouco tarde, é verdade. E nessa cidade, tarde é quase sempre sinônimo de nunca, pois vejam:

A concessão de serviços de transporte coletivo urbano prevê que as empresas estejam em condições de operação, e dentro das regras determinadas em edital de licitação.

Não dá para engolir que esses 24 meses serviram para financiar a renovação da frota, quando fornecer ônibus em condições de trafegar seria o mínimo necessário para pleitear a prestação do serviço.

Dentro do raciocínio da prefeita e seus fiéis e competentes assessores, o dinheiro público deve subvencionar essas empresas para que elas depois recebam mais dinheiro... e público! Uma mamata, não acham? É como dizer: olha, eu vou comprar seu produto sem licitação, e antes te dou dinheiro para você comprar o que você me fornecerá. Mais ou menos como as privatizações feitas com dinheiro público. Ou os "investimentos" da Águas do Paraíba com 72 milhões do BNDES. Uma teta!

Bom, como durante esse tempo todo, a prefeitura não deu o menor sinal de que era o responsável pela regulamentação do setor, as empresas, ou melhor, a maioria delas não se mexeu, e continuaram a circular com pocilgas sobre rodas.

O veiculo da Viação Tamandaré que mais circula é o guincho, e hoje pela manhã, um ônibus da linha Pernambuca-Rodoviária pegou fogo, após super aquecimento do motor. Saldo: três pessoas feridas!

Indignada, a prefeita e seus acólitos dizem: Acabou a paciência. A solução? Empresas de fora, sem licitação. Trocam as peças, mas o esquema continua.

Novos parceiros, novas "possibilidades". Prestação de contas? Controle? Qual nada, é o ônibus da lapa sem freio!

Dinheiro de royalties aqui é igual a rodízio. É só sentar, e "comer" até não agüentar mais.

"Vai um lombinho de contribuinte aí, patrão?"

A hipocrisia que alimenta a selvageria 2

Alguns comentários sobre a decisão da presidenta Dilma acerca do MEC e dos vídeos e outros materiais anti-homofobia:

1. Perde a sociedade como um todo, perde a Democracia e o Estado laico, embora alguns digam que o jogo de pressões é legítimo no Estado de Direito. Pode ser,  mas como sempre digo, nem sempre a maioria está certa(será que oito judeus em uma sala podem decidir matar dois palestinos só porque eles estão em minoria?);

2. Perde o ministro da Educação, que teve a coragem de enfrentar o debate, e portanto, diante de tal situação, deveria entregar o cargo, junto com toda sua equipe;

3. Se a presidenta não confia em sua equipe, e é incapaz de delegar decisões desse porte, para quê ministros? Será que Fernando Haddad, depois de anos no governo, inclusive convivendo com Dilma na Casa Civil, não a informou sobre o que faria? Na conta de quem ficará o recuo? Que governo é esse que se dobra ao fanatismo religioso?

Não quero aqui fazer coro aos que identificam nessa e em outras atitudes, uma inflexão conservadora da presidenta, e pior, como antagonista de Lula. Não podemos morder essa isca, até porque Dilma só existe porque existiu Lula, é resultado de um governo que ela foi peça central, e mais, em determinados casos Lula foi tão ou mais conservador que ela, como no caso da PF/Daniel Dantas, nos crimes da Ditadura, etc, etc.

Ninguém vai acertar sempre. Mas há temas simbólicos que refletem a conjuntura de um governo, e nesse caso, Dilma simbolizou que está refém da parte mais conservadora da sociedade, embora esse momento não seja irreversível.

Um infeliz decepção.

Para que serve o TCE?

Bom, se servir para alguma coisa, ou seja, caso suas inspeções e relatórios sobre gestores/ordenadores de despesas funcionem, de fato e de direito, como subsídio para a declaração de inelegibilidade pelos tribunais eleitorais, desde que atendidos a certos requisitos legais (Lei Complementar 64/90) e processuais, vai ter muita gente dessa planície lamacenta impedida de concorrer. E deveria também estar impedido(a) de ser nomeado(a) de ocupar cargos de confiança, embora não haja vedação legal, e tal providência deveria ser um "cuidado" necessário dos governantes que os convocam.

