quinta-feira, 31 de março de 2011

Previsão mais que previsível.

Dias atrás, publicamos aqui um texto (Desenvolvimento econômico e efeitos colaterais), e relacionamos os fatos acontecidos em Rondônia, região Norte do país, onde trabalhadores da empresa responsável por uma das maiores obras do PAC, a hidroelétrica de Jirau, cruzaram os braços e promoveram um verdadeiro motim, com a construção do porto do Açu.

Falávamos da necessidade de um acompanhamento mais acurado da fiscalização do Ministério do Trabalho, dos governos que alocam uma soma (direta ou indireta) de recursos públicos no empreendimento e da sociedade em geral.

Logo depois, estourou a greve dos trabalhadores do Açu, e soubemos que boa parte deles ganha menos de dois salários mínimos.

Não precisa ser adivinho para saber que esse tipo de relação capital e trabalho traz ônus não só para os operários, mas para as comunidades do entorno desses empreendimentos, uma vez que essa enorme mão-de-obra não tem a menor perspectiva de participar do "prometido" ciclo de riqueza que virá a seguir.

Assim, sobrará para os governos e para as sociedades locais a incorporação, nem sempre tranqüila, desse contingente de pessoas, que pressionarão o já cambaleante sistema de políticas públicas de atendimento (saúde, saneamento, habitação, segurança, educação, etc).

Mas o problema já começou, e já revelou o que sempre sabemos: Enormes lucros privados significam quase sempre enorme prejuízo social.

Convite.

O companheiro Jorge Tadeu manda o recado, e a gente publica. Aliás, na terça-feira estive lá no 360º e a carne de picanha com arroz, farofa, molho e batata estava ótima e com preço justo.

O 360°graus beer convida a todos para uma tarde com o melhor do choro e samba de raiz, todos os sabados das 15:00 ás 19:00h



Simone Pedro e o Quarteto Regra3.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Cada um por si, e a prefeitura contra todos!

Certa vez, em uma conversa com um amigo, discutíamos as intervenções públicas urbanas mais bem sucedidas. 
Esse é um tema complicado, na medida que o critério de julgamento sempre traz uma percepção mediada pela política, e pela classe a qual pertence o julgador.

Ora, para classe média e para as elites existe uma noção acabada de cidade, que corresponde às suas ansiedades e paranóias por segurança, suas necessidades de locomoção (sempre em carros), possibilidade de consumo, etc, etc, etc. Essa lógica sempre privilegia o privado sobre o público, e esse, em última instância só é atendido subsidiariamente.

Já nas classe mais pobres, as demandas e expectativas são outras, e embora não sejam conflitantes com as das classes mais abonadas, são sempre colocadas como antagônicas, pelo menos no que percebemos na realidade das intervenções e gastos orçamentários.

Assim, se a cidade (polis) é esse conjunto de expectativas, o espaço urbano (urbe) é sempre um reflexo do privilégio de uns sobre outros. Logo, essas cidades são espaços conflituosos e, em determinadas situações, conflagrados.

Voltando ao início, na conversa que mantive com esse amigo, comentamos acerca da mudança que sofreu a cidade de Bogotá, uma das capitais mais violentas (em todos os sentidos) do mundo. O seu ex-prefeito, cujo nome me escapa a memória, foi candidato a presidente derrotado nas útlimas eleições,  mas catapultado pelos ótimos resultados à frente de sua cidade.
Quando perguntado sobre a "fórmula" de seu sucesso, ele respondeu: "Se queres cidades mais humanas e menos violentas, construam calçadas".

Ora bolas, calçadas? É claro que não há uma "única fórmula", nem uma única "resposta", mas a idéia principal revela uma inversão importante no raciocínio de gestão das cidades: O foco é a pessoa, o pedestre, que afinal, somos todos nós.

Esses pensamentos me assaltaram a cachola após um pequeno passeio pela recém-inaugurada (de novo?) avenida Arthur Bernardes.
Eu nem vou comentar o espaço exíguo destinado a pedestres no canteiro central, a ser disputado com ciclistas, afinal, nossa sociedade parece consciente de suas escolhas: Quer uma cidade feita e submissa a carros e caminhões.

Eu vou um pouco mais além. Na verdade, fui um pouco mais além, e cruzei a Beira-Valão. 

Um parêntese:
Não sei mais o nome daquele trecho entre o valão e o entroncamento da BR101 com avenida Nilo Peçanha, conhecido por nós como reduto-do-índio-que-senta-no-toco. 
Esse, um fenômeno que povoa essa terra estranha, chamada Campos dos Goytacazes. 
Como cada governo quer dar nome e "marca" a mesma obra, no mesmo trecho, as ruas e monumentos mudam de nome ao sabor das eleições. Já não tínhamos memória, agora não teremos mais referência.

Bom, mais voltando a vaca fria, nesse trecho está a prova de que a mesquinhez política dos nosso gestores e sua incapacidade de enxergar a cidade como um todo, e diagnosticar as necessidades e demandas que podem evitar outras piores. 
Pela calçada do lado direito ou esquerdo do trecho que citei acima, bem na continuação da avenida que foi inaugurada ontem, estavam: Bueiros sem tampa, animais mortos, a cerca do terreno limítrofe com várias falhas, animais pastando e circulando pela pista, rachaduras enormes no piso, entulho jogado no limite do terreno e da calçada, etc, etc, etc.
 Ali, naquele pedaço de cidade de dois ou três quilômetros toda a omissão e ação criminosa do Estado, pelo que se segue:

1. Calçadas rachadas e bueiros sem tampa em risco claro a incolumidade física dos pedestres;
2. Cercas rompidas no limite da propriedade privada, onde jazem entulho, lixo, animais mortos e transeuntes usam o matagal para fazer necessidades fisiológicas, onde fica claro que o propritetário há muito não é instado a cumprir sua obrigação de manter o perímetro de seu terreno fechado;
3.  Por essas falhas na cerca, os criadores de animais acessam o terreno, e por ali os animais escapam e colocam em risco a vida de pedestres e motoristas, sem mencionar nas fezes desses animais no passeio público;

Enfim, toda a sorte de infração e ameaça a boa convivência dos cidadãos, que em última instância, provocam conflitos maiores, como incidentes de trânsito, lesões, mortes, discussões, registros policiais, atendimentos em hospitais, mobilização de agentes de trânsito, etc, etc, etc. Tudo isso, muito mais caro que a simples prevenção.

Mas o pior problema não é só físico, é simbólico, ou político, pois essa falta de respeito a coisa pública, incentivada pelo próprio poder público municipal, leva os cidadãos a imaginar (e com toda razão) que não vale à pena respeitar as leis, e onde não há lei, vige a lei do cão, ou a lei do mais forte.

Não adianta os cínicos de plantão dizerem que de nada valem os esforços da limpeza pública, ou dos outros órgãos, porque o povo é mal educado, etc e tal. Ora, é para isso que vale o mandato conferido aos nossos representantes, dentre outras coisas: Fazer vigir o império da Lei, erga omnis, dentro da perspectiva clássica: Coordenação, planejamento, prevenção , controle e FISCALIZAÇÃO.

Argumentar que os esforços da municipalidade nada valem contra a deseducação da população, e sua insistência em descumprir as leis, é o mesmo que deixar bancos e lojas sem proteção da polícia porque todos sabemos que não devemos assaltá-las, e que fica à cargo dos banqueiros e clientes a sua segurança. Como sabemos, não é desse jeito que funciona, porque embora a maioria conheça, aceite e cumpra a lei que proíbe assaltos a bancos, uma minoria sempre se arrisca. Por isso, sempre há uma viatura de polícia, ou várias, nas áreas bancárias da cidade. Ou seja: como a prevenção (no caso dos bancos) ou a omissão do poder público é seletiva, ela é, antes de tudo , uma escolha política, determinada pela classe que prevalece sobre as outras.

A cidade e os cidadãos escolhem os bens, materiais ou imateriais a proteger, e os que devem ficar à mercê da sorte! Azar o seu ser campista!

terça-feira, 29 de março de 2011

Vai em paz, Zé!

Morreu, faz poucos instantes, o ex-vice-presidente José Alencar!

É sempre bom lembrar!

Texto do deputado federal do PT/BA, Emiliano José, retirado do blog Viomundo:

