terça-feira, 26 de abril de 2011

Conta-gotas!

Como convém a hipocrisia internacional, as doses de vazamento sobre Guantánamo vêm aos poucos. Homeopáticas.

O jornal El País traz em sua edição eletrônica, hoje, mais um pouco da barbárie praticada em nome de algo que os EEUU já se esqueceram o que é há muito tempo. Quanto mais dizem defender a democracia, mais a espancam.

Em um dos textos publicados, a acusação de que médicos foram cúmplices, quando silenciaram sobre as torturas (parece familiar, não?).

Noutro texto, ainda no diário espanhol, a revelação de que adolescentes, que não representavam qualquer perigo para os EEUU foram mantidos no cárcere, alguns por 09 anos. Essa matéria traz os memorandos dos serviços de inteligência, que classificam os presos adolescentes como "pouco interessantes" para a comunidade de informações.

Há, ainda, a publicação de que os EEUU mantinham doentes mentais na prisão cubana.

Por derradeiro, o jornal traz a entrevista de Clive Stafford, diretor de uma organização britânica que promoveu a assistência jurídica dos detidos.

Diante de tudo isso, nós perguntamos:
O que esperava a comunidade internacional?
Que uma masmorra cheia de pessoas presas de forma ilegal, sem nenhum processo ou acusação formal, sujeitas a toda sorte de abusos pudesse revelar algo diferente?
Que se descobrisse que os direitos humanos estivessem sendo respeitados?

Por mais que os fatos choquem o público, é preciso dizer que horror, nesse caso, não pode ser confundido com surpresa, e nem pode ser considerado como legítimo, uma vez que o silêncio coloca a todos na categoria de cúmplices.

Um comentário:

Anônimo disse...

Monteiro Lobato sempre foi racista!

O elogio de Monteiro Lobato à KKK

Folha de S.Paulo - Mônica Bergamo - 26/04/2011

CONFISSÕES DE LOBATO
A revista "Bravo!" publica em maio cartas inéditas do escritor Monteiro Lobato.

"Um dia se fará justiça ao Ku Klux Klan; tivéssemos uma defesa dessa ordem, que mantém o negro no seu lugar, e estaríamos livres da peste da imprensa carioca -mulatinho fazendo o jogo do galego, e sempre demolidor porque a mestiçagem do negro destrói a capacidade construtiva", escreveu em 1938 o escritor, censurado pelo governo por racismo.