quinta-feira, 24 de março de 2011

Notícias da terrinha!

A combalida economia portuguesa balança, perigosamente. Junto com ela, toda a zona do euro. Os líderes europeus se reúnem essa semana, na cúpula dos 27, em Bruxelas, para tentar achar soluções que combinem austeridade fiscal, e recuperação da credibilidade portuguesa, a fim de que toda a Europa não seja levada de roldão por um default na terrinha.

Após divulgar um pacote de medidas de ajuste, que incluía cortes de pensões, demissões no setor público, dentre outras, o primeiro-ministro José Sócrates perdeu o emprego, e o Parlamento português sinalizou que não está disposto a acirrar o clima de tensão social que ronda a crise, ou pagar o preço político pelo remédio amargo.

Ao lado, os espanhóis prendem a respiração, na medida que grande parte da dívida do país vizinho está nas suas mãos.
E o preço cobrado pelos credores para manter suas posições em relação a dívida portuguesa aumentam a níveis insustentáveis, o que degrada a situação, pois aumenta a incapacidade e autonomia do governo em adotar medidas anti-cíclicas, como fez o governo brasileiro, por exemplo.

Sobra a receita ortodoxa, de arrocho e desemprego. Mas os portugueses parecem dispostos a não pagar a conta. 

Como se vê, sem atacar a causa do problema, ou seja, impor severa regulação ao fluxo de capitais e as assimetrias cambiais, que provocam desequilíbrios importantes entre regiões e nações, não haverá solução possível que coloque a economia mundial novamente em seus eixos.




Com informações do El País

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