29 de março de 2011 às 2:19

Emiliano José: Não morder a isca

Não morder a isca
por Emiliano José, em 25 de março de 2011 às 10:01h, na Carta Capital
Antes que fossem concluídos os 30 dias do governo Dilma, estabeleceu-se, em alguns órgãos da mídia hegemônica, um curioso debate em torno da personalidade da presidenta, descoberta agora como uma mulher decidida, capaz, com um estilo próprio, e simultaneamente, o discurso de que ela rompia com o estilo Lula, e que isso seria muito positivo. Deixava sempre trair o profundo preconceito contra Lula, pela comparação entre uma presidenta letrada (que cumprimenta em inglês a secretária Hillary Clinton…) e o outro, com seu português, essa língua desprezível. Não se sabe se seriam esquizofrenias da mídia hegemônica, ou táticas confluentes destinadas a diminuir o extraordinário legado do presidente-operário e a camuflar a continuidade de um mesmo projeto político.
Não custa tentar avaliar essa operação. Durante a campanha, a mídia seguiu a orientação de que Dilma era uma teleguiada, incapaz de pensar por conta própria. No governo, como era inexperiente, seria manipulada por Lula. Bem, ocorre que foi eleita. O que fazer diante da esfinge? Nos primeiros momentos, cobra que ela fale o tanto que Lula falava. Dilma, que tem estilo próprio, ao contrário do que a mídia dizia, seguia adiante, sem subordinar-se às cobranças. Toca o governo com toda firmeza, que é o que importa. Não se rende às expectativas midiáticas, sinal de uma personalidade forte, muito distante da figura de fácil manipulação que se tentou esculpir antes.
As coisas estão no mundo, minha nega, só é preciso entendê-las, é Paulinho da Viola. A mídia não raramente passa batida diante das coisas que estão no mundo. Ou tenta dar a interpretação que lhe interessa sobre a realidade já que de há muito se superou a idéia de um jornalismo objetivo e imparcial por parte de nossa mídia hegemônica. Todo o esforço para separar Lula e Dilma é inútil. Parece óbvio isso. Mas, não para a mídia. Ela prossegue em sua luta para isso. Lula e Dilma, e lá vamos nós com obviedades novamente, são diferentes. Personalidades diversas. E o estilo de um e de outro naturalmente não são os mesmos. O que não se pode ignorar é que Dilma dá continuidade ao projeto político transformador iniciado com a posse de Lula em 2003. Essa é a questão essencial.
Dilma seguirá com as políticas destinadas a superar a miséria no Brasil, tal e qual o fez Lula nos seus oito anos de mandato, coisa que até os adversários reconhecem, e o fazem porque as evidências são impressionantes. Mexeu-se para melhor na vida de mais de 60 milhões de pessoas, aquelas que saíram da miséria absoluta e as que ascenderam à classe média. Agora, a presidenta pretende aprofundar esse caminho, ao situar como principal objetivo de seu mandato combater a miséria absoluta que ainda afeta tantas pessoas no Brasil. Essa é a principal marca de esquerda desse projeto: perseguir a idéia de que é possível construir, pela ação do Estado, um país mais justo, que seja capaz de estabelecer patamares dignos de existência para a maioria da população. O desenvolvimento tem como centro a distribuição de renda, e o crescimento econômico deve estar a serviço disso. Aqui se encontram Dilma e Lula. O resto é procurar pêlo em ovo.
A terrorista cantada em prosa e verso pela mídia durante a campanha virou agora a heroína dos direitos humanos, e nós saudamos a chegada da mídia na defesa dos direitos humanos quando se trata de outros países. Que maravilha, do ponto de vista de pessoas que amargaram tortura e prisão no Brasil, ver a presidenta recebendo as Mães da Praça de Maio na Argentina e se emocionando com elas. E condenando qualquer tipo de violação dos direitos humanos no mundo.
No caso da mídia, seria muito positivo que ela também apoiasse a instalação da Comissão da Verdade para apurar a impressionante violação dos direitos humanos no Brasil durante a ditadura militar. Foi Lula que encaminhou o projeto da Comissão da Verdade, apoiando proposta do então ministro Paulo Vannuchi. As últimas eleições consagraram o projeto político desse novo Brasil que começou em 2003. Dilma está sabendo honrar a confiança que foi depositada nela, uma digna sucessora de Lula.
A mídia não descansará em seus objetivos. O de agora é o de tentar desconstruir Lula, tarefa que, cá pra nós, é pra lá de inútil pela força não apenas do carisma extraordinário do ex-presidente operário, mas pelo significado real das políticas que ele conseguiu levar a cabo, mudando o Brasil pra valer. Com esse objetivo, a desconstrução de Lula, elogia Dilma e destrata Lula. Este, naturalmente, não está nem aí. Sabe que a mídia hegemônica nunca gostou dele, nunca vai gostar. Ele é uma afronta às classes conservadoras, às quais a mídia hegemônica pertence. A existência dele como o mais extraordinário presidente de nossa história afronta a consciência conservadora. Ele seguirá seu caminho de militante político, cujos compromissos políticos sempre estiveram vinculados ao povo brasileiro, às classes trabalhadoras de modo especial, às multidões.
O segundo passo, mesmo que não consiga nada com o primeiro, que seria desconstruir Lula, será o de vir pra cima da presidenta, que ninguém se engane. Nós não temos o direito de nos iludir. As classes conservadoras mais retrógradas não podem aceitar um projeto como este que vem sendo levado a cabo desde 2003, quando Lula assumiu. A mídia hegemônica integra as classes conservadoras, é a intérprete mais fiel delas. Por isso, não cabe a ninguém morder essa isca. As diferenças de estilo entre Lula e Dilma são positivas. E é evidente que uma nova conjuntura, inclusive no plano mundial, reclama medidas diferentes, embora, como óbvio para quem quer enxergar as coisas, dentro de um mesmo projeto global de mudanças do País, sobretudo com a mesma idéia central de acabar com a miséria extrema em nossa terra. O povo brasileiro sabe o quanto recolheu de positivo do governo Lula. E tem consciência de que estamos no mesmo rumo sob a direção da presidenta Dilma. Viva Lula. Viva Dilma.
Emiliano José é jornalista, escritor, deputado federal (PT/BA)

As uvas estavam verdes?

Bom, todo mundo conhece a fábula da raposa e as uvas, e a sua moral: Na impossibilidade de poder alcançar o objeto do desejo, a raposa desdenha dele.

Essa é mais ou menos a historinha que ronda o passado de um clone de vereador e prefeito em relação a blogosfera. Como não podia controlá-la, como manda a cartilha de encoleiramento da mídia, na qual reza seu grupo político, passou a atacar blog e blogueiros. Ofensas, ameaças, e toda a sorte de manifestações de jus esperneandi.

De nada adiantou, pois quanto mais falava, mas danos causava a sua imagem pública, que aliás, não é lá essas coisas.

Agora, o clone de vereador e prefeito, virou clone de blogueiro.

É o tipo de iniciativa que não serve para nada, a não ser para reafirmar o que já sabíamos: O vereador não tem o mínimo de coerência, e muda ao sabor dos ventos.

O que mais assusta são as boas vindas que alguns rendem ao "cristão-novo-da-blogosfera". Ora, só comemoramos a liberdade de expressão junto àqueles que acreditam nela. O que, sinceramente, não é o caso em tela.

Festejar a entrada de uma personalidade autoritária em nossa rede, é como aceitar que Stálin era pela liberdade de imprensa e expressão só porque escrevia e mantinha o Pravda!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Dinheiro público, lucro privado, como sempre!

Todo ano, a mesma coisa. A prefeitura utiliza verba pública para patrocinar evento privado. As mesmas entidades de sempre, dessa vez, a CDL.

Está lá, para quem tem olhos para ver: No banner da FEPE, o apoio da PMCG, ou melhor, o seu, o nosso apoio, com o nosso dinheiro.

A novidade é que há até a cobrança de ingresso. Um luxo, não?

Bom, e não adianta dizer que vai doar o arrecadado com os ingressos a caridade. Se é para fazer caridade, que a PMCG faça diretamente, não "contrate" intermediários para tanto! Até porque, se o dinheiro é público, a prestação de contas também deveria ser, o que nunca acontece.

Até onde vai a cara-de-pau dessa gente? Bom, eu suspeito que ela vai até quando permanecermos dormindo!

Parabéns a você, intrépida formosa...

Parabéns pelas meninas de guarus...
Parabéns pelos buracos cor-de-rosa mais caros do Brasil...
Parabéns pelo túmulo do samba por 70 milhões de reais...
Parabéns pelas lotadas...
Parabéns pelo vale-tudo no trânsito...
Parabéns pela frota capixaba...
Parabéns pelo transporte (de gado) coletivo...
Parabéns pelo contrato de lixo de mais de 500 milhões de reais...
Parabéns pela contribuição de iluminação pública...
Parabéns pela imprensa servil, de um lado, e mercenária, do outro...
Parabéns pelo pior PT do Brasil...
Parabéns pela oposição inócua...
Parabéns por uma Câmara dócil e subserviente...
Parabéns pelos níveis educacionais africanos, e um orçamento belga...
Parabéns pelas operações telhado de vidro, cinqüentinha, alta tensão...
Parabéns pela formação de quadrilhas...
Parabéns pelas filas do SUS...
Parabéns por tantas epidemias de dengue...
Parabéns pelos mandatos sub judice...
Parabéns pelo desfile da Imperatrix...
Parabéns pelos canaviais, cheios de "escravos"... 
Parabéns pelo seu povo, vítima e cúmplice das suas escolhas...

176 anos...Uma data para se envergonhar!

O jornal c...de bêbado!

Campos têm um jornal que não tem dono! Funciona como porta-voz para-oficial da administração da lapa, mas ninguém sabe quem é que põe o din-din naquele órgão de caixa deficitário.

Como o ditado popular que diz: c...de bêbado não tem dono. Assim é o jornal!

Hoje, em seu editorial de capa, o jornal cumpre a "difícil" tarefa do auto-elogio, e mistura, pela enésima vez, sua trajetória com a do político que lhe dá causa!

É essa cidade que completa 176 anos. Pobre cidade rica!

No seu aniversário, o presente é ruim, o futuro vai ser pior!

De tudo o que já foi dito, destaco parte do texto de Roberto Moraes em seu blog. Não precisa dizer mais nada, pois contra fatos não há argumentos:

"(...)
Ser o 22º maior gasto com o pagamento de pessoal, incluindo as capitais. Ter o 20º maior orçamento em Saúde (também incluindo as capitais) entre todas as 5.563 cidades brasileiras, continuando com carências inadmissíveis para quem tem este extraordinário orçamento. Possuir uma média de gasto por aluno, matriculado na rede municipal de ensino, abaixo do investimento feito em cidades de mesmo porte, que não possuem a extraordinária renda dos royalties e com resultado péssimo no Ideb do MEC. Ter um custeio da máquina pública altíssimo com recursos que não se sustentarão na era pós-royalties. Investir apenas 11% da receita total do município. Ter arrecadações com as receitas próprias com ISS e IPTU baixíssimas que somadas às taxas e outros emolumentos ficam abaixo dos 5% da receita total do município, deveriam no mínimo, levar a um debate sobre o futuro que se terá pela frente.(...)"

domingo, 27 de março de 2011

E o Padilha foi para casa!

A visita do ministro Padilha me lembrou, não sei bem o porquê, aquele conto do Lima Barreto, "O Homem que sabia Javanês", que li na minha adolescência.

Lógico que não se trata de ventilar que o ministro seja vazio de conteúdo, como o personagem de Barreto. Mas todos os salamalaques, e as homenagens, os debates e as disputas em relação a sua presença parecem surreais e deslocados, que revelam em formas caricaturais nossa pobre realidade política.

E tudo deu errado, como se previa.

O ministro veio, e colocou a cereja no bolo de quem não devia! Corroborou uma gestão municipal temerária, e serviu de "bucha" para discurso populista.

Ignorou a agenda da oposição (do seu partido), e deu uma "carteirada" nos seus anfitriões (o casal de prefeitos) para colocar seus "penetras" no palanque. Desconforto geral e tudo fora do lugar.

Olhem bem, se o ministro queria prestigiar a oposição, e sua frente, deveria fazê-lo em fórum próprio, ou seja, na reunião do IFF, debatendo e discutindo os temas e propostas relacionadas à sua pasta. Não deveria fazer a frente entrar pelos fundos do palanque!

Reclamar do cerimonial da prefeitura, e do impedimento da entrada de alguns, é criancice. É como falar mal de sua colega no colégio, e querer ser convidada a seu baile de debutante. Não dá.

Não é à toa que essa cidade está de pernas pr'o ar. Ninguém sabe bem o seu lugar certo. Governo usa palanque como se estivesse em campanha e fala  como se fosse oposição, e a oposição quer ter prerrogativa de governo no trato com ministros. Um descalabro!

Ainda bem que o Padilha foi para casa!

Jogo horroroso!

Você pode chamar o evento de hoje, em Londres, onde o scratch brasileiro enfrentou o Scotland team, de tudo, menos de futebol.
Afinal, como podemos chamar nossa linha média de jogadores de meio-campo? Um bando de cabeça-de-bagres. Ramires na distribuição da jogadas ofensivas? Deplorável!

Com todos os descontos que são devidos, como a (des)importância do match, o cansaço e desentrosamento, etc, etc, o fato é: Nosso atual futebol nacional envergado pelo selecionado canarinho é entristecedor! 

Da série: se fosse bom, não precisava de propaganda!

