sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Vamos ao McDonald's de Itapemerim?

Já faz algum tempo, não muito, mas o suficiente para soterrar a lembrança de um povo sem memória, que um chefe político regional, hoje deputado federal, alardeava aos quatro ventos que os ventos do desenvolvimento chegavam porque uma franquia de fast-food desembarcava em Campos dos Goytacazes.

Essa mesma rede que foi punida pela Justiça Trabalhista por alimentar mal seus funcionários, e aumentar a carga horária sem a devida remuneração.

Vê-se logo que é o tipo de modernidade que se encaixa bem em nossa cidade.

Lógico que seu provincianismo míope, que também ocupa alguns espaços de nossos calunistas sociais e colonistas políticos, virou motivo de piada nacional, aliás mais uma, como a greve de fome, as intermináveis teorias da conspiração, o roubo da SMEC, a demissão da rádio que ironicamente foi utilizada como instrumento de abuso de poder econômico da campanha se sua esposa, e pior, muito pior: Os escândalos que seu modo de governar trouxeram para a cidade e seus cidadãos, que a bem da verdade, se adaptaram e praticam esse toma-lá-da-cá com gosto.

Passados os anos, o nosso desenvolvimento não chegou, somos viciados em royalties do petróleo, e nossa sociedade civil e partidos se arrastam, entre anestesiados e obesos, pela ceva do dinheiro fácil.
Inclua-se ai nossa mídia tradicional e alguns blogs que trazem na coleira.

Nos nossos eitos, o trabaho escravo resiste, e se expande.

Construimos um CEPOP para abrigar desfiles de carnaval que sequer existem ou pelo menos, não deveria serem chamdos por esse nome.

Não há nenhum sinal de ordem urbana.

Não há sinal de governo. Muito menos de desenvolvimento.

Agora eu leio (e ouço) as notícias que o povo do Farol e os turistas não têm mais do que se queixar, afinal, o fato de uma empresa ocupar ilegalmente uma concessão, com seus ônibus de ar-condicionado(aqui vendido como uma facilidade e não um direito), faz com que esqueçamos todos os problemas:
A precariedade legal do sistema de concessões, a desconfiança sobre o repasse, o eterno estado de emergência, cartões "cidadão" que foram comprados a peso de ouro, e que de nada servem, a não ser para segregar (inconstitucionalmente) usuários em cidadãos e não-cidadãos, etc, etc, etc.

É bem possível que o ex-prefeito, ex-governador, e atual primeiro-marido, deputado eleito, e também condenado em primeira instância por formação de quadrilha, diga que o desenvolvimento chegou:

Compre uma passagem Itapemerim de um real para o Farol, e ganhe um hambúrguer para viagem!
 

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