sábado, 1 de janeiro de 2011

11 INTROSPECTIVAS para 2011!

Nem retrospectiva nem perspectiva. Nessa terra o passado recente não autoriza sonhar com futuro algum.
Vamos ao que aconteceu em 2010, mas que, de verdade, dá a impressão que se repete há séculos:

1. Fechou o ano, e um dos setor que mais reclama apoio do dinheiro público e que já torrou zilhões no IAA e no pro-Álcool, nos brindou com uma estatística digna de nosso passado colonial: Somos os campeões em autuações por infrações nos dispositivos que protegem a relação de trabalho, ou, curto e grosso: Trabalho escravo.

2. Páira no ar a ameaça de perdermos uma parte considerável dos recursos dos royalties, justificada, inclusive, pelos nossos algozes no Congresso pelo argumento (cínico, é verdade) que não sabemos (e não soubemos) gastá-los. Ainda assim, nosso Orçamento aprovado (sem emendas) para o execrcío de 2011 reproduz as mesmas práticas de todo o sempre: Nenhum planejamento, improviso e distorção das prioridades. Gastamos como se não houvesse amanhã, e de fato, nessa cidade, com ou sem dinheiro: Não haverá.

3. O deputado federal mais votado do Estado, com mais de 700 mil votos, nosso conterrâneo mais famoso (menos para o bem, mais pelo mal), aguarda recurso em sentença condenatória para a prática do crime previsto no Artigo 288 do Código Penal, quer dizer: Formação de quadrilha. E de seu púlpito eletrônico, exara "julgamentos" sobre a conduta alheia. Mais representativo de nossa conjuntura política, impossível.

4. As forças armadas estão nas ruas do Rio de Janeiro. Sem que nenhum procedimento legal constitucional autorize tal intervenção.

5. Lula dá asilo a um criminoso, julgado, sentenciado e foragido.Detalhe: O país requerente de sua extradição, a Itália, não era, à época dos fatos, uma ditadura, pois lá vigiam, ainda que assoladas por ações extremistas da esquerda e da direita, um Estado de Direito. O asilado foi julgado por um tribunal reconhecidamente legítimo, com leis e devido processo legal.
Logo, nosso presidente rasgou, em nome do "compadrio político" todas as regras de direito internacional, baseadas na soberania e autodeterminação dos povos.

6. Permanece sob o manto da impunidade o caso conhecido como Meninas de Guarus.

7. A grande mobilização em São João da Barra não é para discutir os rumos do município, e os marcos regulatórios da ação do grande capital, e dos impactos que mega-investimentos trazem para as pessoas e a cidade. Gritam por mais circo, e quem sabe, algumas migalhas de pão.

8. A mídia tradicional da cidade continua como sempre: Assassinos de reputação, jagunços de redação, agências de propaganda das facções que se revezam na posse das chaves do cofre municipal. Tudo isso em péssimos textos e matérias de gosto duvidoso.

9. Depois de milhões de reais, pagar um real para andar nas pocilgas sobre rodas que são nossos ônibus ainda é muito, mas muito caro! Deveriam ser os usuários indenizados cada vez que se arriscam em tais "carroças com motor".

10. Em uma Educação pré-seculo XIX, o grande tema mobilizador ainda são as "bolsas e os bolsos". Professores desmotivados, direção loteada nos feudos eleitorais, merenda que cobre caviar e oferece ovo.

11. A oposição? que oposição?

2 comentários:

Anônimo disse...

"TUDOPARASEMPREAOMESMOTEMPOAGORAJÁDESDEONTEM!"

douglas da mata disse...

ontem, à noite, às 23 horas e 59 minutos, que fique claro!