quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Fala, Don Oviedo:

Eu poderia retrucar a fala do Gustavo Oviedo, e dizer que de certa forma, o exercício da política se faz por símbolos, discursos, enfim, acenos públicos, justamente com as idéias abstratas, que ele denuncia.

O problema é que, no caso em tela, o hermano está coberto de razão. Pouco importa o nome, o manifesto, a protocolo, a reunião, se todas essas manifestações não refletirem um conteúdo programático, que aponte:

COMO, QUANDO, ONDE, POR QUE , POR QUEM, E PRINCIPALMENTE, O QUE SERÁ FEITO!

É impossível não concordar com o humor do hermano, e ratificar:
Eles são os melhores, apenas por que os piores não são eles, e os piores estão onde os melhores gostariam de estar, apenas para se repetirem, ou vice-versa, sei lá!

Leia o texo do blog Caído de Campos:

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010


Como não dizer nada em 281 palavras

Nós, dirigentes partidários, signatários deste manifesto, comunicamos ao povo de Campos dos Goytacazes que, em face da instabilidade institucional do município, provocada por práticas políticas condenáveis dos governantes de plantão, nos últimos anos, com prejuízos de toda ordem, sobretudo, econômica e social, atuaremos de forma orgânica e conjuntamente na defesa intransigente da população, preservando nossas diferenças programáticas, mas superando-as em nome do interesse coletivo.
Nos reafirmamos Frente Democrática, uma instância de Poder Popular.
Marcaremos posição, especialmente, no movimento comunitário e através da bancada de vereadores dos nossos partidos, na Câmara Municipal de Campos, Poder soberano ao qual compete a fiscalização rigorosa dos atos do Executivo.
Campos vive, no momento, uma aguda crise institucional, com intervalos cada vez mais curtos de estabilidade, além da ameaça que paira sobre todos nós de confisco dos royalties do petróleo, o que, se consumado, pode representar a falência total do município, com maior sacrifício para as camadas mais pobres da sociedade, hoje, em parte amparadas por frágeis programas sociais.
Esse cenário compromete o curso da história desse município, que, ao longo do tempo, tem se notabilizado como vanguardista e altaneiro.
Não é mais possível que a sociedade assista, passivamente, o Poder Público, no exercício de suas atribuições constitucionais, comportar-se de forma partidária e personalista.
Podemos asseverar que não nos move sentimentos subalternos de vingança ou oposição sistemática, mas o compromisso inegociável de busca por um Estado democrático, moderno, justo, capaz de atender aos anseios de um município que está imobilizado pela ausência de políticas públicas que atendam as necessidades da população. Sabemos que o presente e o futuro de Campos dos Goytacazes podem e devem ser grandiosos e lutaremos para que esse sonho se torne realidade.


FRENTE DEMOCRÁTICA DE CAMPOS DOS GOYTACAZES

Não seria melhor alguma idéia, alguma proposta, alguma demonstração de renuncia à fome de poder?

Provavelmente isso seja impossível, dada a mistura de personagens envolvidos. O que lhes resta é apenas a correção política abstrata, representada no seu nome, Frente Democrática (um nome que não se chega a compreender muito bem o que significa, como o Movimento dos Blogueiros Progressistas. Ambos me lembram o partido do humorista islandês, o Melhor Partido, que se justificava apenas porque "se não fosse, seria chamado de 'o Pior Partido'")

Como confiar numa Frente que se esfarela assim que aparece um chamado a eleição municipal, onde os seus integrantes se comportam como se estivessem embarcados num navio que se afunda, acotovelando-se e pisoteando o próximo para ver quem se salva, ao auto proclamar-se candidato a prefeito?

4 comentários:

Anônimo disse...

Uma só palavra: TUDOPARATODOSAOMESMOTEMPOAGORAJÁ!

douglas da mata disse...

E que seja desde ontem à noite.

Anônimo disse...

Pelo menos é alguma coisa. Chega de Garotinho.

douglas da mata disse...

Esse é o problema, comentarista.

Ao utilizar como "única" referência o garotismo, a oposição acaba por oferecer apenas uma versão piorada dele!

Abraços.