terça-feira, 12 de abril de 2011

Sob o olhar cúmplice dos EEUU, mais um crime bárbaro contra a Humanidade.

Que a ocupação estadunidense no Iraque e Afeganistao são desastres militares, geopolíticos e humanitários, todos sabemos. Que a intervenção dos EEUU nesses países obedece uma lógica de expansão capitalista pelo busca de insumos (petróleo), misturada a uma série de considerações maniqueístas, mas totalmente hipócritas, acerca dos povos que habitam esse pedaço de inferno na Terra, também sabemos todos.

Mas uma outra face desses conflitos vai tomando corpo, à margem do interesse da mídia mundial e, ou proporcionado pelo silêncio cúmplice dessas pautas, sob o olhar omisso das administrações de Washington.

É obvio que a inércia de Washington frente as barbaridades cometidas pelos governos títeres que instalaram em Bagdá e Cabul não é por acaso. Fazem parte de uma desastrada estratégia de impor governos ilegítimos, incapacidade de reconhecer e ler os sinais das diversas forças políticas que ali se engalfinham, impotência para prever as repercussões pelo mundo, e uma tendência a mediar toda as disputas pela força. Tudo para manter suas "posições" em relação a Israel, e lógico, a "estabilidade" do fornecimento de combustível, dentre outras coisas.

O resultado de tantos fracassos se amontoa ao lado dos corpos dos civis.

De acordo com a página eletrônica do The Independent, em matéria assinada pelo Lord David Waddington, do escritório britânico de assuntos exteriores, no dia 08 de abril, sexta-feira, por volta de 5 horas, 2.500 homens do Exército Iraquiano invadiram o Camp Ashraf, onde residem integrantes de um partido oposicionista ligado a Teerã, o People's Mohajedin Organization of Iran (PMOI).

Saldo: 33 mortos e mais de 300 feridos, todos civis e desarmados. 

Informações dão conta que os  mililtares estadunidenses, que estavam sediados em Ashraf, receberam ordem de retirada e de não intervir de qualquer modo, o que coincide com a visita do Secretário de Defesa, Robert Gates. Todos esses fatos indicam que se não houve participação direta dos EEUU, ao menos, ouve uma concordância "tácita" para o massacre.

Um forma estranha de espalhar Democracia pelo mundo.

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