terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Síndrome de abstinência?

O debate sobre uso e abuso de drogas, em todas as sociedades, não se esgota.
As políticas públicas de redução de dano junto aos adictos, e de contenção dos danos a terceiros, nesse caso, indiretamente atingidos, como é o caso as vítimas dos incidentes de trânsito que envolvem embriaguez ao volante, e os fumantes passivos, encontram, para sua implementação, uma série de preconceitos e, comumente, sucumbem ao senso comum.

O enraizamento de hábitos traz sérios problemas na regulamentação do uso de drogas, nesse caso, as lícitas. Os argumentos pela defesa da individualidade de escolha não resistem a um exame acerca dos efeitos que causam aos que não escolheram utilizar a substância.

O caso clássico é o do cigarro e da nicotina. Todos os Estado de nossa Federação tentam instituir leis que suprimam o uso de cigarro em locais públicos, abertos ou não. Esbarram em poderosos lobbies.

A Espanha colocou em vigor hoje sua Lei Antitabaco, de caráter nacional. Já havia lido que um homem foi preso ao ameaçar uma enfermeira que lhe avisou da proibição de fumar em um hospital, o Hospital de Cruces de Barakaldo, como noticiou o El País. Inacreditável que alguém reaja dessa forma, ainda mais, se tratando de um nossocômio.

Mas veja a que limites, ou melhor, a extrapolação de todos os limites, alcançou a fúria de um fumante, que agrediu esse proprietário de um bar na localidade de Cacereña de Monterhermoso, Juan Francisco Valhondo, que recebeu 16 pontos no ferimento. O ocorrido também pode ser lido no El País.

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