sexta-feira, 22 de abril de 2011

Razões para acreditar em um mundo melhor ?

Quem imagina que um produto, ou uma empresa possa comunicar temas como "esperança por um mundo mellhor", como faz a propaganda de Coca-Cola mais recente, também deve acreditar em coelho da Páscoa.

Já falamos disso no post Da série: se fosse bom, não precisava de propaganda!

No entanto, hoje recebi pelo e-mail a informação que compartilharei com vocês abaixo. Trata-se de uma decisão que condena uma das franquias do famoso refrigerante por assédio moral. Péssima publicidade, alguns diriam, mas, infelizmente, não é só isso. Não se trata de um incidente isolado ou melhor, que não possa estar vinculado com os "princípios corporativos" da empresa.

Leia, e tire suas conclusões.
Eu já tirei as minhas, e penso que um mundo melhor se dá com menos manipulação e propaganda, mas acesso à Justiça e aos direitos. Um mundo com menos Coca-Cola, enfim, como disse o Plebe Rude na mesma música que citamos abaixo(Cala a boca e consuma):
/...comprei uma Coca/cadê o sorriso?/gastei o dinheiro/e fiquei liso.../


Empresa de refrigerante é condenada a pagar R$ 50 mil por assédio moral contra empregado deficiente.

   Trabalhador da Refrescos Bandeirantes Indústria e Comércio Ltda (Coca Cola) deverá
receber R$ 50 mil por danos morais. O juiz Ranúlio Moreira, auxiliar da 2ª Vara do Trabalho de Goiânia, reconheceu a prática de assédio moral por parte do superior hierárquico do trabalhador que sofria discriminação por ser portador de deficiência física.
Na sentença, o magistrado, considerou os depoimentos das testemunhas apresentadas pelo reclamante, que presenciaram o assédio contra o trabalhador deficiente. Elas afirmaram ter o assediador feito piadinhas falando que o reclamante era aleijado e que precisava andar mais rápido, e que essas piadas eram contínuas e constrangiam os colegas.
A empresa, por sua vez, apresentou defesa afirmando que jamais cometeu qualquer ato que maculasse ou denegrisse tanto a imagem do trabalhador quanto a sua dignidade, destacando ser absurda a pretensão autoral.
Diante das provas colhidas, o juiz reconheceu a violência psicológica contra o reclamante, expondo-o a situação vexatória e humilhante, e a responsabilidade do empregador, que responde pelos atos de seus empregados ou prepostos."Neste ponto falhou a reclamada.
Esqueceu-se que a produção existe para o homem e não o homem para a produção. Ao invés de proporcionar condições de trabalho seguras e um meio ambiente de trabalho saudável, não o fez, e o que é mais grave, depois de dilacerar a alma de seu empregado, causando-lhe mal e adoecendo a sua alma, nega sua culpa, deixando o trabalhador largado à própria sorte, enquanto continua enriquecendo, sem sequer se dignificar em reconhecer e reparar o dano causado, fazendo o trabalhador ter de vencer mais uma batalha: a jurídica, para ver minimizado o seu sofrimento e reconhecida a sua dignidade", ressaltou o magistrado. A decisão é de primeiro grau e está sujeita a recurso.

( RTOrd-0002199-17.2010.5.18.0002 )


Fonte: Tribunal Regional do Trabalho 18ª Região Goiás, por 20.04.2011

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