segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Entre a cruz e a "caldeirinha"!

Em uma cidade, bem, mas bem longe daqui, há eleições suplementares, acontecidas como conseqüência de um longo e doloroso para alguns, e para outros, lucrativo processo.

Dona de um Orçamento bilionário, as peças políticas dessa cidade se movimentam em torno de si mesmas e de seus interesses, totalmente despregadas de qualquer senso público, ou da noção de que o exercício da política não deveria ser um fim em si mesmo, mas apenas um meio para promover estabilidade e prosperidade social.

Um amigo meu, que mora nessa cidade, e está bem próximo das esferas de poder me confidenciou algo, pois sabe do meu interesse no desenrolar das coisas, menos por curiosidade, e mais por prazer mórbido. Eis seu e-mail:

"-Meu caro amigo,

As coisas aqui não vão, se arrastam. É gozado enxergar a "gincana" que se transformou essa campanha extemporânea. Como em um campeonato de futebol, há torcidas e análises de todo o tipo. Raríssimas as vozes que se levantem para perguntar: 

Ora, será normal mais um eleição? Será que vai adiantar um novo pleito? 
Como se ignorassem a aberração que é o próprio contexto da disputa na qual se inserem, dedicam-se a brigar com os galhos, sem jamais tocar nas raízes dos problemas. Uns poucos por ingenuidade, outros tantos por cinismo, escolha e cumplicidade. 


Nessa disputa improvável, nada é bem o que parece. Há um prefeito interino, que ora se porta como definitivo, ora se lembra de sua condição precária.
Oscila e pendula de um lado a outro.
Todos pensam que o que lhe move são decisões políticas. Nem tanto. Pesa sobre esse prefeito uma sombra de atos que ninguém sabe se cometeu ou não, mas que ele, sem que ninguém o acusasse, se apressou em se defender com "pompa e circunstância", em um espetáculo cômico, se não houvesse sido trágico.
Na verdade, sua inclinação para um dos lados revela sua desesperada tentativa de "apagar" o rastro de investigações que se encontra, convenientemente, estagnado, como uma espada de Dâmocles.
Seu antigo grupo, já começou a vazar que ele caminha para uma "armadilha".  Eu mesmo já ouvi essa versão.
Eu penso que qualquer decisão que tome, lhe custará essa execração pública: Quer seja pelos seus "amigos", quer seja pelos seus "novos amigos".
Por isso, meu caro amigo, não se espante se ele ficar quietinho no seu canto, aguardando alguma "sobra" desse inescrupuloso "banquete entre canibais".


Em tempo lhe envio mais notícias,


Um abraço fraterno"


Cidade de Lama Negra, 13/12/2010

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