Algumas peças publicitárias têm o condão de desafiar o bom senso, ou pior, ofendem nossa inteligência. No intervalo de mais uma pelada caça-niqueis, vemos a propaganda da maior marca de refgrigerantes do mundo e de uma cervejaria nacional.

A primeira, a do refrigerante é mais sutil, mas não deixa de expressar cinismo em grau elevadíssimo. Vincular a imagem de um refrigerante ao otimismo mundial só pode ser piada, afinal, foi em nome dos interesses desse, e de outros enormes oligopólios, que as guerras imperialistas sempre foram travadas.
Faltou dizer nos caracteres: Realmente, os "bons" são maioria, uma pena que sejam manipulados pela minoria dos "maus"!

Já a propaganda de cerveja é uma declaração inequívoca de culpa. Afinal, só quem se entope de cerveja pode pular atrás de mais cerveja de um avião, e sem pára-quedas, e ainda acreditar que pode sair ileso após a queda!
É mais ou menos como a mensagem hipócrita no final: "Beba com moderação". Ora bolas, se você bebe, justamente, para perder a moderação...

sábado, 26 de março de 2011

"(...) esse papo tá pr'á lá de Teerã!"

Um debate interessante se instalou em alguns blogs, acerca do voto brasileiro na ONU, para que seja designado um relator especial para apurar possíveis violações de direitos humanos naquele país.

Tem opinião para todo gosto, e então, aqui vai a minha.

Há os que enxergaram na atitude da diplomacia brasileira uma ruptura com os princípios da era Lula. Dentre esses, os que comemoram, como se isso fosse o prenúncio de uma ruptura política (improvável), e outros que vociferam, como se tratasse de uma traição, uma inflexão à direita e submissão a Casa (grande) Branca, onde o ponto em comum entre ambos os pontos de vista é que Dilma e sua diplomacia rompem com o passado recente.

Primeiro é bom que se diga: No que tange os direitos humanos, e desde que essa noção foi sistematizada em um compêndio universal de direitos em 1948 (Declaração Universal de DH, em dezembro desse ano), quer dizer, junto com a idéia de um organismo multilateral de dissolução de conflitos e formação de consensos sobre vários temas, a ONU, a única universalidade que alcançamos foi a sua violação, ou seja, todos os países, dos mais ricos aos mais pobres têm problemas com a preservação da dignidade humana, quer seja entre os seus, quer seja na forma de xenofobia e preconceitos contra imigrantes e estrangeiros, ou em alguns casos nas duas direções: interna e externamente!

Outro aspecto importante para qualquer análise é afastarmos a ingenuidade de uns e o cinimso de outros tantos: A ONU, como qualquer órgão, ou instância de resoluções é um instrumento político, e como tal, reflete, para o bem ou para o mal, os eixos de poder hegemônico que se espalham pelo globo, junto com diversos outros interesses que os manipulam.
Enxergar isso é fundamental para entendermos um pouco mais do assunto.

A decisão do Brasil em relação a ONU não foi uma volta ao passado(vergonhoso, com lampréia e os chicago boys da octaéride fernandista), nem muito menos uma traição ao legado de Celso Amorim e Lula.

Podemos, grosso modo, dizer que nossa diplomacia enfrenta agora as conseqüências do seu sucesso anterior, bem como do deslocamento dos eixos decisórios para a parte periferia-sul do planeta. Isso não significa afirmar que o G8 deixou de ter influência e poder, de fato e de direito. Ainda estão lá os maiores arsenais e com eles, o poder de pressão e disuassão.
Mas é público e notório que o PIB mundial vai se deslocando, aos poucos, mas de forma irreversível para o lado até então mais pobre, o que aguça conflitos, mas oferece oportunidades, destaque e  possibilidades de rearrumação do jogo político internacional.

Assim, a diplomacia da era Lula fez o que lhe cabia: Demarcou com tintas fortes a postura de não-alinhamento, repercutiu nossa condição e relevância regional na América do Sul, e privilegiou uma agenda muito mais diversificada de negociações e apoio político internacional, que foi providencial, principalmente, quando os ricos quebraram, e pudemos superar, sem grandes dificuldades, a crise de 2008-2009, que ainda faz estragos enormes nas economias desses países com os quais mantínhamos uma relação quase de colônia e metrópole.

Hoje, depois de cumprida essa tarefa, nossa diplomacia avança para o próximo passo estratégico: Consolidar nossa posição na ONU, e forçar uma recuperação da credibilidade daquele organismo, afastando a instrumentalização política calcada na hipocrisia e no pragmatismo cínico, que tem nos EEUU, seu maior patrocinador quando prega a repressão daquilo que pratica em casa, e nas suas "colônias de petróleo".

E por que fazem isso nosso diplomatas? Um palpite. A última vez na História que houve uma crise econômica de proporções mundiais, com deslocamento do poder hegemônico da Inglaterra e França, para EEUU e Alemanha, junto com Japão, e uma corrida para deter as fontes de produção de energia, a Humanidade mergulhou na Segunda Guerra Mundial. A História não se repete, sabemos todos, a não ser em tragédias piores.
O assédio permanente da política externa dos EEUU sobre o Oriente Médio, o apoio insandecido a Israel e o encurralamento de Teerã podem trazer conseqüências desastrosas e dolorosas. O Brasil, ciente de seu papel, e suas tradições, caminha passo à passo para se legitimar como um dos árbitros internacionais desse e de outros conflitos, sempre acreditando que o pior diálogo é sempre melhor que a mais justa guerra!

Cabe nessa análise um detalhe fundamental: A postura mais firme em relação a esse caso iraniano, é uma sinalização da presidenta que não tolerará relativismos em relação ao tema, ou melhor: Como mulher, e torturada, vai praticar lá fora o que não permitirá aqui dentro, dando uma pista clara que o processo de apuração dos crimes de lesa-humanidade e o direito de conhecimento da verdade dos fatos acontecidos nos porões da ditadura não ficará mais inerte. Dilma, seu modo, rompe a última cidadela conservadora, que alardaeava nossa posição dúbia em relação a essa violações estrangeiras,  como Cuba, Irã, dentre os alvos preferidos dos conservadores, como impedimento moral para apurarmos as nossa violações passadas e as atuais.

Enfim, é bom dizer que mantendo esses princípios, a política externa obedece a uma lógica estratificada, onde boa parte das informações estratégicas são sigilosas, e cada caso é um caso.

Desse jeito, é recomendada a prudência aos dois extremos: Os ultra-conservadores e os ultra-esquerdistas, que nesse caso, como em outros tantos, vão tão longe nas suas divagações que acabam por se tocar!

Por derradeiro, recomendo a leitura do texto:

A última defesa de Dilma


Garotos Podres interpretam "A Internacional" no Estúdio Showlivre



Um pouco de nostalgia rebelde para animar o fim de semana. Para a gente lembrar de que somos feitos! Música e letra de Eugène Pottier e Pierre Degeyter na interpretação dos Garotos Podres!

A Internacional Garotos Podres
De pé, ó vítimas da fome
De pé, famélicos da terra
Da idéia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra

Cortai o mal bem pelo fundo
De pé de pé não mais senhores
Se nada somos em tal mundo
Sejamos tudo ó produtores

Senhores patrões chefes supremos
Nada esperamos de nenhum
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre e comum

Para não ter protestos vãos
Para sair desse antro estreito
Façamos nós com nossas mãos
Tudo o que a nós nos diz respeito

O Crime do rico a lei o cobre
O estado esmaga o oprimido
Não há direitos para o pobre
Ao rico tudo é permitido

A opressão não mais sujeitos
Somos iguais todos os seres
Não mais deveres sem direitos
Não mais direitos sem deveres

Abomináveis na grandeza
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha

Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu
Queremos que nos restituam
O povo quer só o que é seu

Nós fomos de fumo embriagados
Paz entre nós guerra aos senhores
Façamos greve de soldados
Somos irmãos trabalhadores

Se a raça vil cheia de galas
Nos quer à força canibais
Logo verás que as nossas balas
São para os nossos generais

Pois somos do povo os ativos
Trabalhador forte e fecundo
Pertence a terra aos produtivos
Ó parasita deixa o mundo

Ó parasita que te nutres
Do nosso sangue a gotejar
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol te fulgurar

Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A internacional

Bem unidos fazemos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A internacional

Vai para casa, Padilha 4!

Uma olhada atenta no Orçamento municipal em execução, no que tange a saúde pública local, e os serviços que temos, bastava para o ministro da saúde vir a essa cidade com um só objetivo: Decretar a intervenção federal na gestão do SUS no município!

Se não for para isso, nós repetimos: Vai para casa, Padilha!

Quem não é visto, não é lembrado!

O governo municipal move-se pela propaganda. Não há planejamento, política pública que suplante tal assertiva. Quer um exemplo? No caso dos buracos cor de rosa, só os que foram pintados estão cobertos. A maioria dos outros buracos continua lá!
Não é à toa que os orçamentos da secretaria de propaganda são sempre generosíssimos!
Afinal, várias mentiras repetidas mil vezes continuam mentiras, mas a população adora se enganar a respeito de suas escolhas!
É a nossa forma de driblar a realidade e a responsabilidade pelos nossos atos e por nossas omissões!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Black Sabbath Paranoid



Independentemente da abordagem mercadológica satanista e baratos afins, com direito aos excessos do, hoje, bem comportado pai de família, Ozzy Osbourne, o Black Sabbath combinou excelência musical, boas letras com sarcasmo incomum, que poderíamos sem trocadilho chamar de "humor negro".

Esse vídeo é de 1970, no auge da forma, em Paris.

E saibam:
Não é porque você é paranóico que não estão te perseguindo, como diria um ex-amigo meu!

Paranoid Black Sabbath
Finished with my woman
Cause she couldn't help me with my mind
People think I'm insane because
I am frowning all the time
All day long I think of things
But nothing seems to satisfy
Think I'll lose my mind if
I don't find something to pacify

Can you help me? Occupy my brain ?
Oh yeah

I need someone to show me
The things in life that I can't find
I can't see the things that make true happiness,
I must be blind

Make a joke and I will sigh
And you will laugh and I will cry
Happiness I cannot feel
And love to me is so unreal

And so as you hear these words
Telling you now all of my state
I tell you to enjoy life
I wish I could but it's too late

Augusto dos Anjos!

VERSOS DE AMOR

Parece muito doce aquela cana.
Descasco-a, provo-a, chupo-a... ilusão treda!
O amor, poeta, é como a cana azeda,
A toda a boca que o não prova engana.

Quis saber que era o amor, por experiência,
E hoje que, enfim, conheço o seu conteúdo,
Pudera eu ter, eu que idolatro o estudo,
Todas as ciências menos esta ciência!

Certo, este o amor não é que, em ânsias, amo
Mas certo, o egoísta amor este é que acinte
Amas, oposto a mim. Por conseguinte
Chamas amor aquilo que eu não chamo.