Lá estão na lista, os nomes de Arnaldo França Vianna, e Alexandre Mocaiber (dois dos campeões em processos), e alguns de seus auxiliares, como o ex-diretor do HFM e presidente da Fundação João Barcelos Martins, José Manuel, os irmãos Luiz Guilherme e Fernando Leite, dentre outros, conforme você pode conferir no site do TCE.
Há ex-integrantes do legislativo local, como Alcione Cordeiro Borges, o Alciones de Rio Preto. Sobrou até para Carlos Alberto Campista. Lá está, também, nomes do grupo da lapa, como Ana Lúcia Boynard.
Tem gente de outros municípios, como Alberto Dauaire Filho, e Barbosa Lemos, etc.

No entanto, a despeito das pretensões eleitorais desse ou daquele, ou o tipo de infração cometida, uma coisa é certa: o eleitor deveria dar uma bela olhada nessas listas para melhor formar seu juízo. Assim como os gestores deveriam fazer o mesmo ao indicar tais personagens como auxiliares, como já dissemos.

Alguns dirão que o TCE não julga nada, que essas listas de nada valem (geralmente esse é o argumento de quem está nela), e que é só um órgão consultor da ALERJ, e que tem viés político.
Tudo bem. Mas então o contribuinte deveria perguntar:
Por que manter uma estrutura tão cara (um auditor ganha cerca de 20.000 reais por mês, sem mencionar os conselheiros e suas mordomias), se não servirá para nada?

Sobre Pallocci, Pimenta Neves: um pouco da sociedade brasileira.

Eventos extremos têm o condão de lançar luzes sobre os problemas. Mas, sabemos todos, luz demais às vezes cega. Impossibilitados de contar com uma mídia tradicional que supere sua vocação para partido político, e que forneça um panorama completos dos fatos, vamos tropeçando na Democracia, e socorremo-nos em outras fontes, que são não são as mais isentas, pelo menos deixam seus interesses todos à mostra, o que legitima o discurso.

Tenho lido, ouvido e participado de alguns debates sobre o caso Pallocci, e confesso certo cansaço. Não com o debate em si, mas com a tarefa sempre desgastante de remar contra a maré. Às vezes dá vontade de ceder ao senso comum, não para concordar com ele, mas para deixar de ouvir suas contra-razões. Felizmente, esse cansaço é passageiro, e me pego aqui, de novo.

De um lado, a sanha inquisitória, alimentada pelo pior udenismo moralóide hipócrita, engordado por alguns setores da própria esquerda, vocacionados ao oportunismo de aproveitar a chance de derrubar um adversário na luta intra-palaciana, de outro, o relativismo pragmático dos defensores da práxis pallocciana, que argumentam que tais práticas (a relação privilegiada entre capital e poder político) são corriqueiras em outras paragens partidárias, além do fato importante de que até agora, nada de ilegal foi confirmado, o que deveria cercar de cautela julgamentos apressados, e desse jeito, a tudo justificaria per si.

Nenhuma coisa, nem outra, e quando muito, um pouquinho de cada argumento servirá para esse debate, onde o cerne, mais uma vez, está a quilômetros de distância de nossas vistas.

Primeiro afastemos a lenga-lenga moralóide, não pelo cinismo, mas sim pelo simples fato de que não é possível julgar valores sobre hipóteses, ou seja, até que se prove algo, no devido processo legal, não há que se falar em crime, ou conduta inadequada. Essa é uma regra cara a todos, e o julgamento de Pallocci é político. E julgar o ministro implica estender o questionamento a todo o sistema que permitiu que ele ganhasse milhões pelo simples fato de ser ex-ministro, ou qualquer outra posição privilegiada nas estruturas decisórias do poder central.

Aqui, o primeiro senão: A mídia, por óbvio, não publicará a lista dos contratantes de Pallocci, e como sempre jogará todo o ônus na ação política e no governo, ou seja, na esfera pública. Necessário dizer (MAIS UMA VEZ) que não há má conduta de servidor público sem a imediata relação com algum interesse privado e algum figurão do jet-set
No entanto, o desgaste permanece na seara pública. 
Mas por que o ministro não divulga e vem a público lembrar esse importante detalhe? Ora, porque no "produto" que vendeu a peso de ouro(consultoria), a confiança e discrição são matérias-primas relevantes, e se for deixar o cargo, é certo que esse silêncio será considerado como vantagem comparativa em novos contratos. 
Logo concluímos que o ministro deveria pesar esse ponto, e agir com transparência para "dividir" o desgaste, mas ao que tudo indica, não o fará.

