quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Na "aba do chapéu!"

O PT do Rio de Janeiro, e principalmente, algumas seções do politiburo do interior padecem, há anos, de um mal chamado: "Síndrome do rabo de elefante", que denunciamos por meses à fio, aqui nesse pequeno gueto de opinião.

Hummmm!

Agora os comissários do povo comemoram, enfim, o "reconhecimento" do PT/RJ, com o chamado da presidenta para que o Luiz Sérgio, parlamentar fluminense com base no litoral sul, e com algumas "franquias" pelo norte-noroeste, seja ministro das relações institucionais.

Congratulações desse blog também, que inclusive já teve a oportunidade de debater com o deputado, então em campanha pela presidência estadual, quando defendia a tese da aliança eleitoral com o atual governador, tese inclusive que foi a vencedora.

O problema é que esse "protagonismo" pregado pelo nobre parlamentar e futuro ministro(citado pelo deputado no debate na sede do SindPetro/NF) é sempre, em nosso raso entender, "conseqüência de uma "agenda submissa", paradoxo aliás que o deputado não conseguiu explicar, nem mesmo depois dos debates, quando esteve com esse escriba: Como ser protagonista do projeto dos outros?

Agora, a indicação poderia sugerir que eu estava errado. Pode ser.

Mas eu continuo com a estranha sensação que esse "projeto aba do chapéu", que vincula um PT fraco a um governo que contraria quase tudo o que entendemos como correto (leia-se aí Educação, Saúde, Direitos Humanos, Segurança Pública, relações institucionais, olha aí o tema do ministro, e etc) vai afundar mais o partido em seu processo irreversível de anemia política, reduzido a "luta" por indicações e cargos, o que não seria nada demais, diga-se de passagem, caso refletissem um acúmulo de capital político, e não apenas "prêmios de consolação", ou fortalecimento de trajetórias personalistas.

Redizem TODA a dinâmica da política da sociedade em uma questão: Estar ou não no governo!

E assim vão: Incapazes de andarem com as próprias pernas, sempre a esperar o "aval" ou a "chancela" de outras instâncias, como foi o caso da candidatura natimorta de Lindberg.

Bom, todos "domesticados", "receitas garantidas", "nomeações em riste", sigamos nosso caminho!

Avante, Luiz Sérgio, nosso mais novo velho herói. Esperamos sua visia oficial para que possamos tirar uma foto! Não é todo dia que podemos dizer que conhecemos um ministro!

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