Oposto ideal ao meu ideal conservas.
Diverso é, pois, o ponto outro de vista
Consoante o qual, observo o amor, do egoísta
Modo de ver, consoante o qual, o observas.

Porque o amor, tal como eu o estou amando,
É Espírito, é éter, é substância fluida,
É assim como o ar que a gente pega e cuida,
Cuida, entretanto, não estar pegando!

E a transubstanciação de instintos rudes,
Imponderabilíssima e impalpável,
Que anda acima da carne miserável
Como anda a garça acima dos açudes!

Para reproduzir tal sentimento
Daqui por diante, atenta a orelha cauta,
Como Mársias - o inventor da flauta -
Vou inventar também outro instrumento!

Mas de tal arte e espécie tal fazê-lo
Ambiciono, que o idioma em que te eu falo
Possam todas as línguas decliná-lo
Possam todos os homens compreendê-lo!

Para que, enfim, chegando à última calma
Meu podre coração roto não role,
Integralmente desfibrado e mole,
Como um saco vazio dentro d'alma!

Desenvolvimento econômico e efeitos colaterais.

Todos os meios de comunicação, blogs e afins, já martelaram nessa tecla, mais ou menos, de acordo com os interesses e as vinculações políticas de cada um.

Desde que anunciados os mega-investimentos na região do Açu, um conjunto de pessoas, autoridades públicas e instituições não-governamentais se debruçaram sobre a tarefa de prever, ou estimar os impactos sócio-econômicos e políticos na região, com a chegada de tamanha intervenção.

É preciso, sempre alertamos aqui, comedimento para tecer analogias. Os parâmetros de comparação são sempre assimétricos, e as variáveis envolvidas idem, assim como os processos nas quais estão inseridas. Mas o estudo e observação de alguns casos podem servir como importante referência para que evitemos alguns erros na condução do debate e das políticas públicas necessárias para evitar maiores estragos no já deteriorado ambiente regional.

Falo do caso de Jirau, onde há a alocação de um contingente enorme de trabalhadores(20 mil) para a construção de uma Usina em Rondônia, em condições precárias levou a uma revolta sem precedentes, onde foi necessária a intervenção dos governos estadual e federal, a fim de que as demandas fossem atendidas, e conseqüentemente, houvesse uma fiscalização maior sobre a conduta das empreiteiras contratadas.

Lá, o investimento é público, do PAC, o que por si não significou a adoção de uma regulação que evitasse o confronto.

Aqui, em SJB o caso pode ainda ser pior, se considerarmos que boa parte dos investimentos diretos são privados, e como sabemos, menos afeitos a qualquer tipo de controle nas relações com trabalhadores, ambiente e todos os bens públicos.

A forma como trataram a questão da desapropriação já foi um "aperitivo".

O ditado ensina: "o inteligente aprende com os próprios erros, mas o sábio aprende com os erros alheios"

E não custa lembrar: Há dinheiro público, E MUITO, aplicado no Porto do Açu. Logo, parte desse dinheiro DEVE estarr vinculado a proteção das relações de trabalho e na adoção de políticas públicas de redução de dano a nossa região.

James Brown - I Feel Good



James Brown, em magistral apresentação ao vivo. Ele era tudo isso que diziam, e um pouco mais. E tudo isso não basta para enquadrar ele em nenhuma categoria moral que desmereça sua magnífica arte! Nossa reverência a Sua Majestade, the King of Soul.

I Feel Good James Brown
Whoa-oa-oa! I feel good, I knew that I would, now
I feel good, I knew that I would, now
So good, so good, I got you

Whoa! I feel nice, like sugar and spice
I feel nice, like sugar and spice
So good, so nice, I got you

When I hold you in my arms
I know that I can't do no wrong
and when I hold you in my arms
My love won't do you no harm

and I feel nice, like sugar and spice
I feel nice, like sugar and spice
So nice, so nice, I got you

When I hold you in my arms
I know that I can't do no wrong
and when I hold you in my arms
My love can't do me no harm

and I feel nice, like sugar and spice
I feel nice, like sugar and spice
So nice, so nice, well I got you

Whoa! I feel good, I knew that I would, now
I feel good, I knew that I would
So good, so good, 'cause I got you
So good, so good, 'cause I got you
So good, so good, 'cause I got you

Fui, vi e gostei!

Com um pouco de atraso, só na semana passada, tomei conhecimento da programação cultural do SESC-RJ para esse mês.
Chamou-me atenção a agenda das quintas-feiras, onde diversas cantoras fazem um tributo ao Nelson Cavaquinho, sambista-poeta da Velha Guarda da Estação Primeira de Mangueira.
Cada cantora faz a sua leitura própria do mestre falecido em 1986, e nascido em 1910.

Ontem, fui com a patroa na apresentação de Maria Fernanda e o grupo Bossa & Tal.

Surpresa agradabilísima. A moça é do ramo, voz poderosa, marcada, mas suave.
Se fosse uma jogadora de futebol, estaria assim como uma meia-armadora da categoria de Zico.
Longe da obviedade burocrática das cantoras cabeças-de-área, sem a gritaria das vozes alteradas das cantoras atacantes, rompedoras! A Maria Fernanda sabe que o que tem que "rolar é a bola"!
Os músicos que a acompanhavam não estavam lá por acaso. Uma zaga de respeito. Sem chutões. Só o fino!
Destaque para uma percussão criativa, e um saxofone que fazia as notas escorrerem pelos nossos ouvidos.

Parabéns ao SESC-RJ pela programação. Parabéns a Maria Fernanda e Bossa & Tal pela linda apresentação!

quinta-feira, 24 de março de 2011

O cunhado quer proteger o buraco da cunhada!

Indignado com o assédio da população, que passou a pintar o buraco de sua cunhada pela ruas da cidade, o vereador-clonde-de-prefeito foi ao ataque, e disparou: "Quem pinta buraco não tem o que fazer, eu mesmo já tive muitos problemas em tapar os meus buracos"!

 Como cada sentença do ilustre vereador sempre é usada contra ele, em virtude das asneiras que fala (como chamar blogueiros de desocupados, e contar a historinha do clone), mais uma vez a língua foi o chicote do rabo.

Veja a comparação feita pelo blog do Herval Jr., e reproduzida no blog do Dignidade, nossos irmãos em armas.

Em suma, o primeiro-irmão calado é um  poeta! Eu dou o assunto por encerrado,e  vocês?


quarta-feira, 23 de março de 2011


Comparação de buracos

A intenção do blog , obviamente , não é comparar tamanho ou quantidades de buracos em Campos com outras cidades brasileiras , mas o custo de manutenção do pavimento asfáltico nelas . A diferença é aviltante . As cidades em comparação são : Campos dos Goytacazes , São Paulo e Belo Horizonte .
Em Campos dos Goytacazes
População (2010) - 463.535 habitantes
Gastos com operação tapa-buracos em 2010 - R$ 40.672.650,39
Gasto per capto em 2010 - R$ 87,75
Em São Paulo
População (2010) - 11.244.369 habitantes
Gastos com operação tapa-buracos em 2009 - R$ 76.800.000,00 para tapar 691 mil buracos
Gasto per capto em 2009 - R$ 6,83
Em Belo Horizonte
População - 2.375.444 habitantes
Gastos com operação tapa-buracos em 2009 - R$ 1.680.000,00 para deixar 4 500 quilômetros de ruas livres de buracos
Gasto per capto em 2009 - R$ 0,70
Conclusão
Embora eu esteja comparando gastos em Campos dos Goytacazes com outras duas cidades numa diferença de 12 meses , os valores são absurdamente diferentes e ainda posso afirmar que essa mesma diferença torna-se irrelevante quando se sabe que em São Paulo , assim como Belo Horizonte , o índice pluviométrico são maiores que nessa região, bem como o tráfego de caminhões e ônibus , o que torna as vias muito mais vulneráveis aos tão discutidos buracos.
E aí , Nahim ? Precisamos colaborar ainda mais ?
Fonte : Veja São Paulo e IBGE

Agora sim!

Bom, agora tudo está em seu lugar.
O ninho tucano volta ao seu lugar de origem: A Casa Grande.
Comandado e dirigido por um representante de um setor que prega a modernidade, mas só no quintal alheio. Nos canaviais de seus representados ainda vige a boa e velha escravidão, tocada pela versão moderna e terceirizada dos capitães-do-mato, os gatos!

Êiita, modernidade é isso aí, sô!

O PV, os galinhas-verdes e a joana d'arc da floresta!

 Bom, depois da inflexão radical conservadora nas últimas eleições, aprofundando um processo que já se delineava aqui e ali, com adesão, durante anos, dos verdes a césar maluco maia, no RJ, e outras alianças programáticas à direita em outros cantos do país, o PV, finalmente implodiu.

Depois de servir de plataforma para a demotucanalhada em 2010, tendo a joana d'arc da floresta, marina silva, à frente, o partido "colhe os frutos amargos" do ostracismo provocado pelas escolhas equivocadas de sua candidata. Como toda a oposição conservadora, estão sem rumo!

Aliás, o lixo da História é o lugar apropriado a ex-senadora. Quem sabe ali encontra um jeito de se reciclar!

Já vão tarde!

Notícias da terrinha!

A combalida economia portuguesa balança, perigosamente. Junto com ela, toda a zona do euro. Os líderes europeus se reúnem essa semana, na cúpula dos 27, em Bruxelas, para tentar achar soluções que combinem austeridade fiscal, e recuperação da credibilidade portuguesa, a fim de que toda a Europa não seja levada de roldão por um default na terrinha.

Após divulgar um pacote de medidas de ajuste, que incluía cortes de pensões, demissões no setor público, dentre outras, o primeiro-ministro José Sócrates perdeu o emprego, e o Parlamento português sinalizou que não está disposto a acirrar o clima de tensão social que ronda a crise, ou pagar o preço político pelo remédio amargo.

Ao lado, os espanhóis prendem a respiração, na medida que grande parte da dívida do país vizinho está nas suas mãos.
E o preço cobrado pelos credores para manter suas posições em relação a dívida portuguesa aumentam a níveis insustentáveis, o que degrada a situação, pois aumenta a incapacidade e autonomia do governo em adotar medidas anti-cíclicas, como fez o governo brasileiro, por exemplo.

Sobra a receita ortodoxa, de arrocho e desemprego. Mas os portugueses parecem dispostos a não pagar a conta. 

Como se vê, sem atacar a causa do problema, ou seja, impor severa regulação ao fluxo de capitais e as assimetrias cambiais, que provocam desequilíbrios importantes entre regiões e nações, não haverá solução possível que coloque a economia mundial novamente em seus eixos.




Com informações do El País

quarta-feira, 23 de março de 2011

Poemas de lama.

"The lady who knows" 

Foi desde quando te conheci
Que toquei minha vida ao contrário
Como naquela música do Led Zeppelin
E lá estava

Uma ode ao diabo

E lá se foi a minha alma
Arder do inferno
Condenada
Para sempre
Em troca do amor eterno.

