terça-feira, 5 de outubro de 2010

A verdadeira onda!

Serenados os ânimos, e expulsos todos os líquidos biliares, passemos a uma análise comportada, mas não menos apaixonada da política. Sim, pois os habitantes do "mundo perfeito" pretendem uma política sem paixões, democracia sem povo, e governo que só apanhe e nunca revide os boatos e calúnias de que é vítima. Não encontrarao abrigo aqui.

Vamos à vaca fria:

Se olhado de frente, de lado ou por qualquer outro ângulo, o resultado das urnas conferiu ao projeto de poder do PT e seus aliados uma vitória histórica e gigantesca. 60 % do Senado e 60 % da Câmara Federal. Com o desdém habitual dos derrotados, o PIG, entre assustado e açodado, corre a dizer que o PMDB não dá estabilidade a essa coalisão. Mais uma mentira fragorosa. Com todos os problemas, Lula manteve essa governabilidade em níveis superiores ao que o PIG tenta vender como análise, e com certeza, essa governabilidade terá outros contornos, uma vez que o vice Michel Temer é agora um elo orgânico que não existia antes.

Mas para além dos fatos e números, há os símbolos, dos quais a política é feita: A derrota de arthur virgílo, césar maia, agripino maia e a extinção de tasso jereissati para a vida pública, além do espancamento fatal dos demos na Bahia, onde ainda suspirava o espólio acemista, é um ganho inigualável para a Democracia brasileira.

Talvez esse seja o maior legado de Lula. A verdadeira onda que engoliu esses verdugos.

O outro legado, ainda tão ou mais importante:
Qualquer que seja o presidente eleito, o Congresso fará a discussão sobre o novo marco regulatório da mídia, e como o Estado se relacionará com a internet, e suas plataformas de lançamento, com o acesso universal e gratuito a banda larga.

Essa é a verdadeira onda que assombra o sono do PIG nacional e suas filiais locais, cevados pelas verbas públicas de comunicação. Sem a mesada de governos, debatem-se contra a inevitável inviabilidade econômica e a perda de legitimidade que escorre pelos esgotos editoriais, vão ter que enfrentar a liberdade de expressão que se dizem paladinos.

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