domingo, 27 de março de 2011

E o Padilha foi para casa!

A visita do ministro Padilha me lembrou, não sei bem o porquê, aquele conto do Lima Barreto, "O Homem que sabia Javanês", que li na minha adolescência.

Lógico que não se trata de ventilar que o ministro seja vazio de conteúdo, como o personagem de Barreto. Mas todos os salamalaques, e as homenagens, os debates e as disputas em relação a sua presença parecem surreais e deslocados, que revelam em formas caricaturais nossa pobre realidade política.

E tudo deu errado, como se previa.

O ministro veio, e colocou a cereja no bolo de quem não devia! Corroborou uma gestão municipal temerária, e serviu de "bucha" para discurso populista.

Ignorou a agenda da oposição (do seu partido), e deu uma "carteirada" nos seus anfitriões (o casal de prefeitos) para colocar seus "penetras" no palanque. Desconforto geral e tudo fora do lugar.

Olhem bem, se o ministro queria prestigiar a oposição, e sua frente, deveria fazê-lo em fórum próprio, ou seja, na reunião do IFF, debatendo e discutindo os temas e propostas relacionadas à sua pasta. Não deveria fazer a frente entrar pelos fundos do palanque!

Reclamar do cerimonial da prefeitura, e do impedimento da entrada de alguns, é criancice. É como falar mal de sua colega no colégio, e querer ser convidada a seu baile de debutante. Não dá.

Não é à toa que essa cidade está de pernas pr'o ar. Ninguém sabe bem o seu lugar certo. Governo usa palanque como se estivesse em campanha e fala  como se fosse oposição, e a oposição quer ter prerrogativa de governo no trato com ministros. Um descalabro!

Ainda bem que o Padilha foi para casa!

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