Os buracos e os furos nas licitações!

Quem olhar o programa de trabalho (PT), vinculado a rubrica orçamentária que trata do recapeamento asfáltico das nossa ruas, ou popularmente, operações tapa-buraco, vai observar que, à guisa de primeiro exame, está tudo em ordem.

Não há ilegalidade alguma, e as empresas que participaram do certame cumpriram todas as exigências legais, assim como o edital e as demais providências à cargo da contratante, nesse caso, a municipalidade.

Mas essa modalidade de concorrência traz um item "inovador" na concorrência pública, para o qual deveriam estar atentas as autoridades.

Como não é possível mensurar quantos buracos irão ser tapados, até porque a ninguém é lícito supor quantos buracos surgirão, a municipalidade faz uma estimativa, e promove uma licitação por determinado valor.

Na medida que os buracos aparecem, e são cobertos, há uma medição, e então há o pagamento, e cada valor global do contrato está relacionado com o tamanho do trecho (quilômetros) de ruas a cargo dessa ou daquela empresa. Quanto mais ruas, maior é o contrato.

Até aí tudo bem.

Mas há sempre um risco de que a prefeitura esteja pagando por um serviço não realizado, e a julgar pelo estado das ruas em nossa cidade, cabe observar a execução orçamentária, e o cronograma físico-financeiro das obras emergenciais de cobertura dos buracos, para fiscalizar se o contribuinte pagou por algo que não foi feito.
Talvez aí esteja a raiz do problema, ou o fundo do buraco!

Essa seria uma boa pauta para a Câmara, ao invés do seu presidente-clone ficar replicando quem se manifesta por ruas seguras e em condições de tráfego.

Já pensou se toda dificuldade fosse desculpa para não se fazer o que se deve?
Afinal, não foi para encontrar soluções que os governantes são eleitos?
Se fosse para fazer o fácil  ou o óbvio, como beijar criancinha(atenção, isso não é uma provocação), inaugurar pracinha, freqüentar coquetel, bastava chamar um zérruela qualquer para sentar na cadeira de prefeito, ou será que é esse o problema, afinal?

O fantástico mundo cor de rosa!

Quanto mais enfiam dinheiro pelo buraco, mais cresce o rombo nas contas públicas!

Vai para casa, Padilha 3!

Tudo como dantes no quartel de Abrantes, ou seja:
O ministro Padilha vem, vai ser ciceroneado pela prefeita, seu marido e o resto de seus asseclas, que vão capitalizar politicamente com o fato, e o PT/Campos continua onde sempre esteve e do tamanho que sempre teve: Em lugar de nenhum destaque e com tamanho de uma ameba!

Agora, de acordo com as informações do blog da vereadora, o ministro esnobou a reunião com a frente sem povo. Claro que os assessores do ministro já anteciparam o lance, e escaparam da saia justa que a inércia e a leniência do PT local poderiam lhe vestir!

E como o poder de mobilização do PT/Campos junto a dita sociedade organizada é nulo, logo, qualquer evento promovido pelo partido só traria desgaste desnecessário ao ministro, que vai receber um papelucho das mãos da vereadora, entregar a um assessor qualquer, que depois jogará no lixo, quem sabe, lá no aeroporto mesmo, quando ninguém estiver olhando!

Se fosse relevante politicamente, o PT/Campos nunca receberia a notícia da visita pelos jornais, e poderia influenciar e formular a agenda local do ministro.

Engraçado notar que o teor do documento foi de denúncia do caos da saúde para agenda propositiva com o raios (sic) X  da saúde.
(Eu acho que andei copiando a idéia desse pessoal para escrever meus textos Vai para casa, Padilha 1 e 2, rsrs!)

Por essa, e por outras tantas, torcemos que a visita seja o mais breve possível!

Vai para casa, Padilha!

terça-feira, 22 de março de 2011

Vaca das divinas tetas!

Socorre-me o professor Roberto Moraes dessa recorrente preguiça de escrever que tem me assolado. Diante do seu texto sobre o número de servidores, e o gasto para mantê-los, é impossível ficar impassível.

Primeiro é bom que se diga: Não cairemos aqui na armadilha dos "especialistas" e "consultores" de gestão, que se apropriariam desses números para sentenciar que um alto custo com o serviço público é um prêmio injusto a ineficiência dos servidores. Não é nada disso, embora as aparências possam sugerir tal assertiva!

Se a ação do Estado é, em suma, voltada para o bem estar público, logo, não haveria nada demais que se gastasse com burocracia(lato sensu) estatal, desde que os resultados desses gastos revertessem sempre na melhoria dos serviços prestados.

Não é o que vemos aqui, e nas outras cidades que recebem bilionárias quantias, como indenização pela exploração da atividade petrolífera.

Gasta-se muito, e muito mal.

Vamos a algumas partes do texto do professor Roberto:

"Com um gasto de R$ 535,4 milhões, no ano de 2009, o município de Campos ficou em 22º lugar, entre os 5.563 municípios brasileiros, incluindo as capitais, em tamanho de gasto para pagar pessoal.
 É oportuno relembrar que aqui não está o grosso do que é pago com pessoal terceirizado nas diversas secretarias(grifo nosso). 
Campos tem um custo de pessoal por habitante (fora as terceirizações) de R$ 1.233,81.
A média de gastos entre todos os municípios de mesmo porte que Campos dos Goytacazes no país com pessoal é de R$ 663,92. Comparando com os municípios da região Sudeste a média é de R$ 771,25.
 (...)
 Nº de servidores em Campos
O número de servidores públicos ativos em Campos é extraordinariamente maior do que em outros municípios. A tabela abaixo permite uma rápida comparação com alguns municípios de médio porte do país. Campos tem 48,1 servidores para cada mil habitantes, contra, 38 em Volta Redonda, 32 em Governador Valadares, MG, 12 em Sorocaba, SP, etc.
(...)"

Como o quadro é semelhante em diversos outros municípios "produtores", é razoável supor que se trata de um efeito local, proporcionado pelo gigantesco aporte de receita promovido pelos royalties.

Então, seria também razoável supor que a qualidade dos serviços prestados, e o nível que profissionalização e satisfação dos servidores desse município fosse proporcional a essa montanha de dinheiro que se gasta com funcionalismo.

Infelizmente, sabemos que não, ou seja, o dispêndio de tanto dinheiro não resultou em serviço público de qualidade e qualidade de vida para os servidores.

E por que?

Ora, porque a opção política dos gestores desses municípios foi adotar o modelo garotista, onde há uma desprofissionalização da administração pública, com o deterioramento das carreiras públicas, como professores e médicos, assediados pelo crescimento das contratações precárias e as terceirizações

Então, não dá para recorrer a "demonização" do servidor municipal de "carreira".
A relação promíscua da partidarização da prefeitura e sua divisão em "feudos de influência", a cargo e alidos e parlamentares, destroça o "amor próprio" do servidor concursado, já que o seu acesso por concurso público é prostituído pelo acesso possibilitado pelo puxassaquismo.

Assim, o dinheiro dos royalties que poderia funcionar como um indutor da eficiência do funcionalismo e da máquina pública, se transforma em peso extra e emperra seu funcionamento.

A população, que percebe o fracasso dessas políticas públicas, resta o "beija-mão" dos lugares-tenente dos prefeitos, onde direito vira sinônimo de favor!

Essa é outra face perversa da prefeiturização da vida das cidades contempladas pelo dinheiro do petróleo, e se misturam em um estranho círculo: Como todo esses valores parecem engessar as economias locais, uma das únicas possibilidades de sobrevivência das populações e do setor produtivo é contratar com as municipalidades. Diante disso, os grupos políticos que se revezam no poder, manipulam essa demanda sócio-política e econômica, para se perpetuarem no poder.

Uma permanente e irreversível catástrofe! Nossa versão moderna do Leviatã antropofágico!

Augusto dos Anjos!

É tempo de Augusto dos Anjos em noso "beco" de opinião:


ABANDONADA
Bem depressa sumiu-se a vaporosa
Nuvem de amores, de ilusões tão bela;
O brilho se pagou daquela estrela
Que a vida lhe tornava venturosa!

Sombras que passam, sombras cor-de-rosa

- Todas se foram num festivo bando,
Fugazes sonhos, gárrulos voando
- Resta somente um'alma tristurosa!

Coitada! o gozo lhe fugiu correndo,

Hoje ela habita a erma soledade,
Em que vive e em que aos poucos vai morrendo!

Seu rosto triste, seu olhar magoado,

Fazem lembrar em noute de saudade
A luz mortiça d'um olhar nublado.

domingo, 20 de março de 2011

Vai para casa, Padilha 2!

Em determinadas situações, a emenda sai pior que o soneto.
O sonolento PT de Campos, depois de levar uma "bolada nas costas"(aliás, mais uma), com o anúncio de que o ministro da Saúde viria a cidade, ciceroneado pelo deputado federal, condenado por formação de quadrilha, tentou "correr atrás do prejuízo"!

Como sutileza e capacidade de análise não são pontos fortes do PT local(tem algum?), a tentativa de esvaziar o evento, com o "adiamento" da visita e a fala da vereadora de que o ministro receberia um relatório sobre a situação da saúde na cidade, deixou claro que o PT local não sabe bem a diferença entre o papel institucional de um ministro e o partido.
Não se pode "empurrar" goela adentro de um representante do governo federal que ele participe de um evento da oposição local, após ter cumprido uma agenda com a administração. Isso expõe o ministro, e "deixa no ar" uma imagem de que o partido "ataca" os "interesses da cidade".

Fica parecendo "birra".

 Visita ministerial é evento político, onde o visitante "ilustre" vem fortalecer ou estabelecer canais com o anfitrião. Logo, ministro da Dilma nunca poderia fazer esse papel aqui em Campos dos Goytacazes.

Mas a "inteligença" política do PT/Campos permitiu que um ministro do PT com laços políticos com a cidade viesse aqui colocar "azeitona" na empada alheia!

Como não fez o "dever de casa", e não evitou, através desses canais políticos locais(leia-se PT de Campos, o clã D'Ângelo e o PT/Regional), que a presença do ministro estivesse vinculada aos "ogros da lapa", agora só tem um jeito:

A visita não deve acontecer, e em seu lugar, o ministro mandaria um representante do ministério, com viés "técnico", para diluir o conteúdo político do evento e seus desdobramentos.

Fica em casa, Padilha!

Mas se o caldo estiver entornado, e o Padilha desembarcar por aqui, vai uma sugestão aos patetas do PT: Ao invés de entregar uma agenda "negativa" ao ministro, com queixas e chorumelas, os patetas bem que poderiam fazer com que o evento com os sindicatos e entidades representativas do setor, em um exercício há muito esquecido pelo PT local, de aproximar e dinamizar as relações entre sociedade civil e governo, desse chance a esses setores de debaterem propostas e uma agenda "positiva" para a gestão da saúde local.