Como já disse antes, pessoas como Pallocci têm a exata dimensão do que representam, para que servem no jogo político, e das vantagens e desvantagens de participar desse arriscado jogo. 
Prefeito, deputado influente, ex e agora ministro, e coordenador de duas campanhas presidenciais vitoriosas não é um "santo". Foi justamente esse hand-cup, junto com o talento pessoal que o levaram a costurar a "estabilidade" necessária ao início do primeiro mandato de Lula, assombrado pelo terrorismo midiático desde a campanha, e que ameaçava corroer o tecido institucional e o mandato do primeiro operário eleito presidente. Não só por isso, mas em lealdade e "pagamento" a esse serviço que Lula, no dia de ontem, esteve em Brasília para "arrumar" a defesa do seu colaborador, transferido a Dilma, também por suas qualidades conciliadoras com "o mercado", que desta vez, escolheu o terrorismo inflacionário como "rito de passagem" a presidenta eleita como continuação do progresso econômico, não só adicionado com a inclusão, como é costume dizer, mas, principalmente como resultado dessa política distributiva de renda a milhões de brasileiros.

Diante disso tudo, não há anjos, nem demônios, mas interesses enormes e poderosos. Pallocci sabe disso, portanto, se é verdade que devemos evitar julgamentos éticos precipitados e, ou hipócritas, também não dá para ignorar que nesse jogo, o julgamento político é devastador e correspondente ao "valor do réu". Sabedor disso, o ministro antes de provar ou não sua inocência, deveria avaliar se as condições políticas para sua permanência são razoáveis, ou trarão mais prejuízo ao governo que defende. Ou, caso contrário, e sob a anuência de sua chefa, promover um debate amplo sobre o tema, sem salamaleques ou constrangimentos, mas com todos os ingredientes e atores na arena.

Nesse julgamento político que devemos focar nosso olhar. Vale repetir que os dados e elementos fornecidos pela mídia tradicional não são apenas pobres, são propositadamente pobres.
A discussão deve tocar em um ponto nevrálgico: Qual é o limite que o poder econômico(clientes do ministro)encontra para encurralar o processo decisório no jogo democrático?
Os estadunidenses, por exemplo, e principalmente os eleitores de Obama, estão atônitos frente a esse dilema, na medida que, como já mencionamos aqui em outros textos, o mandato presidencial e a agenda democrata, vencedora das eleições, está refém de uma crise que não foram os causadores, mas que insiste em cobrar-lhes o ônus por um simples motivo:
Não há como impedir o assédio do capital financeiro, que recusa a pagar a conta pela crise que causou (com a cumplicidade republicana, é claro), e que pior, usa o dinheiro público destinado a socorrer o sistema e evitar a contaminação de toda a economia, para pagar o lobby(pressão)sobre os parlamentares que deveriam votar essas medidas reguladoras. 
Resultado? O presidente e seu capital político vão pelo ralo, e dependem de assassinatos de terroristas para obter alguma popularidade, invertendo a lógica democrática, onde os vencedores acabam por se tornarem perdedores. O efeito disso tudo, além do sofrimento e da angústia social e a fragmentação da sociedade em guetos radicais de opinião, e enfraquecimento da Democracia como um todo.

É claro que nosso momento, felizmente é outro. 
Mas para o Estado Democrático de Direito, onde o interesse público prevaleça sobre interesses privados, pouco importa se Pallocci é culpado ou inocente, ou o que ele fez é legal ou ilícito. Não basta apenas trocar as peças. 
O que, verdadeiramente importa é que haverá ou não um sistema democrático onde servidores do alto escalão político possam vender suas opiniões, ainda que licitamente, sem que isso seja considerado, no mínimo, conflito de interesses. Qual é o limite de tempo para "quarentenas", ou quais as formas de tornar eticamente possível que esses servidores prestem serviços ao setor privado? Não sei. 
Mas sei dizer que da forma como está colocado, o debate não ajudará a encontrar tais respostas, até porque, a discussão já partiu das perguntas erradas, como sempre.



Pimenta Neves, e a leniência brasileira para punir homicídos.

Um fato: O Brasil tem baixíssima taxa de resolução de crimes dolosos de morte, entendida como resolução a investigação, condenação e encarceramento. Mas como em todos os outros casos, dos mais variados temas, há um corte de classe nítido, logo, não seria errado dizer que, dependendo da classe social (pobre ou rica), a impunidade se dará por razões distintas, embora beba em uma fonte comum: o pouco valor que damos a vida humana.

Nas favelas e periferias, sob o argumento "guarda-chuva" da "ligação com o tráfico", onde vítimas são sempre "suspeitas"(embora as investigações nunca terminem, e daí a impossibilidade de ratificar tais "suspeitas"), jovens, pretos, pobres, entre 19 e 24 anos, semi-analfabetos são mortos todos os dias, o que funciona como uma legitimação e execução eficaz de "penas de morte".

