domingo, 3 de outubro de 2010

A onda galinha-verde!

Nessa país, a lembrança de "ondas verdes" dói na memória dos que lutam pela Democracia e pelos direitos da maioria do povo.

Na década de 30, havia um movimento integralista forte, que não por coincidência tinha forte apelo por aqui, nessa planície lamacenta, como agora. Os integralistas, chamados de "galinhas verdes", pela cor dos uniformes que envergavam em comícios e passeatas militarizadas, como seus análogos fascistas e nazistas europeus, tinham até pendores nacionalistas, combatiam a corrupção ao governo, mas serviam, na verdade, de esteio ideológico para a intolerância e a demofobia.

O tempo passa, a história se repete como farsa, e eis que a "onda verde" reassume o protagonismo, mas agora, vem travestida do bom mocismo ecomilitante. Pelo Brasil, sua estrutura partidária serve a demos e tucanalhas.

Sua candidata, que até pouco tempo era escorraçada pela mídia que hoje a endeusa, e por que? Ora, ora, porque era do governo que os golpistas pretendem derrubar a qualquer preço.

Esquecem (ah, a memória não é o forte dessa gente sem caráter), que a história da joana d'arc da floresta, ou ao menos, a parte visível dela, foi de militância orgânica com o partido e com as causas que agora abandona.

E ninguém entre eles a chamam de incoerente, afinal, traidores são úteis, até que se tornem descartáveis.

A questão é: Querem o país de volta? Ótimo! Agora, para fazer o quê? O que fizeram em anos e anos de dominação?

Será que esses imbecis não têm a humildade de reconhecer que tiveram 500 anos de chances para transformar esse país em algo que preste, e não só deixaram de fazê-lo, como usaram o poder para se locupletarem, enquanto o povo morria à míngua nas sarjetas?


Mas não há perigo: O fim dos "galinhas-verdes" de hoje será o mesmo que os de outrora: A latrina da História!

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