segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Tal pai, tal mãe, tal filha?

Deve ser grande o desespero dos professores e servidores da UENF.
Como sabemos, a greve se arrasta há muito tempo, sem que o governo estadual acene com qualquer possibilidade de diálogo. Faz o jogo do cansaço, e desgasta o movimento pela pressão que os alunos começarão a fazer quando os semestres letivos escorrerem pelo ralo.
 
Longe de mim questionar as táticas do movimento, e toda a ação em defesa da categoria presume-se legítima.

A longa travessia pelo deserto da falta de negociação deve ter provocado miragens!

O que dizer da interlocução aberta com a deputada estadual do clã garotinho?

Estranha incoerência, se imaginarmos que o comportamento de papai-e-mamãe quando governadores em relação a UENF e seus servidores sempre primou pela truculência intolerante.
Como quem sai aos seus, não degenera, é pouco provável que a deputada tenha estofo moral para propor algo em favor da Universidade, que seus pais tentaram, sem sucesso, sucatear e desmontar!

Bom, mas como diz o velho ditado: "Nada mais liberal que um conservador na oposição" (e vice-versa).

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