Já no caso do Pimenta Neves e seus convivas, a impunidade ou demora na punição se dá por outro motivo. Em crimes cometidos por "gente chique", geralmente ligados a motivos passionais, quase sempre é possível, desde o inicio, conhecer o autor, a dinâmica dos fatos, enfim, elucidar a materialidade e autoria, no jargão policial.
Então por que tanta demora? Ora, é só olhar para as cadeias e perguntar, de novo? Quanto presos lá possuem terceiro grau e ganham mais de 20 salários mínimos?

Não se trata, como dizem os cínicos de plantão, de leis frouxas ou permissívas. Nada disso, o Código Penal, e o Código de Processo Penal, junto com a legislação extravagante determinam todos os passos que resultem na punição dos culpados, e de forma rigorosa, ainda que garantam certos direitos, como deve ser.
O eixo do debate, mais uma vez está deslocado.
Primeiro temos que entender que no Brasil os crimes contra a vida(dolosos e culposos)têm menos chance de serem punidos que os crimes patrimoniais. As cadeias estão cheias de assaltantes, furtadores, junto com pequenos traficantes.
Desde que não seja rico, se roubou, traficou ou furtou, vai em cana. Demora, só para quem tem grana.

Depois, cinicamente, querem, sem acabar com a leniência dedicada aos ricos, apertar as leis que só serão aplicadas (e já são), como sempre, contra os mais pobres.

É preciso então que se diga: Pimenta Neves ficou tanto tempo fora da cadeia porque é rico, e ricos podem pagar advogados que recorrem de sentenças, e usam a morosidade da Justiça em funcionar como beneficio. Não são os recursos que são o problema, mas a demora em apreciá-los, o que não acontece com os pobres, assistidos de forma precária, onde a Justiça então funciona, e rápido.

Um sistema judiciário penal lento e sobrecarregado favorece os de sempre: quem tem dinheiro.

Nem mencionemos a possibilidade de manter as polícias estaduais com salários de fome para que possam funcionar como esferas manipuláveis a influenciar no suporte probatório. Nossa elite não é tão torpe assim, e nem somos levianos a esse ponto.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Prontos para decolar!

A partida já está marcada. O combustível é o som, o plano de vôo é a memória, e o destino é a homenagem ao brigadeiro Luizz Ribeiro, comandante da nave rock que bombardeou por anos a caretice.

É amanhã, confiram a tripulação (da esquerda para direita: Sérgio, Juan, Fábio e Júnior/sentado) e o bilhete de embarque. Visite também o o blog Banda 401






De plantão pelos direitos!

A categoria dos médicos está mobilizada pelo seu sindicato, e apresenta sua pauta. Todo apoio à luta dos médicos, e pela saúde pública de qualidade:


terça-feira, 24 de maio de 2011

SIMEC DIZ BASTA AOS SALÁRIOS DE FOME!


SIMEC DIZ BASTA AOS SALÁRIOS DE FOME!

               O Simec retoma o movimento contra os salários de fome pagos aos médicos em Campos. Participem do movimento e enviem suas sugestões. Assembleia para definir a pauta de reivindicações em breve.
                O anuncio de 6,51% de aumento esgotou a paciência da categoria. Todos estão insatisfeitos e revoltados. Tratamento desigual causa indignação e revolta. A realidade não reflete o divulgado pela propaganda oficial. A população está desassistida.  A hora de reivindicar e lutar é agora!

                Sugestão de pauta:
  • INCORPORAÇÃO IMEDIATA DE TODAS AS GRATIFICAÇÕES COM EXTENSÃO PARA TODOS OS MÉDICOS DA PMCG (AMBULATÓRIOS E URGÊNCIA) COM ISONOMIA SALARIAL
  •  IMPLANTAÇÃO IMEDIATA DO PISO SALARIAL DA FENAM
  •  CARREIRA DE ESTADO PARA OS MÉDICOS DO SUS
  • IMPLANTAÇÂO IMEDIATA DO PCCS (PLANO DE CARGOS, CARREIRA E SALÁRIOS)
  • REGIME JURÍDICO ÚNICO (ESTATUTÁRIO)
  • RETORNO DO CÓDIGO 7  NA REDE CONVENIADA
  • MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO, SEGURANÇA E REMUNERAÇÃO
  • EDUCAÇÃO CONTINUADA
  • RETORNO IMEDIATO DO PSF
  • MAIS RESPEITO ÀS ENTIDADES REPRESENTATIVAS

                Contatos pelos emails simecg@gmail.com e simec@censanet.com.br .
                Acompanhem o nosso blog: http://simec-simec.blogspot.com/.

