terça-feira, 15 de março de 2011

Augusto dos Anjos!

O Poeta Do Hediondo.

Sofro aceleradíssimas pancadasNo coração. Ataca-me a existência
A mortificadora coalescência
Das desgraças humanas congregadas!

Em alucinatórias cavalgadas,
Eu sinto, então, sondando-me a consciência
A ultra-inquisitorial clarividência
De todas as neuronas acordadas!

Quanto me dói no cérebro esta sonda!
Ah Certamente eu sou a mais hedionda
Generalização do Desconforto...

Eu sou aquele que ficou sozinho
Cantando sobre os ossos do caminho
A poesia de tudo quanto é morto!


Fonte: www.biblio.com.br

Um comentário:

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

Sim, nos lembra do sofrimento do Japão. Dói mesmo, Douglas.