Tudo em um ambiente de interlocução institucional, sem os riscos de "aparelhamento", sectarização e, ou partidarização da visita! Usar a "estampa" do ministro para reaproximar o PT com esses setores, e estimular a discussão. Esse seria um ganho político!

Seria uma chance do PT Campos mostrar que pode ser solução, no lugar de só falar dos problemas! Indicar a população que uma gestão do PT local poderia trazer muitos benefícios a comunidade, com a sintonia com o governo federal e do estado!

Fora isso é: Vai para casa, Padilha!

Seis por meia dúzia.

O blog do Cláudio Andrdade publicou que o subsecretário de propaganda da corte rosanoburaco vai deixar o cargo, pois aceitou o encargo de dirigir o jornal c...de bêbado(porque não tem dono)!

Tanto faz, porque no governo, eles se portam como propagandistas privados do seu grupo político, já como funcionários dos meios privados, se comportam como porta-vozes do governo!

Ou seja, a "ordem dos tratores não altera o viaduto"!

Boa sorte,  petit charles cunhá!

O buraco é mais embaixo!

Tem alguma coisa errada na corte dos mil patetas cor-de-rosa! Bom, isso todo mundo já sabe, me dirão os leitores!
Mas eu me refiro a nova overdose de exposição do governo, uma blitzkrieg promovida por secretários e outras asseclas do reino-do-faz-de-conta, e não a péssima gestão do município.

Como "buchas-de-canhão", os secretários passam boa parte do tempo em programas de rádio, em jornais,e outros meios, e claro, esquecem de governar.
Bom, para falar a verdade, esse sempre foi um traço conhecido do governo rosanoburaco, ou seja: São ótimos de campanha, mas péssimos de administração.

Assim temos dinheiro virando fumaça preta, como nos "escapamentos" do frota de ônibus do programa "carroça a um real".

Obras sem sentido + verba jogada fora + e empreiteiros sem receber=caos urbano. Uma equação que só é possível na cartilha da prefeita.

Ruas do Iraque devem estar muito melhor que as de Campos dos Goytacazes. Pensando bem, petróleo em excesso deve ser uma maldição mesmo!

Escolas municipais com diretores de coleira, e educação "descendo a ladeira".

E por aí vão as coisas.

Diante disso tudo, e como nem sempre é possível enganar todos o tempo todo, o "núcleo duro" da lapa deve ter determinado um contra-ataque midiático.

É sinal que as coisas não vão bem! Pois quem reclama e vocifera contra aquilo que não lhe incomoda?

sexta-feira, 18 de março de 2011

O PT do Rio é uma vergonha!

Inusitada a nota do PT Rio , emitida pelo seu presidente, Jorge Florêncio.

Num arroubou típico do stalinismo, o politburo(ou será politburro?) regional disse que os petistas estão desautorizados a protestar contra Obama.

Que isso?

Isso só acontece em uma partido onde a vida política vegeta, como é o nosso caso.

Para agradar ao governo, e ao patrón Obama, Jorge Florêncio inverteu a lógica: Se antes, reclamavam que o PT aparelhou o governo, agora é o Governo que aparelhou o PT.

Como se a vida política e os temas caros à sociedade se resumissem imobilizassem os partdios pela agenda de governos.

Uma vergonha.

Quem sabe o Jorge não vaza no Wikileaks e arruma um almoço na cozinha da Casa (grande) Branca?

No varal do lamaçal.

O comentarista e blogueiro pediu, e nós atendemos:

JP disse...
PEÇO QUE ME AJUDE A DIVULGAR MINHA MODESTA CAMPANHA...
Mande um e-mail para a filha de Rosinha Garotinho

http://sarcasmosa.blogspot.com/2011/03/campanha-mande-um-e-mail-para-filha-de.html

OBRIGADO.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Façam o que falo, não façam o que faço e esqueçam o que eu disse...

Deputada estadual do PR quer fiscalização nas escolas públicas! Do município? Ah, não só do Estado!
Deputada estadual do PR quer acabar com a taxa(contribuição) de iluminação pública! De Campos dos Goytacazes? Ih, não é da cidade do Rio de Janeiro.

Será que a deputada sofre de dupla personalidade?

5 6 7 8's - woo hoo - (j ross show) - vcd [jeffz].mpg



Como Quentin Tarantino, eu gosto dos filmes que ele faz! As referências ao mundo pop-kitsch japonês, aos comic books, e a violência, é claro, são atrativos óbvios quando as histórias são bem engedradas. Quando vi e ouvi esse grupo no KillBill 1 , a surpresa foi ótima! Me amarro em japonesa cantando rock!
Engraçado que muitas manhãs eu passei ao lado de minha filha, e assiti com ela um desenho japonês chamado hihi puffy ami iumi, e sempre ficava encantado com a tonalidade da voz das japonesas associadas a batida rock-a-billy. A mistura é legal.

Detalhe: Para não fugir ao fetiche oriental pelos pés, cabe informar que na performance do filme, as meninas cantavam descalças.

Divirtam-se e, arigatô!

Augusto dos Anjos!

A fome e o amor

Fome! E, na ânsia voraz que, ávida, aumenta,
Receando outras mandíbulas a esbangem,
Os dentes antropófagos que rangem,
Antes da refeição sanguinolenta!

Amor! E a satiríase sedenta,
Rugindo, enquanto as almas se confrangem,
Todas as danações sexuais que abrangem
A apolínica besta famulenta!

Ambos assim, tragando a ambiência vasta,
No desembestamento que os arrasta, Superexcitadíssimos. os dois

Representam. no ardor dos seus assomos
A alegoria do que outrora fomos
E a imagem bronca do que inda hoje sois!

Será que está tudo bem?

Quando alguns setores, correligionários do vitorioso candidato a reitor, perdem seu precioso tempo de comemoração a retrucar críticas que consideram "desqualificadas", há alguma coisa errada.

Será que o torpor da vitória não aplaca o incômodo das consciências?

Vai saber!

Pobres Faustos, sabem a natureza do acordo, mas não resistem ao Mefisto!

Nada temam! A culpa é a chave para a redenção dos pecados na cultura cristã cientologista!

Pequeno conto de lama!

O auto da descompadecida!

Como na obra de Suassuna, Dora traía e matava a memória de seu amor todos dias. E como uma dama da lotação, deitava com todos que viessem, brancos, negros, ricos, pobres, altos, baixos, gordos ou magros, que tinham em comum só o fato de não terem rosto ou nome.
Ficava na janela, à espera do seu amor que não vinha te pedir: Perdoa-me por me traíres! Não ele nunca veio!

E como Dora não conseguia matar o seu amor por ele, e como já não havia mais cangaceiros que pudessem lhes fuzilar juntos, ela e seu amor, ela se descompadeceu de si mesma e pendurou-se na corda do sino da Igreja, que badalou como se chamasse os fiés para acreditar no amor verdadeiro!

UENF, eleições e a herança maldita!

Terminadas as eleições para a reitoria da UENF, há um sentimento generalizado de vitória: Dos que venceram o pleito, propriamente dito, de toda a comunidade universitária, e por fim, da sociedade em geral, que pode assistir a Universidade exercitar sua autonomia, e escolher seu destino.

No entanto, algumas considerações devem ser feitas: É justificável o triunfalismo dos vitoriosos. Ganhar eleição é um sintoma importante, e dá capital político considerável ao grupo que sai, e ao que o sucede no poder. Parabéns, portanto, ao novo reitor e seus correligionários.

Mas todos nós sabemos, e muito mais a comunidade acadêmica, que eleições são uma etapa do processo político, e não TODO ele.

Logo, passada a euforia do resultado, o novo reitor terá que lidar com uma complicada herança deixada pelo seu antecessor. E aí não adianta desqualificar os adversários, tentar isolar as críticas ou enterrar a cabeça da Universidade, como um avestruz "corporativista".
As demandas permenecem ali, e muito mais que as denúncias acerca de possívies desvios de gestão, está a queda do nível acadêmico da Universidade em vários níveis da graduação e da pós-graduação.
Um grave sintoma de que não bastam intervenções fisicas e bom mocismo para tocar uma Universidade, pois sua atividade-fim não é funcionar como restaurante, ou inaugurar franquias pelo interior, sem o mínimo de condições, mas sobretudo, como todos os candidatos disseram no debate:
Promover a pesquisa, inovação e o ensino.

Ainda assim: Parabéns a UENF e sua comunidade! Pois é muito melhor uma democracia com defeito, que um autoritarismo perfeito!

terça-feira, 15 de março de 2011

O buraco negro da prefeita!

Não precisa o pessoal do movimento rosanoburaco andar muito, nem disputar espaço com a turma do tapaburaco de emergência.

É só reunirem-se em torno da beira-valão e pintar a guia do entorno do quadrilátero do Mercado até a Vinte e Oito de Março.

Ali está o maior buraco da administração, que suga toda a matéria/verba ao seu redor. O verdadeiro buraco do valão negro!

Tá aí a minha sugestão!

Iron Maiden - Hallowed Be Thy Name (Live at Ullevi)



De volta ao altar das "farsescas tradições"(como diz o Fred ZeroQuatro), eis o rock heavy metal de "raiz".
A Dama de Ferro em performance em 2005, na Suécia.

Hallowed Be Thy Name Iron Maiden
I'm waiting in my cold cell, when the bell begins to chime.
Reflecting on my past life and it doesn't have much time.
'Cause at 5 o'clock they'll take me to the Gallows pole,
The sands of time for me are running low,
running low.

When the priest comes to read me the last rites,
I take a look through the
bars at the last sights,
Of a world that has gone very wrong for me.

Can it be that there's some sort of error.
Hard to stop the surmounting terror.
Is it really the end and not some crazy dream.

Somebody please tell me that I'm dreaming,
It's not so easy to stop from screaming,
The words escape me when i try to speak.
Tears flow but why am I crying,
After all I'm not afraid of dying.
Don't I believe that there never is an end.

As the guards march me out to the courtyard,
Somebody cries from a cell "God be with you".
If there's a God then why has He let me go?

As I walk all my life drifts before me,
Though the end is near I'm not sorry.
Catch my soul, it's willing to fly away.

Mark my words believe my soul lives on.
Don't worry now that I have gone.
I've gone beyond to see the truth.

When you know that your time is close at hand.
Maybe then you'll begin to understand,
Life down here is just a strange illusion

eh eh eh eh eh eh
Hallowed Be Thy Name

eh eh eh eh eh eh
Hallowed Be Thy Name

Red Hot Chili Peppers - Can´t Stop (Official Music Video) w/ lyrics in d...



