terça-feira, 5 de abril de 2011

Vingança é prato que se guarda no congelador!

É legítimo e desejável que em uma democracia, e no estado de direito, os contribuintes tenham o poder de requerer a reavaliação/revisão dos atos administrativos que lhes dizem respeito, em todas as intâncias do referido órgão, nas instâncias superiores e, enfim, na Justiça.

Esse parece que foi o caso das solicitações de bolsa de alunos de um instituto privado de ensino superior. Ledo engano.

Há algo mais por detrás desse episódio. Sempre há!

Sim, porque não é novidade para ninguém, embora ninguém diga, que o referido colégio está, como dizemos no jargão policial, "na geladeira", por suas ligações quase íntimas com a administração anterior, que culmimou com a nomeação de uma funcionária daquela instituição privada de enisno como secretária de educação.

Não é novidade para ninguém que nesse tempo, a municipalidade, através da secretaria de educação e sua titular, e o referido Instituto, mantinham uma relação de "fé", com todos os "milagres" aí incluídos.

Com a atual gestão, o referido Instituto passou a "atravessar o deserto, comendo um saco de sal".

Toda essa história dá a exata dimensão de como os assuntos de Estado são tratados nessa planície, tanto por governos, tanto pelos entes privados.

Mas o que seria correto, caso houvesse algum questionamento legal ou infração administrativa no relacionamento anterior, com a gestão anterior, seria apurar, processar e reivindicar as indenizações devidas ao Erário, em caso de lesão, sem prejuízo das ações de improbidade ou criminais.

Desta feita, colocadas as coisas em seus devidos lugares, poderia a administração atual, conforme lhe faculta a discricionaridade, e somente após a regularização da situação, permitir que alunos daquela instituição pudessem continuar a concorrer aos subsídios denominados como bolsas. E caso não quisesse, teria o argumento pronto para rejeitar a concessão de bolsas aos alunos do referido instituto, enquanto durassem as apurações.

Mas nessa planície o que vale é a vendetta, e que se dane o contribuinte/aluno.

Agora, confrontados com o fato de que houve uma avaliação discriminatória nos requerimentos dos alunos daquela instituição de ensino, fartamente publicada em vários blogs, a atual administração da prefeita, sem explicar porque discriminou, e sem explicar porque voltou atrás, resolve reavaliar os pedidos.

Tudo como se nada tivesse acontecido

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