sábado, 5 de fevereiro de 2011

O Brasil como potência nuclear!


Esse debate não passará de mera especulação, porque os motivos estratégicos impedem qualquer governo expor suas pretensões de defesa em ambiente público de discussão.

Mas se quer manter suas riquezas à salvo dos interesses geopolíticos e geoeconômicos das potências militares, que vêem seus estoque de energia e riquezas se esgotar, e que não estão dispostas a transferir parte considerável de suas riquezas e do conforto de seus povos para manter seu padrão de consumo, O Brasil deve colocar em sua pauta de defesa a construção de artefatos nucleares.

É inimaginável, para quem conhece um pouco de logística e estratégia militar, a defesa de uma fronteira tão extensa, se a agressão for em escala. Apenas países com superpopulação, e grandes dimensões, como China e Índia são capazes de manter suas linhas de defesa do modo tradicional, ou seja, com tropas e recursos regulares, e mesmo assim, com custo alto: de vidas e desses recursos.

Como não contamos com uma ocupação geo-demográfica bem distribuída, oferecemos diversos flancos vulneráveis.

Logo, não há outra forma de persuadir invasões e agressões senão pela posse de armas de destruição em massa, e de fortes alianças regionais, que funcionem como anteparo.

Essa semana, em Davos, no Fórum Econômico Mundial, a nossa delegação, comandada pelo chanceler Antonio Patriota, foi assediada fortemente pela diplomacia dos países ricos para que nos comprometêssemos a "tabelar" o preço das commodities que exportamos, para evitar que esses países absorvessem inflação pela alta da cotação desses produtos, e com isso, aprofundasse mais a crise que atravessam.

No entanto, foi a crise que geraram que motivou a corrida dos investidores (cheios do dinheiro dado pelos bancos centrais desses governos para cobrir os rombos)para se protegerem em fundos de commoditites. Não há aquecimento de demanda por esses produtos, ou falta de oferta, que justificasse tamanha valorização.

Assim, querem que nos impeçamos de aproveitar uma oportunidade de reforçarmos nossa posição, sem que adotem providências para coibir os abusos dos mercados financistas que mantêm como cassinos em seus países.

Esse é só um pequeno exemplo de como simples questões comerciais podem levar a conflitos, como aliás, aconteceu em passado recente, e continua a acontecer com petróleo. Mas as análises mais otimistas dizem que não será o petróleo o único produto que vai escassear.

É bom nos acostumarmos.

País grande, grandes responsabilidades!

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