Mais um pouco de bom humor no seu dia:

Can't Stop Red Hot Chili Peppers
Can't stop addicted to the shin dig
Chop top he says I'm gonna win big
Choose not a life of imitation
Distant cousin to the reservation
Defunkt the pistol that you pay for
This punk the feeling that you stay for
In time I want to be your best friend
Eastside love is living on the westend
Knock out but boy you better come to
Don't die you know the truth is some do
Go write your message on the pavement
Burnin' so bright I wonder what the wave meant
White heat is screaming in the jungle
Complete the motion if you stumble
Go ask the dust for any answers
Come back strong with 50 belly dancers

The world I love
The tears I drop
To be part of
The wave can't stop
Ever wonder if it's all for you
The world I love
The trains I hop
To be part of
The wave can't stop
Come and tell me when it's time to

Sweetheart is bleeding in the snowcone
So smart she's leading me to ozone
Music the great communicator
Use two sticks to make it in the nature
I'll get you into penetration
The gender of a generation
The birth of every other nation
Worth your weight the gold of meditation
This chapter's going to be a close one
Smoke rings I know your going to blow one
All on a spaceship persevering
Use my hands for everything but steering
Can't stop the spirits when they need you
Mop tops are happy when they feed you
J. Butterfly is in the treetop
Birds that blow the meaning into bebop

The world I love
The tears I drop
To be part of
The wave can't stop
Ever wonder if it's all for you
The world I love
The trains I hop
To be part of
The wave can't stop
Come and tell me when it's time to

Wait a minute I'm passing out
Win or lose just like you
Far more shocking
Than anything i ever knew
How about you
10 more reasons
Why i need somebody new just like you
Far more shocking than anything I ever knew
Right on cue

Can't stop addicted to the shin dig
Chop top he says I'm gonna win big
Choose not a life of imitation
Distant cousin to the reservation
Defunkt the pistol that you pay for
This punk the feeling that you stay for
In time I want to be your best friend
Eastside love is living on the westend
Knock out but boy you better come to
Don't die you know the truth is some do
Go write your message on the pavement
Burnin' so bright I wonder what the wave meant

Kick start the golden generator
Sweet talk but don't intimidate her
Can't stop the gods from engineering
Feel no need for any interfering
Your image in the dictionary
This life is more than ordinary
Can I get 2 maybe even 3 of these
Come from space
To teach you of the pliedes
Can't stop the spirits when they need you
This life is more than just a read thru

Ouro de tolo.

Não se enganem.
Toda matéria-prima
Da poesia
É falsa.

Augusto dos Anjos!

O Poeta Do Hediondo.

Sofro aceleradíssimas pancadasNo coração. Ataca-me a existência
A mortificadora coalescência
Das desgraças humanas congregadas!

Em alucinatórias cavalgadas,
Eu sinto, então, sondando-me a consciência
A ultra-inquisitorial clarividência
De todas as neuronas acordadas!

Quanto me dói no cérebro esta sonda!
Ah Certamente eu sou a mais hedionda
Generalização do Desconforto...

Eu sou aquele que ficou sozinho
Cantando sobre os ossos do caminho
A poesia de tudo quanto é morto!


Fonte: www.biblio.com.br

segunda-feira, 14 de março de 2011

Pequeno conto de lama.

Bilhete.

Desde que ficaram juntos pela primeira vez, e isso já faz 12 anos, ela sempre lhe deixou bilhetes espalhados pela casa, com recadinhos amorosos, broncas, reclamações, desabafos, enfim. Tempos felizes. Quando chegava a hora, e nunca houve um tempo certo, mas sempre havia um tempo, eles liam os bilhetes juntos, discutiam, concordavam, brigavam, reconciliavam, se odiavam, e de novo, se amavam.
No início, os bilhetes diminuíram, sem que ninguém se desse conta. Os tempos mudaram, e não havia mais tempo para bilhetes. Um dia os tempos da felicidade e dos bilhetes acabaram. Era tanta coisa, reuniões de trabalho, reuniões de pais e mestres, reuniões de condomínio, jantar de negócios, almoços de cortesia, consultas, academia, ufa. Ninguém teve tempo de perceber.
Houve um dia que em cima da cômoda havia um bilhete no envelope. Como o tempo corria, colocou o envelope na pasta e correu mais um dia todo atrás do tempo.
Quando chegou em casa, à noite, ela não estava. Lembrou do bilhete. Abriu e leu. Mas já era tarde. Não havia mais tempo: Era um bilhete de despedida, uma nota de suicidio!

PS: Mas nós ainda temos tempo para ler o que dizia o bilhete, e estava escrito mais ou menos assim:

Se você me matou
dentro de você
Não há mais sentido em viver
em nenhum outro lugar!

domingo, 13 de março de 2011

O império contra-ataca!

Nada mais justo e democrático que o direito de se expressar em defesa própria. Embora a ASCOM da UENF não tenha utilizado esse blog como veículo para divulgar a nota do reitor daquela Universidade, tomamos a liberdade de publicá-la aqui, uma vez que esse pequeno gueto de opinião tem tratado de temas relacionados a UENF, por entender, como cidadão, contribuinte e morador da região e, enfim, desse estado e país, que os destinos de uma instituição de ensino com tamanha envergadura e importância é da conta de todos nós.

Mas a democracia é via de mão dupla, logo, a publicação da nota da UENF nos autoriza a questionar o seu conteúdo, o que faremos passo à passo, ou pedaço por pedaço, como uma ligeira autópsia:

Nota da Reitoria da UENF (*)

(...)
"Nota da Reitoria - 11/03/11"
"Dirijo à comunidade universitária uma palavra de esclarecimento suscitada por uma onda de denuncismo que, a pretexto de tentar atingir a pessoa do reitor, agride o conceito da instituição e de toda a comunidade da UENF. Esta prática ofende, particularmente, a integridade de todo um coletivo de servidores públicos que são mais do que peças na engrenagem burocrática - são pessoas sérias, que têm rosto, família, biografia e história pessoal.
Nota do blog: Tem certa razão o reitor quando argumenta que denúncias de irregularidades atingem a instituição. Mas não consta, pelo menos até agora, que a reitoria, a UENF e seus órgãos colegiados, nem tampouco o reitor tenham protocolado na Justiça a pretensão de direito de resposta às graves "insinuações". Como não o faz agora, e coloca todas em um arco genérico, sem pormenorizar a sua defesa, como se deve, e proteger assim, sua tão abalada honra e de terceiros que não cita. Aqui, propositadamente, o reitor confunde seu cargo com sua pessoa, a Universidade com seus interesses privados, dando margem a confirmação das denúncias que lhe assolam. O que ofende a coletividade uenfiana é a queda dos conceitos dos seus programas de pós-graduação, por exemplo, junto com um ambiente de notícias de práticas duvidosas na gestão pública, parte dela já aceita nos órgãos persecutores, mas sobre os quais, é verdade, resta o juízo de valor da Justiça.

Já há alguns anos, mas, sobretudo nas últimas semanas, certos membros externos à comunidade universitária vêm utilizando setores da imprensa para distorcer fatos e insinuar a adoção de má fé em procedimentos administrativos legitimamente observados na nossa Universidade. A insistência e a frequência com que expõem falsa e negativamente o nome da UENF acabam por recomendar esta manifestação do reitor.
Nota do blog: O que o reitor diz aqui é "chuva no molhado". Todos os atos administrativos têm presunção de legitimidade, e assim os são até que questionados. Novamente, aqui, o reitor tem certa razão. A exposição da conduta do signatário expõe a instituição, e se fosse o caso de protegê-la, como parece pretender a nota, por que o reitor não requer o direito de devida resposta, uma a uma, de forma detalhada e concisa, para desmascarar então seus detratores? Ou por que não se afasta, para que o conselho ou outro órgão ou comissão sindicante apure e revele a verdade ou não dos fatos alegados?
Ora, parece que a indignação do reitor tem data certa, ou seja, a aproximação do pleito que elegerá nova reitoria, onde seu interesse na continuidade se expressa no apoio que hipoteca a uma das chapas concorrentes, o que aliás é legítimo no jogo democrático. Desse modo, a indignação parece que pretende preservar sua imagem pública, e seu capital político que serve aos interesses dos seus na disputa, e não de toda a UENF como diz.

A Administração da UENF responde rotineiramente a uma série de questionamentos nas mais variadas instâncias, tais como Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público, Conselho Curador etc. Isto tem sido feito na mais absoluta tranquilidade, dentro dos ritos legais, inclusive, quando é o caso, revisando ou aperfeiçoando procedimentos.
Nota do blog: Há outra maneira de responder aos órgãos fiscalizadores que não seja legal? O fato de fazaê-lo não elide que continue a fazê-lo ad eternum, ou ao menos enquanto durar seu vínculo de presentação da Universidade. Esse é o ônus do mandato que lhe foi conferido.

Internamente, o próprio Conselho Universitário tem atribuições estatutárias para interpelar ou mesmo punir o reitor, quando necessário. Mas nenhum item do pacote denuncista foi objeto de questionamento naquela corte, que é a instância máxima da Universidade.
Nota do blog: Se há tantas notícias de irregularidades, que inclusive chamam atenção de autoridades, e o conselho universitário não as pauta, e sequer toma conhecimento delas, há algo errado, até porque, seria muito melhor para o reitor, para o conselho e para a UENF, enfim, que todas as notícias fossem tratadas, apuradas e desementidas, garantindo o retorno da paz institucional e preservação do bom nome de todos, ou não?

Também a imprensa - elemento fundamental na vida civil e democrática - tem a prerrogativa de levantar questões, e a Administração está sempre pronta a responder a veículos que gozam de credibilidade.
Nota do blog: Aqui a pérola, a pedra de toque. Então é a administração da UENF que julga quem tem ou quem não tem credibilidade? Ué, faltou o reitor explicar quais são os critérios para determinar essa condição. Será que são científicos, pessoais, políticos, sorteio? Ou será que a reitoria escolhe os veículos que sejam mais permeáveis a versões do que os fatos em si?

Devemos estar todos atentos a uma possível conexão interna destinada a alimentar esta central de difamação e desinformação. Todo membro da comunidade universitária tem o dever de solicitar aos canais institucionalizados qualquer esclarecimento que julgue ser necessário. Se não o faz, preferindo comprometer-se com o submundo, presta um desserviço à UENF e joga contra a autonomia universitária.
Nota do blog: A julgar pela ameaça implícita, com linguagem que nada fica a dever a DOI-CODI, DIP, CENIMAR, CIEX, SNI, etc, destinada a caçar a lliberdade de expressão para romper a "conexão interna" com o "submundo", fica claro que os canais institucionalizados estão "entupidos" pelo autoritarismo na UENF, com o típico discurso-jargão chantagista dos mais conservadores:
"Quem não está conosco é inimigo do Estado e da Nação".
Sabe-se lá se o reitor não mandará publicar uma lista de "malditos", ou um "código de conduta", ou um novo "index", nos moldes da Inquisição?

Continuemos, pois, empregando nossas melhores energias no trabalho devotado à UENF!
Nota do blog: Se foram as melhores energias empregadas até agora, quer dizer que pode ficar pior?