Cartão (des)qualificação ou atestado de pobreza?

Com toda a pompa e circunstância que mandam os manuais de propaganda, formulados pelos assessores, e cumpridos à risca por governantes, além da repercussão óbvia, sem qualquer sombra de questionamento, da mídia de coleira, chega-nos a notícia de que o governo do estado pretende entregar, no próximo dia 22 de junho, os cartões magnéticos carregados com quinhentos reais de crédito, a serem debitados em rede conveniada e pela rede mastercard, que poderão ser retirados por servidores(as) nas agências Itaú, onde mantêm conta corrente/salário.

Claro que qualquer concessão a tão combalida classe do magistério deverá ser recebida com alvíssaras, urras e vivas!

Mas o objetivo desse blog é o debate, e a problematização, ainda que as melhores intenções estejam em pauta, porque sabemos todos: o diabo mora nos detalhes, e o inferno está cheio de boas intenções.

Veja que há algum complicadores na concessão de vales e auxílios a servidores, eis que enumeraremos alguns:


1. A vinculação do crédito a uma espécie de moeda eletrônica(o cartão de débito), dirige a compra, que é um contrato entre o comprador, nesse caso o professor(a) e o vendedor, nesse caso o dono da loja, e portanto, deveria ser de livre escolha, uma vez que a pesquisa e competição entre fornecedores daria a possibilidade da professora portadora do cartão adquirir um livro, ou outro serviço relacionado a qualificação, pelo menor preço, e atender, em última instância o princípio administrativo da eficência e eficácia no gasto com o recurso público;

2. Poderá haver a alegação que tal direcionamento busca justamente garantir que o dinheiro seja gasto com o fim ao qual ele se destina, e o cartão evitaria esse desvio. Ué, mas se os professores ganham tão bem, e suas necessidades básicas estão satisfeitas, será que ele(a)usaria esse valor para comprar uma Ferrari ou uma estada na Riviera Francesa? Sem mencionar que essas moedas paralelas fomentam um "mercado informal e clandestino" de desconto dos valores para trocar em dinheiro vivo, ou seja:
Professores que só pensam em luxo (como comer melhor, comprar roupas na Citycol para esnobar em suas escolas, e outras bugigangas desnecessárias e incompreensíveis para governantes que vivem de forma tão espartana e com tão pouco) se unem a comerciantes para debitar 500 reais e receber um valor menor, ficando o deságio com o comerciante pelo "serviço". É assim que funciona o mercado de "ticktet" e do Rio Card.

3. Existe outro complicador: Você imagina que o professor(a) que mora em São José do Vale do Rio Preto, Carmo, ou em Sapucaia, vá conseguir quantas opções para comprar livros ou ter acesso a conteúdo ou serviços para se qualificar. Imagine você que uma das cidades mais ricas do mundo (com  mais de dois bilhões de orçamento)só tem duas livrarias, o que dizer desse rincões do interior?

4. E por fim, perguntamos: quanto custará aos cofres públicos a emissão desses cartões? Ou será que o Banco Itaú fará tudo em nome da Educação?

Ao invés de procurar intermediários e paliativos para "qualificar" o servidor, deveriam Vossas Excelências entenderem que a única forma de qualificar um servidor é reconhecer seu valor perene, e não a "sazonalidade" dos penduricalhos e gratificações que não subsistem a mudança de governos, e pagar salários dignos e justos, para que ele resolva a melhor forma e como se qualificar, sem precisar de que alguém lhe diga como fazer. Feito isso, poderiam Vossas Excelências promoverem a cobrança, em nome do interesse público, da atualização do magistério, ou de qualquer outra categoria, nas formas que promovam a melhoria do serviço público.

Em suma: em lugar de "favores", dêem-nos direitos e cobrem-nos nossos deveres.

Caso contrário, é só mais lenga-lenga e meios de direcionar o gasto do dinheiro público, atendendo interesses dos bancos e de algumas redes comerciais.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Notícias de São João da Barra.

