quinta-feira, 14 de abril de 2011

SJB, a Viúva Porcina do Norte Fluminense.

Todos que têm 40 ou mais se recordam da novela Roque Santeiro, de Dias Gomes, censurada no auge da repressão militar, e exibida nos epílogos do regime de 64, já na década de 80.

Desde então, alguns bordões ainda permanecem, como o que falava Sinhonzinho Malta, do grande Lima Duarte: "Tô certo, ou tô errado", era uma figura do texto, pois o personagem autoritário não admitia discordância ou debate, e chacoalhava as pulseiras do braço, que era acompanhado por um barulho de chocalho de cascavel, feito pelo contra-regra, a dar dimensão do perigo o qual o interlocutor estava exposto por contrariar o "coronel".

Outro personagem que povoa o imaginário popular é a Viúva Porcina, tanto pela atuação primorosa de Regina Duarte, no tom certo do exagero e da comédia, tanto pela história da personagem que era em si um paradoxo: Ela era(viúva) sem nunca ter sido.

Uma forma inteligente do autor, o grande Dias Gomes, nos apresentar a sofismas ou a um ambiente kafkaniano e como esses elementos repercutem em nossa teia social, política e econômica.

Hoje, na política da região, temos uma outra Viúva Porcina: A cidade de SJB.

Embora muitas promessas e muito "futuro" lhe seja alardeado, não há nenhum dado concreto que ratifique tanto ufanismo. Ou seja, não há estudo ou levantamento feito que corrobore a tese da riqueza, da prosperidade ou do progresso. Tudo é especulação.

Mas por que tanto barulho? Ora, para interditar o debate sério sobre os prós e contras de um projeto que até agora, é uma grande dúvida!

O mais estranho nisso tudo é a tentativa de desqualificar qualquer tentativa de interlocução, reduzindo a rótulos típicos de quem não consegue medir os outros além de sua régua.

E o povo de SJB nisso tudo? Ora, às favas com o interesse e o dinheiro público, riria a escrachada Porcina e seus balangadãs.

Ou ameaçaria o "Sinhozinho Malta X": "Tô certo, ou tô errado"!
 

Um comentário:

Gustavo Landim Soffiati disse...

Assim eu fico ofendido: ainda não completei 35 e me lembro do folhetim.