Almy Junior
Reitor da UENF".

sexta-feira, 11 de março de 2011

Governo, oposição e os rumos da democracia brasileira!

Há um certo desconforto no ar! Pode ser sentido nos editoriais, nas análises, nos palpites e nas listas de discussões.
A inédita passagem de cargo de um presidente por dois mandatos a seu sucessor, nesse caso, sucessora, eleita com seu apoio, é fato inédito na História brasileira, e isso não é pouco.

Talvez isso justifique o assombro de alguns e o açodamento de outros tantos. 

Paradoxalmente, a continuidade para nós é motivo de ruptura nos hábitos e na cultura política.
Assim, todos nós procuramos, de um jeito ou de outro, uma diferença, um dissenso que possamos utilizar como referência para situarmos o governo Dilma, o pós-Lula e o cenário que se avizinha.

Nessa construção de argumentos, esquecemos certos dados importantes, e o primeiro deles é: 
Boa parte do governo Lula teve como centro de gravidade a atual presidenta, que da sua pasta, a Casa Civil, comandou os programas mais populares do governo, centralizou a interlocução com as instituições e poderes, e claro, recebeu todos os bônus e ônus por isso. 
Logo, pretender que haja uma enorme diferença entre o que havia e o que há, é ingenuidade ou má-fé.
Pretender alçar as diferenças de estilo e comunicação como fundamentais a gestão de governo também é.

Se o governo Dilma difere em algo substancial ao de Lula, quem sabe seja o fato de que Dilma não tem uma Dilma, ou pelo menos, não tem uma Dilma como o Lula fez questão de ter. Mas essa é uma diferença de escolha de como encaminhar e impor um modo de administração.
Lula, cioso de sua condição de classe, que lhe permitia enorme ascenção e fácil interlocução com as classes mais baixas, privilegiou esse traço, com a manipulação da política no "atacado", e diluiu o desgaste de enfrentar a política do "varejo" e reticência "tecnicista" dos mercados e dos grandes grupos de interesse com alguém que reunisse capacidade simbólica para fazê-lo, e nesse caso, Dilma foi a escolha perfeita.
É claro que isso é um jogo combinado, e ninguém em sã consciência imagina que Dilma não cumprisse à risca o que o presidente Lula determinava como princípios gerais. No entanto, nesse processo de mediação, coube a Dilma implementar seu modus operandi e destacar-se por suas enormes qualidades.

Uma vez eleita, a presidenta pode trazer à cena principal essas características, agora ungidas pela aceitação popular, que se é verdade, foram em grande parte transferidas pelo seu antecessor, o Lula, por outro lado não se pode deixar de considerar que a popularidade de Lula se deu em grande parte pelo ótimo trabalho de bastidor feito por ela, e depois, no fim do mandato, a grande capacidade de enfrentar todo o assédio covarde da grande mídia, sem perder o rumo e o foco, durante a campanha eleitoral.
No campo das decisões de governo não há nada que não estivesse previsto, ou seja, desde a questão do salário mínimo, a qual o acordo sobre reajuste já vige há anos, pactuado por Lula, até os cortes orçamentários, o que prevaleceu foi a continuidade, com comedimento na questão fiscal para que se possa manter a política de distribuição de renda, através de iniciativas que beneficiem mais a camada inferior da pirâmide social.

Existe, de fato, um risco sistêmico no cenário externo, com a possibilidade de outro "mergulho" da economia mundial, o que os especialistas chamam de curva em "W", ou seja, após uma leve recuperação, a economia volta a cair. Se considerarmos a situação da Europa, e principalmente, dos EEUU, essa conjectura não é delirante. 
Outro aspecto principal é a pressão inflacionária externa, provocada pela alta das comoditties, que hoje são usadas com proteção especulativa, quer dizer, os grandes fundos (hedge) e os financistas(a banca)compram mercadorias e produções futuras para se protegerem da deterioração dos títulos(papagaios)emitidos por governos. Esse é um fator de risco, e que para nós apresenta um risco extra: Como país produtor de comoditties, a alta desses produtos eleva a entrada de dólares, o que valoriza mais e mais nossa moeda, e diminui a capacidade de investimento e competição da nossa indústria, chamada de "doença holandesa".

Mas a indicação da equipe econômica, com Mantega à frente, faz-nos supor que haverá alguma intervenção mais drástica para romper esse aparente beco sem saída. Pelo menos há sinais que essa possibilidade existe, o que em tempo de Henrique Meirelles nunca foi considerada.
Haverá os que dirão, e com certa razão, que a alta dos juros promovida pelo governo, nesse início, aprofunda ainda mais esse círculo: juros altos, comoditties em alta, mais dólar, mais valorozação do real, menos indústria e mais dinheiro com mais valor, logo mais demanda, e por fim, mais inflação.

O problema central, no entanto, é que os interlocutores prinicipais, o governo e a sociedade têm restrições de ordem política para mediar o debate com a sociedade, e assim, cada qual interdita a discussão que traria mais poder de decisão a sociedade. Tudo isso intermediado pelos interesses de quem ganha muito dinheiro com a alta de juros e a chantagem promovida pelo terrorismo econômico praticado com "fé" pelos "especialistas", verdadeiros mercenários de opinião, para que a realidade conitnue a se amoldar a prevalência desses interesses.

Boa parte dos problemas do governo têm origem em sua própria base de apoio, e na incapacidade desses setores em lidar com questões simbólicas e as pragmáticas, que se completam e se auto-influenciam como causa e efeito.
Equivocadamente, tanto apoiadores do governo quanto setores da oposição, por motivos diferentes, acreditam que foi apenas a boa gestão econômica que deu enorme capital político a um, e esvaziou o do outro lado.
Essa visão economicista empobrece e reduz o debate, e pior, desqualifica a política, como se a economia ditasse as escolhas de forma unilateral, e nunca o contrário.

Para desfazer essa falsa percepção, de que o conforto econômico basta ao governo, é preciso dizer que o candidato da oposição teve 44 milhões de votos em um disputa onde o principal cabo eleitoral da adversária foi um presidente em fim de mandato com uma inigualável popularidade, que beirou o consenso absoluto.

Cada estrato da sociedade, e cada grupo dentro de cada estrato, e assim por diante, até chegar em cada integrante de cada família, percebe e reage ao governo e às mudanças de um jeito próprio, e se é verdade que há um grande caldo de cultura e ideologia política que se forma dessas impressões particulares, e que induz comportamentos, é verdade também que governos e consensos políticos são moldados aos humores desses grupos e de sua totalidade, de acordo com a relevância relativa de cada um, e de sua capacidade de mobilização.

Assim, os militantes pró-governo que fossilizam as conquistas (econômicas) do período Lula como intocáveis, ou definitivas para determinar um ritmo mais progressista ao conjunto de nossa sociedade devem rever seus conceitos, sob pena de encurralar o atual governo, e subtrair a possibilidade de se movimentar pela sedimentaçao do processo de mudança iniciado lá trás. É como se, ao pretenderem a continuidade estática da realidade, matassem o legado do próprio Lula, desprezando que a luta política e a permanência dos interesses dos adversários nessa luta, ainda que enfraquecidos, fazem parte do processo democrático, embalsamando esse legado, transnformando sua herança política em mero monumento de contemplação, sem potencial trasnformador. 
Fica o mito Lula, morre o presidente Lula.

Na oposição, o desconforto é tão grande quanto. 
Enraizados na tese da boa gestão financeira, como se isso resumisse toda a gestão do Estado em si, perderam a última cidadela, uma vez que: Os números revelam que sua gestão financeira (1994-2002)foi muito ruim, e pior, a gestão do Estado e da política não se submete a economia, simplesmente.
No campo político, como sabemos, restou a união com setores conservadores da mídia(a esmagadora maioria), para a formulação de uma visão moralista de mundo, misturada a uma série de manipulações, preconceitos e disseminação de ódio
O resultado todos nós conhecemos. Como a realidade não os favorecia, criaram nos jornais, revistas e TVs, passaram a criar uma "realidade alternativa", se isolaram e diminuíram de tamanho, embora alguns redutos permanecessem intactos.

Aqui um parentêse: Embora qunatitativamente menores, é possível dizer que a agenda conservadora da oposição manteve-se sedutora, e isso torna o mito Lula ainda mais emblemático e paradoxal para ambos os lados que hoje permanecem em disputa pela hegemonia política nacional.

O dilema pode se resumir assim: Uns querem Lula morto(a oposição) e outros querem-no fossilizado(a situação).
A oposição porque não entende como Lula sobreviveu ao ataque neoudenista sistemático de oito anos, e a situação porque desejava fazer esse que esse efeito personalíssimo fosse transferido junto com a faixa.

Nenhum dos dois lados entendeu que a mudança se deu por vários motivos, dentre eles, a existência do Lula dentro de uma conjuntura histórica específica, mas o principal: O amadurecimento e fortalecimento das instituições democráticas brasileiras, ainda que sempre ameaçada por surtos golpistas, o que de fato, acontecem em TODAS as democracias ocidentais, com mais ou menos relevância: Na Itália berlsuconiana, nas eleições fraudadas de bush jr, nas manipulações de Helmut Kohl e sua democracia-cristã na Alemanha, no mandarinato de Putin na Rússia, etc, etc, etc.

A presidenta Dilma percebe isso, e alguns integrantes da oposição também, e poderiam ser representados na figura de Aécio Neves, embora toda a festa em relação as suas boas manerias tenham que ser contextualizadas em sua práxis política enquanto governador de Minas, tão tradicional e conservadora quanto os que ele diz querer superar no PSDB. O caso do vazamento das informações fiscais da filha de serra é um ótimo exemplo disso, onde as digitais do governador mineiro e do Estadão estão gravadas na cena o "crime".

No entanto, ambos, governo e oposição, têm problemas maiores com o capital político que herdaram, que, justamente, os impulsionam para o estreitamento de qualquer possibilidade de amadurecimento do diálogo político necessário, porque perdem relevância na medida que há uma inflexão ao centro, ou seja, os extremos dessa equação apenas se justificam em ambiente conflagrado.

Haverá, em breve, mudanças no espectro das forças políticas brasileiras, e que terão suas alterações potencializadas durante o processo de reformulação do Estado brasileiro em duas questões cruciais: A reforma política e tributária, que trazem em si, a essência e a estrutura do nosso Estado, a saber: Como e de quem cobrar impostos, e como escolher quem vai gastá-los. Junto com essas reformas estruturais, outra, ainda mais sensível: A reforma e remodelamento das Comunicações Sociais no Brasil.

É, em linhas gerais, nesse cenário que a presidenta Dilma vai ter que mostrar que a grande revolução é pelo centro, e mudar o Brasil implica em mudar esse centro para um eixo menos conservador, menos patrimonialista e mais autônomo em relação ao Estado, sem que isso signifique o abandono dos que mais dele precisam!