quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Quem tem medo do cláudio kezen?

Bom, já que o "cara" que toca jazz e blues para um público pequeno-burguês que despreza, conforme me confessou em conversa testemunhada por minha companheira, resolveu sair do buraco onde se escondia, vamos lá:

Dizer que me ressinto do seu "julgamento" sobre minha intelectualidade ou integridade é desnecessário. Bastava republicar os elogios que ele sempre fez aos meus textos, ou publicar uma parte transcrita da babação de ovo que praticou no mesmo bar onde disse que não respeitava para quem tocava, o Picadilly, onde saiu do palco e veio render homenagens ao "cidadão que despreza". Esse fato também foi testemunhado pelo Luizz Ribeiro, do Avyadores do Brazil, não o teor da conversa, é claro, mas a presença dele na minha mesa.

Bom, depois, o cidadão kezen passou a lamentar que eu não tivesse mantido um personagem, blá, blá, blá.

Ora, tudo o que o cidadão kezen reclama agora, dos surtos, é justamente o estilo do personagem que ele diz admirar e que associa a mim.

Bom, então temos um problema, e onde estaria o problema? Como separamos homem do personagem? Isso não seria uma "esquizofrenia" de sinal trocado?

Essa é a patologia dele, arrisco dizer, como leigo que sou.

O cidadão kezen só admite ser admoestado por "personagens", que míticos que são, podem deixar o mérito daquilo que foi dito no campo do imaginário, da anedota ou da aberração.

É só essa forma que o cidadão kezen sabe manter interlocução porque em seu mundinho de músico competente, diga-se de passagem, mas frustrado pelo não-reconhecimento, ou pelo menos, por ter que sobreviver a cata de lagumas "moedas" dos idiotas que se acham inteligentes(olha outra moral para a parábola aí), ele busca na ficção que faz de si e dos outros um "mundo ideal", onde caibam "seus surtos comportados".

Como já disse, em outra discussão nossa: Seria mais honesto "jogar as moedas para cima", e ir para praça vender picolé para depois tocar de graça, como brinde para agradar o freguês.

Mas agora que desmascaramos o cidadão, que vivia a cirticar governos, comportamentos, como um "lacerda-cool", mas que, no entanto, pratica as mesmas incongruências com as quais diz não transigir, aliás, fiel ao  physique-du-rôle(é assim mesmo que se escreve?) de classe média decadente. Vocifera preconceitos, e lugares-comum, mas se julga acima do bem e do mal.

Paradoxal então que a única verdade que temos no cidadão kezen, aliás, como todos nós, seja as suas contradições. O problema que ele não as enxerga, e insiste em se levar mais a sério do que pode. Resultado: Baixo poder de convencimento, texto ruim, hipocrisia, moralismo estéril e histérico.

Mas, nada tema, cláudio, ciadão kezen, não há porque temer um ao outro. Nós estamos só a nos conhecer melhor.

E eu tenho certeza de que saio melhor disso tudo que entrei, aliás, como sempre fiz. Agora quant a você, sinceramente não sei, pois pelo jeito das suas palavras você nem tem noção direito onde está, o que é um problema, de fato.


PS: Em tempo: eu já passei do tempo "bater para aleijar". Creia é perda de tempo. Mas eu "perdôo" sua inexperiência nesse "ramo".

Um comentário:

Bruno Lindolfo disse...

O músico que toca para um público escroto que diz odiar. Me parece uma contrariedade, e é. Gente que em sua maioria não sabe a diferença entre Miles, Coltrane ou Baker e que, em verdade, acha mesmo é que aquele barulho incomoda o bate papo, regado ao Whisky personalizado e cativo, simbolismo escroto de qualquer status, de sabe-se lá o quê.

Noutras vezes, serve a música para embalar uma fraude a licitações, ou um arranjo jornalístico para destruir reputações.

Dirá que faz por amor a música. Poderia levá-la aonde o povo está, tocando entrecortado por explicações sobre artistas, estilos, guitarras. Por certo, quem se propusesse a ouvir o faria por vontade. Mas prefere se inserir como intruso num ambiente que considera hostil e indigno de sua virtuose.

Seria vergonha dizer que faz por dinheiro, como fazem as putas?

Nesse imbróglio começado pelo próprio músico, sempre ferino nas suas observações sobre o governo, num cinismo que carrega sempre detração aos interlocutores, aos quais atribui debilidades intelectuais, linguísticas, morais, comportamentos infantes e que tais, ao passo que exige para si debate encampado nas idéias.

Quando o faz, o debate ideário, é pobre e reducionista, comodamente postado em sua posição de ausência de posições, que o faz sujeito inexpugnável.

Na postagem originária do problema temos provocações, que respondidas com provocações deram azo à grita por idéias, as quais não dispõe ou expõe.

O resto foi lavação de roupa suja desnecessária, com uma postagem especialmente infeliz desse blog.

Moral da história, em tempos de parábolas, hay que tener cojones, pero sin perder la ternura, jamás.

Que a rotina normal possa se reestabelecer, até a vitória no segundo turno arranjado pelos eleitores de Marina que, em seu purismo lírico, ainda reclamarão do aparelhamento do governo ocasionado pelos alinhamentos políticos necessários a um possível apoio da candidata verde.
Segundo turno, aliás, comprado por tais eleitores como mantra do exercício democrático e aprofundamento dos debates, alvissarado e inflado pela mesma mídia que quedou-se silenciosa ao governo quase monárquico do PSDB em São Paulo.

Como o torto se perfaz na contrariedade, pra quem ainda guarde dúvidas, é possível tirar daí qual seja o "inimigo" a ser enfrentado. Num seguimento empresarial que historicamente se fez locupletar nos governos, há de se perguntar, do que ressente, hoje, a grande mídia brasileira?