segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Na contramão.

Tenho evitado tocar nos temas relativos a planície, embora essa seja a epígrafe desse gueto de palpites. Mas depois de ler alguns textos sobre o assunto, ficou o espanto:

A regulamentação do setor de transporte público(?) obedece a uma lógica, digamos, estranha:

Nada de transparência dos repasses da montanha de dinheiro da passagem a 1 real, ou licitação das linhas já operadas, muito menos exercício do poder concedente pela qualidade, pontualidade e eficiência do serviço.

O que nossos valorosos governantes vão fazer é chamar o "piratas", aqui chamados de "alternativos" para contribuir para a "legalização do setor". Ué, como assim?

Seria o velho caso da raposa chamada para ser porteira do galinheiro?

Eu imaginei...
Mas quem sou eu para imaginar? Afinal, não tenho votos e só pago impostos!
Porém, eu imaginei que que a regulação de um setor se desse pelo estabelecimento de normas, a partir do interesse dos usuários e conjugados à necessidade de viabilidade econômica dos prestadores legalmente instalados(ainda que nessa cidade, até as empresas de ônibus rodem sem linhas licitadas), onde os "alternativos", fossem tratados como tais, e  as suas demandas, ainda que justas, fossem limitadas pelo interesse de TODO o público, e não o contrário, como ficou patente.

É mais ou menos como se chamássemos os camelôs e a indústria da pirataria autoral para debater os rumos da indústria do entretenimento.

É mais ou menos como se chamássemos foras-da-lei para debater um anteprojeto de Código Penal.

Ora, se querem prestar um serviço, que obedeçam as regras e se submetam aos certames públicos esabelecidos, que visam coroar a concorrência dos que se mantiveram dentro da lei, e não o contrário!

E antes que se diga que se trata de preconceito contra os menos favorecidos, ou "criminalização" desse ou daquele "movimento, eu adianto: Se não deixarmos clara a diferença entre legal e ilegal, como convencer os que não cometeram infrações e abusos a não fazê-lo em nome de seus lucros ou sobrevivência pessoal?

O recado dado pela prefeita aos cidadão foi mais ou menos o seguinte:
" Se querem impor sua vontade e se "legalizar" pela "pressão", montem um grupo grande, atue em um setor estratégico, descumpra a lei, e quando sua "atividade" for um transtorno enorme, já instalado e cuja remoção traga prejuízos políticos irreversíveis, aí então, a gente conversa!"

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