sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Especulações.

O esporte predileto da Humanidade.

Não vamos ficar de lado.

Quem observar a dança entre um deputado recém-empossado e seu chefe pode chegar a várias conclusões. A verdade, mesmo, só eles sabem.

Então, passemos a concluir o que nos parece mais plausível:

Jogo de cena. O "afastamento", pronunciado com "gritos de independência", ditos e desditos, nada mais é que uma tática velha e conhecida na política: infiltrar gente no campo adversário.

Alguém imagina que o chefe regional do PR, e deputado federal, conseguiria emplacar algum nome na mesa diretora da ALERJ pelos meios normais, ou seja, com o confronto de chapas? Óbvio que não.

O chefe mantém o discurso oposicionista de sua filha-herdeira intacto, e oferece seu "ex-aliado" como ponta de lança no campo inimigo.

Mas com o telecatch midiático, ambos conseguiram seus objetivos. Sabem os parlamentares que ninguém faz política isolado, pois, ainda que esteja na oposição mais ferrenha, é necessário algum canal de interlocução com quem mantém o poder.

O deputado "traidor" está na mesa diretora, e ainda pode amealhar alguns cargos no governo estadual, como prêmio pela mudança de lado. Essa nova posição o desonera de cumprir seus "acordos" com velhos aliados, haja vista, que o contexto das indicações agora é outro, e o diálogo se dá com forças políticas estranhas. Desse jeito, ele se "livra" do peso morto, e aglutina outros quadros.

Assim, abrem-se espaços para novos acertos, tanto lá como cá, na medida que seus "indicados" na prefeitura também são atingidos pela "rearrumação".

O chororô dos "assessores desempregados" já se fez ouvir!

O único problema desse teatro todo, é que algum coadjuvante pode errar a mão, e improvisar algum texto fora do combinado e entornar o caldo de vez. E aí sim, o que era mera encenação pode virar realidade, ou seja: O rompimento.

É só esperar e assistir.

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