sexta-feira, 4 de março de 2011

Golaaaaaaaaço contra, ou as galinhas alvi-anis na Toca da Raposa.

Torcedor do Goytacaz, parafraseando Sílvio Luiz, "tá aí o que você não queria".

Não conhecemos todos os motivos e o método de gestão da atual diretoria do clube, mas não deixa de ser estranho, fato inclusive notado pelo patrono da causa do clube, que alguém que esteja prestes a abocanhar mais de 8 milhões, faça um acordo por cerca de 10% do valor.

Como todo presidente eleito, a natureza de seu vínculo de presentação é o mandato, logo, quando o mandatário eleito(o presidente)toma decisões que excede esse mandato ou lesam o patrimônio do mandante(os associados), o ato jurídico é perfeitamente anulável.

Bom, essa é a opinião de um leigo, e que nem torce pelo clube.

Mas o mais vergonhoso é que um clube que tenha tanta tradição, viva de pires na mão, em convênios escusos com o Erário municipal, desonrando sua torcida, abra mão de seus direitos, que poderiam tornar a sua gestão eficiente.

Esse valor poderia, por exemplo, manter divisões de base por anos e anos, e essas divisões trariam nos jogadores aí revelados, o círculo virtuoso da autosustentação financeira e o sucesso esportivo.

Em reportagem recente, soubemos pela televisão que o custo mensal de um jogador de base no São Paulo F.C é de cerca de 3.000 a 3.600 reais. Considerando o padrão elevadíssimo das instalações de um clube daquele porte, podemos afirmar que em Campos dos Goytacazes um clube poderia ter instalação dignas, com quadro técnico multidisciplinar adequado por 1.800 a 2.000 reais, o que em um elenco de 100 meninos, daria uma soma anual de 2.400.000, ou seja: O valor da indenização daria para manter essa estrutura por três anos (7.200.000). As instalações poderiam ser construídas, aí sim, com convênio com os poderes públicos, visando a integração e recuperação de jovens pelo esporte.
Os custos ainda poderiam diminuir se fossem utilizados os bolsistas universitários da PMCG, que poderiam funcionar como estagiários nesse programa, nas áreas exigidas, como  graduandos em fisioterapia, medicina, psicologia, direito(para assessoria jurídica aos futuros atletas e seus familiares), magistério, etc, etc. supervisionados, é claro, pelos profissionais contratados pelo clube.
Como contrapartida, o clube selecionaria todos os atletas junto às escolas municipais, dentre os alunos com condição social mais desfavorável, e com melhor desempenho escolar e esportivo.

Retorno fácil no primeiro talento revelado e nas suas transferências, o que aliás, é o motivo da lide entre o clube e a Toca da Raposa.

A torcida alvianil, se confirmado esse acordo "caracu", deve ir ao seu clube, protestar e demover  do cargo quem não merece sua confiança!

E olha que o pessoal falava do Caixa d'Água!

Diria Sílvio Luiz:

"Tá lá um corpo estendido no chão!"

Ao que respondemos:

"Ih, é o Goyatcaz!"

Chamaram a Raposa para tomar conta do galinheiro da Rua do Gás!

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