Câmara aprova projeto de lei que convoca mais concursados da Saúde

Na sessão plenária desta segunda-feira (23), após requerimento verbal do vereador Carlos Machado da Silva (Kaká), solicitando que a pauta fosse destrancada – já que a suplementação de R$ 51 milhões está sub judice - a Câmara de Vereadores de São João da Barra aprovou o projeto de lei nº 004/11, do Poder Executivo, que dispõe sobre a abertura de mais vagas na área de Saúde – referentes ao concurso público realizado em 2009, cuja validade vai expirar no próximo mês.
Segundo o texto, estão previstas 112 vagas, entre assistente social, farmacêutico, fisioterapeuta, médico, nutricionista, psicólogo, sanitarista, técnico de enfermagem, enfermeiro, dentista, auxiliar de consultório dentário, agente comunitário de saúde, técnico de higiene bucal e agente de combate às endemias.
As vagas previstas no edital não foram suficientes porque a demanda cresceu consideravelmente nos últimos anos. Os novos servidores serão lotados na rede básica de saúde, no Programa Saúde da Família, no Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), no Programa Nacional de Combate às Endemias (PNCD) e na área de Saúde Bucal.
Para o presidente da Comissão Permanente de Saúde e Vigilância Sanitária, Kaká, o acréscimo desses novos profissionais vai contribuir para melhorar os serviços de saúde oferecidos no município. “Esperamos que, a partir de agora, muitos dos problemas enfrentados pelo povo sanjoanense sejam amenizados”, destacou.  
 
Da Ascom da Câmara de SJB.

A espera de um milagre!

Não há salvação possível para o setor sucroalcooleiro dessa região. Ainda que os coronéis do setor acreditem na redenção pela expiação de suas culpas em rituais sacros, não há confissão que dê jeito.

Os pecados capitais continuam dos mesmos: Ganância por dinheiro público, com o oferecimento do sacrifício dos "escravos modernos" no altar do lucro fácil.

Todo ano, a despeito de anos e anos de vigência das leis ambientais, as "chamas nos canaviais" condenam nossos pulmões ao inferno.


"pai", não os perdoem, porque eles sabem o que fazem.

Tributo!

Apertem os cintos! O piloto não sumiu. Voa nos céus da nossa memória. Leia o recado do blog da Jane, publicado originalmente no Urgente! Anote em sua agenda, e claro, compareça:

Tributo a Luizz Ribeiro no próximo dia 25

O comendador Sérgio Máximo manda avisar: na próxima quarta, 25, às 19h, músicos de Campos se apresentarão no Sesc para homenagear Luizz Ribeiro, com direito a canja de alguns ex-Avyadores convidados pela Banda 401 (última formação dos Avyadores).

Fonte: Urgente

Nada como um dia após o outro.

Zapeando os blogs da nossa seção local da blogosfera, me deparei com o desabafo de um jornalista da região, sobre as intempéries de um sobrinho, vítima de incidente de trânsito e que está internado no CTI do Ferreira Machado,

Primeiro estendemos nossas preocupações a família do jovem. Depois destacamos: Em uma cidade de 2 bilhões de reais, a ausência de reparo em um elevador, que causa impossibilidade de pleno atendimento aos usuários e profissionais é, realmente, um descalabro, um escândalo.

Mas não foi para falar do óbvio que chamo a atenção de vocês.

Eu acharia engraçado, se a situação não fosse trágica, é o fato do jornalista reclamar do caos da saúde local, como se tudo isso não fosse resultado de um modelo de gestão que perdura há 20 anos, onde o próprio jornalista já emprestou seus "melhores esforços" para justificar situações injustificáveis como essa e outras, quando fez parte de um governo que, embora se dissesse diferente, praticava com gosto, e talvez com um "pouco" menos de cuidado, toda a sorte de descalabros sobre os quais o consternado jornalista agora reclama dos efeitos que atingem os seus. Não custa lembrar que nesse período, a cidade teve dois médicos prefeitos, todos, aliás, incensados pela pena do jornalista, que serviu como secretário de propaganda de um deles.

Há muito tempo eu digo que, no meu ramo, a polícia e em última instância a segurança pública, você só vai conseguir "humanizar" a ação policial e nas penitenciárias quando começar a prender "os do andar de cima". Nesses casos, lembram do constrangimento das algemas, imprensa preservam identidades, privacidade e biografias, enfim, todo cuidado é pouco.

No caso dos hospitais e escolas é parecido. O sofrimento cotidiano e banalizado dos contribuintes só vai minorar quando a suposta elite e seus lacaios da imprensa começarem a sentir na pele a mesma falta de atenção e cuidado que eles destinam aos interesses da população carente.

"Onde alguns vêem coincidência, eu só vejo conseqüência" (texto do filme Matrix Revolutions, na fala do personagem Merovíngio).

domingo, 22 de maio de 2011

Vigiar ou punir?

