quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A Frente de costas para a realidade!

Mede-se a capacidade de lutar pelo interesse público pela coragem em enfrentar agendas "impopulares".

Vítimas e cúmplices de um processo de "prefeiturização" das relações sócio-politicas, alimentadas pela manipulação e desvio de bilhões e bilhões de reais, a comunidade campista alimenta uma indigna-ação, como na música dos mineiros do Skank
"
Nossa indignação é uma mosca sem asas, que não ultrapassa a janela de nossa casas".

Nossa frente democrática é sem povo. Sua indignação é uma mosca sem asas. Uma indigna-ação.

Assim, seguimos a cometer os mesmos erros, e esperamos resultados diferentes.

Os atores(strictu e lato sensu) da frente democrática sem povo nunca foram a uma associação de moradores para ouvir quais são as reais necessidades da população, suas expectativas e demandas.

Nenhuma reunião fora do eixo central da cidade. Como política se faz por símbolos, esse é um reflexo poderoso!

Embora conte com vários parlamentares, ligados aos partidos que fazem parte desse estranho movimento, nenhuma reunião alcançou os eleitores desses parlamentares, como se pretendessem mantê-los "à salvo", ou em uma "reserva estratégica", a fim de promover seus projetos pessoais.

Trazer esse eleitorado a pensar a cidade?

Nem pensar! Depois como arrebanhar votos de gente que foi convidada a pensar a política de forma diferente? Diferente da forma que eles mesmos utilizam para ganhar votos?

Eu não tenho dúvidas que um dos principais problemas dessa cidade, do ponto de vista popular, e do ponto de vista da moralidade e legalidade é o transporte coletivo e o repasse escandaloso feito às empresas de ônibus, em concessões ilegais, cuja auditagem e validação dos bilhetes é uma piada de mau gosto com o contribuinte, mas não obtém da "frente" nenhuma atenção pelos motivos óbvios:

Medo, ou falta de coragem cívica, como gostam alguns! Isso para não sermos levianos, a ponto de sugerirmos algum outro interesse com o empresariado do setor.

Qualquer que seja a causa, os efeitos se igualam, ou seja:

População transportada em pocilgas à diesel, serviço haitiano, e dinheiro público pulando as catracas.

Como mundo alternativo, o transporte pirata!

Enquanto isso, a frente democrática sem povo brinca de fiscal de obras!

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