quarta-feira, 20 de abril de 2011

Cala a boca e consuma!

Dizia a letra de uma música do conjunto de rock, Plebe Rude, do álbum Nunca Fomos Tão Brasileiros: "Cale a boca e consuma, você não direito de duvidar..."

A letra, ainda da década de 80, já antecipava a prevalência do mundo do consumo sobre a cidadania, como se uma coisa se confundisse com a outra.

Pois eis que no caso do novo templo da classe mé(r)dia, o "xóping", alguns setores da midia de coleira, aquela que sempre está do lado de quem tem algum para "perder", gritam contra a recomendação do MPF, e mandam a sugestão clássica: botemos a PRF para trabalhar. Como SEMPRE, para essa gente, o ônus dos empreendimentos privados recaem sobre o Erário e funcionários públicos.

Do mesmo jeitinho que imaginam na questão do Açu e do Sr "X".

Ora, MPF não é consultoria, logo sua ação é persecutória e de defesa dos interesses públicos, difusos, coletivos, etc, frente às possíveis lesões ou ameaças a direitos.

A OBRIGAÇÃO de estudar e prover a redução de impactos negativos, quer seja ambientais, quer seja de tráfego, vizinhança ou de postura, é de quem vai lucrar com o negócio.

Caso não tenham feito, como parece que não fizeram, não abre, e pronto! Aliás, estranho foi a paciência do MPF, que só encaminhou uma "recomendação".

Agora imagine se o cara do trayller ou da carrocinha de cachorro-quente usarem o mesmo argumento:

-Olha aí, chefia, eu não fiz o estudo de impacto, nem adotei as regras de higiene, mas porque você não falou antes? É só desviar o trânsito para eu colocar minhas mesinhas aí na rua, ou chama a PM para controlar o tráfego.
-Como é que é? Aí, olha o rapa, perdeu, perdeu, perdeu...

Mas como nessa cidade o crime e as infrações administrativas sempre compensam, desde que envolvam grandes intere$$e$, cale a boca e consuma...

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