Foucault dizia que a história da manicominização da doença mental, ou institucionalização da loucura, é resultado da visão ideológica da sociedade que expressa poder pelo encarceramento e pela classificação de comportamentos, mediados sempre por um corte claro de classe. 
Bom, isso é mais ou menos o que entendi das "orelhas" dos livros que não li (hoje com a wikipedia, qualquer parvo como eu posa de intelectual).

Esse é um traço cultural clássico ocidental, que sempre se reflete em discursos de diferentes instâncias, e que de certa forma, impregnou a fala de alguns jornalistas, sem que eles se dessem conta.
O problema é que esses discursos, dirigidos aos outros, falam muito mais deles mesmos, que aos quais os discursos se dirigem. 

No caso de nosso imprensa local, Foucault diria que é melhor vigiar e punir.

Vamos unir minha psquiatria-de-botequim, como pseudointelectualismo de blogosfera:

O mitômano é um quadro definido pela psquiatria, dentre os variados diagnósticos de psicopatologia, como o que não apenas tem a compulsão incontrolável pela mentira, mas além disso, ele vive na realidade paralela que criou para si.
Psicopata não tem culpa, mas compreende as conseqüências dos seus atos.
É esse detalhe fundamental que assemelha alguns jornalistas de nossa região com esses doentes mentais. Nossos jornalistas praticam todos os atos próprios aos mitômanos, fazem em benefício próprio da supervalorização de seu ego, em detrimento a tudo mais, e como os psicopatas, eles entendem claramente as conseqüências dos seus atos, e as ignoram e não sentem culpa.

Nossos mercenários de redação, portanto, não apenas vivem em outra realidade, eles vivem (tiram seu sustento) de inventar essa realidade.

 Só isso explica o festival "criminoso" de desinformação e manipulação praticado por alguns mercenários de redação, acerca do conflito entre poder Executivo e Legislativo em SJB.
É claro que não há bandidos e mocinhas nessa história, como querem nos fazer crer. Há interesses. E para julgar os fatos que resultam da movimentação desses interesses, é bom se perguntar: Quem defende o interesse público? Quem pretende uma suplementação parlamentar, que funciona como um "cheque em branco orçamentário" sem prestar as informações necessárias para afastar o risco de mau uso do dinheiro público, ou que exige que essas providências sejam cumpridas, em atentimendo aos princípios constitucionais que devem reger a administração dos recursos públicos? Quem está de quatro frente ao poder econômico e suas demandas, e quem está tentando limitar esses interesses poderosos e encontrar um ponto de inflexão com o interesse das classe menos afortunadas?

Por que essas perguntas nunca são respondidas, ou pior, nunca sequer são feitas? Por que confundir investimento econômico de escala bancado pelo dinheiro público com desenvolvimento social? A quem interessa essa confusão?

Essa postura só pode ser explicada pelo altíssimo valor orçamentário(12 milhões) destinado a comunicação social naquele município(e mais 3 milhões que seriam acrescidos na suplementação), quando se sabe que a mídia em SJB conta com pouquíssimos veículos, e de alcance limitado, conforme explicou o vereador Gerson Crispim, presidente da Casa, em entrevista ao blog.

Pode ser que os vereadores estejam criando embaraços ao poder Executivo? Claro, mas esse é o papel da oposição no jogo democrático, e mais, há de se perguntar apenas se esse embaraço é legal (do ponto de vista jurídico) e legítimo (do ponto de vista político). Então, defender o direito da Câmara de fiscalizar as ações do Executivo e dar transparência sobre essas ações é extremamente positivo, ainda que as intenções dos vereadores de oposição sejam questionáveis, o que não se provou até agora, assim como não se provou o que motivou a mudança de lado de um dos próceres da oposição, agora incensado como um político de "visão".

Ora, pelo argumento dos mercenários de redação, os vereadores da oposição estariam a criar dificuldades para vender facilidades, então cabe a pergunta: Esse julgamento se aplica ao cristão-novo (ou será filho pródigo), que ficou conhecido na cidade como vira-casaca, ou pior, alexandre, o pequeno?

Ou seja, os vereadores da oposição podem até mudar de lado, e trairem suas consciências (ou vendê-las, se restar provado), mas enquanto isso não acontecer, seu comportamento só ajuda a democracia sanjoanense, que deveria servir de exemplo aos vereadores da casa de telhado de vidro campista, como aliás, alguns jornalistas-mercenários reclamavam até bem pouco tempo, antes, é claro, do grande acerto que transformou nossa imprensa em uma "milagrosa" esfera do pensamento único.

