quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A boa e velha liberdade de iniciativa: Lucro privado e prejuízo social!

Nem precisamos ponderar muito sobre o tema, dada a forma repetida como surge: A Nissan, montadora de automóveis, aguarda incentivos fiscais para se instalar aqui.

Mas como assim?
Já não bastam todos os problemas que os governos terão que arcar com o aumento das populações, atraídas pelo "sonho de riqueza", sempre frustrado, na medida que poucas pessoas conseguem ser absorvidas pelos frutos desses emmpreendimentos, e depois essa "sobra" se reflete no aumento das periferias, na exclusão social e no aumento das demandas por segurança, saúde, educação, saneamento, moradia, transporte público etc, etc, etc?

Ainda querem mais dinheiro?

Mas que capitalismo é esse? Que empresa privada é essa?

Eu digo e repito: É melhor pegar esse dinheiro e distribuir diretamente as famílias mais pobres, que com mais dinheiro movimentarão a cadeia produtiva com seu poder aquisitivo.

Perguntem aos baianos o que a ida da GM fez por lá. Quase nada! A Bahia é hoje o estado com um dos piores índices de IDH.

Esse tipo de "concessão fiscal" não se justifica, por nenhum dos lados que se olhe o problema. Bom, pelo menos não se justifica pela ótica do interesse público, que fique claro!

3 comentários:

Roberto Torres disse...

Que capitalismo é esse?, essa a questao.

Anônimo disse...

Lamentavelmente é assim que acontece, pelo menos no Brasil.
Já me falaram que no mundo todo é assim, não sei se é verdade.
Um dos absurdos, no meu entender, é a administração pública desapropriar terras de particulares, virar sujeito passivo nas ações judiciais, ter que arcar com o custo total dessas ações e entregar tudo de mão beijada a Eike Batista, que negociará as terrar da forma que bem entender.
Nascimento Jr
nascimento.jr@bol.com.br

douglas da mata disse...

Caro Nascimento,

No resto do mundo a coisa se repete. O que difere é a capacidade da sociedade em discutir (e reagir) a tentativa de empulhação que nos fazem os "capitalistas", nos editoriais de sua mídia de coleira.

Veja que nos EEUU, por exemplo, o poder presidencial está encurralado pela agenda de Wall Street, ratificada pela Suprema Corte que sentenciou que não há limites para a aporte de capital dos mundo financeiro sobre o mundo político.

Como dinheiro não leva desafor para casa, é de se supor que as decisões dos parlamentares só vão beneficiar que paga por elas. Por isso o dinheiro para superar a crise, paradoxalmente, volta para o bolso daqueles que criaram as condições para que ela(a crise)se instalasse.

E continuam a engolir dinheiro e esperança do povo de lá.

Não se surpreenda se o clima político estourar em episódios cada evz mais violentos.

Um abraço