sexta-feira, 25 de março de 2011

Desenvolvimento econômico e efeitos colaterais.

Todos os meios de comunicação, blogs e afins, já martelaram nessa tecla, mais ou menos, de acordo com os interesses e as vinculações políticas de cada um.

Desde que anunciados os mega-investimentos na região do Açu, um conjunto de pessoas, autoridades públicas e instituições não-governamentais se debruçaram sobre a tarefa de prever, ou estimar os impactos sócio-econômicos e políticos na região, com a chegada de tamanha intervenção.

É preciso, sempre alertamos aqui, comedimento para tecer analogias. Os parâmetros de comparação são sempre assimétricos, e as variáveis envolvidas idem, assim como os processos nas quais estão inseridas. Mas o estudo e observação de alguns casos podem servir como importante referência para que evitemos alguns erros na condução do debate e das políticas públicas necessárias para evitar maiores estragos no já deteriorado ambiente regional.

Falo do caso de Jirau, onde há a alocação de um contingente enorme de trabalhadores(20 mil) para a construção de uma Usina em Rondônia, em condições precárias levou a uma revolta sem precedentes, onde foi necessária a intervenção dos governos estadual e federal, a fim de que as demandas fossem atendidas, e conseqüentemente, houvesse uma fiscalização maior sobre a conduta das empreiteiras contratadas.

Lá, o investimento é público, do PAC, o que por si não significou a adoção de uma regulação que evitasse o confronto.

Aqui, em SJB o caso pode ainda ser pior, se considerarmos que boa parte dos investimentos diretos são privados, e como sabemos, menos afeitos a qualquer tipo de controle nas relações com trabalhadores, ambiente e todos os bens públicos.

A forma como trataram a questão da desapropriação já foi um "aperitivo".

O ditado ensina: "o inteligente aprende com os próprios erros, mas o sábio aprende com os erros alheios"

E não custa lembrar: Há dinheiro público, E MUITO, aplicado no Porto do Açu. Logo, parte desse dinheiro DEVE estarr vinculado a proteção das relações de trabalho e na adoção de políticas públicas de redução de dano a nossa região.

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