Assim, nossos jornalistas podem até mentir, mas nunca poderão ser considerados loucos, não ser um por um rico detalhe: Eles não são inclinados a rasgar dinheiro, muito pelo contrário...

sábado, 21 de maio de 2011

A hipocrisia que alimenta a selvageria!


Antes de iniciar qualquer debate sobre homofobia e as intervenções do MEC para veicular vídeos, imagens e material didático para combater a homofobia, é preciso separar:
Opção sexual (que hoje, os especialistas afirmam ser cada vez menos uma "opção", e sim uma programação genética associada a questões sócio-culturais), que sempre estão no campo privado da pessoa, e quando muito, das familias, da obrigação estatal de promover a disseminação de valores que façam os jovens perceberem todas as formas de relacionamento como normais, e que sejam passíveis do respeito  de TODOS.

O MEC não está tratando de opção sexual, mas do combate ao preconceito e a homofobia, permitindo que se discuta um assunto que diz respeito a muita gente, ou alguém pretende uma sociedade sem homoafetivos?
Quando promove a exibição de atitudes e gestos entre homoafetivos, o MEC sinaliza que esse é um comportamento tão aceitável quanto carícias entre heterossexuais.

Outra confusão promovida pelos homofóbicos, açodados pela mídia canalha que pretende utilizar o tema para sua diuturna campanha de desgaste político do governo: Falar de homoafetividade não induz, nem torna ninguém homoafetivo, mas ainda assim, se a possibilidade de falar sobre o tema permite que pessoas possam assumir suas escolhas de forma mais consciente, não há nada de errado nisso. Sim, porque os homofóbicos dizem não ter preconceito, mas querem impedir que se fale no assunto nas escolas, porque imaginam que o debate possa "contaminar" alguém.

É como se alguém lhe dissesse: "olha, não vamos falar de crime e violência porque você pode optar por se tornar um criminoso"!

Ou pior, para citar um exemplo relacionado a algo que diz respeito aos parlamentares da frente homofóbica: Se falar sobre o tema em sala "contamina", então tornemos inconstitucional o ensino religioso, pois essa intervenção pública em assunto privado pode "induzir" a mudança de religião, ou o surgimento de constrangimento, ou aumentar o preconceito de determinadas adeptos em  relação a outros.

Dá nojo ver a maior parte da sociedade vociferando contra o vídeo (a enorme maioria sequer assistiu, e só viu pedaços editados pela mídia homofóbica), quando essa mesma sociedade incentiva, e goza com a erotização precoce de nossas meninas, a exploração sexual da imagem de mulheres (como pedaços de carne expostas em anúncios de carros, cigarros, roupas, etc), com o abuso da exposição de imagens de violência gratuita, apelo ao consumismo, etc, etc, etc.
Essa sociedade que bate palma para propaganda de consumo de álcool, em horário onde as crianças estão na sala.

Tudo em nome da liberdade de expressão, que na verdade, nada mais é que a preguiça e incapacidade de discutir os limites da produção de conteúdo pelas empresas de comunicação e agências de propaganda, veiculado em concessões públicas, onde pais preocupados com beijos lésbicos ou insinuações a homoafetividade masculina nas escolas, permitem que seus filhos vejam de tudo na internet e TV. Querem os pais, como sempre, que a escola seja um modelo daquilo que nunca fazem em casa. Porque não querem, porque não sabem como fazer, ou tudo isso junto.

É só observar as queixas de professores sobre o comportamento dos meninos e meninas, o grau de animosidade e violência muito superior que as expectativas para essa faixa etária, que ironica e tristemente, repercutem nas redes sociais, na grande rede, em vídeos gravados com requintes de sadismo.

Ao patrocinar a homofobia, parlamentares, mídia, pais, alimentam as fogueiras "santas", e aumentam as possibilidades de eventos de intolerância.

É sempre bom lembrar que essa sociedade que está aí, com jovens insandecidos, é resultado de anos e anos de repressão e preconceito contra minorias.
Ao contrário do que pregam os homofóbicos, não foi o debate franco sobre sexualidade, drogas e outros temas polêmicos que tornou a maioria dos nossos jovens o tormento que são hoje, mas justamente o contrário.

Opinião em debate bloco 4



Confira o quarto o bloco do programa

Opinião em debate bloco 3



Confira o terceiro bloco 3

Opinião em debate bloco 2



Confira o segundo bloco do programa.