quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Fala, Bruno!

Com a exceção da questão da "lavagem de roupa suja", que, defendo aqui, foi um ajuste entre uma pessoa que cobra um comportamento público que não pratica na sua intimidade, assino embaixo seu texto. E cuidado, podem te "bater para aleijar", rs:


"Bruno Lindolfo disse...
O músico que toca para um público escroto que diz odiar. Me parece uma contrariedade, e é. Gente que em sua maioria não sabe a diferença entre Miles, Coltrane ou Baker e que, em verdade, acha mesmo é que aquele barulho incomoda o bate papo, regado ao Whisky personalizado e cativo, simbolismo escroto de qualquer status, de sabe-se lá o quê.

Noutras vezes, serve a música para embalar uma fraude a licitações, ou um arranjo jornalístico para destruir reputações.

Dirá que faz por amor a música. Poderia levá-la aonde o povo está, tocando entrecortado por explicações sobre artistas, estilos, guitarras. Por certo, quem se propusesse a ouvir o faria por vontade. Mas prefere se inserir como intruso num ambiente que considera hostil e indigno de sua virtuose.

Seria vergonha dizer que faz por dinheiro, como fazem as putas?

Nesse imbróglio começado pelo próprio músico, sempre ferino nas suas observações sobre o governo, num cinismo que carrega sempre detração aos interlocutores, aos quais atribui debilidades intelectuais, linguísticas, morais, comportamentos infantes e que tais, ao passo que exige para si debate encampado nas idéias.

Quando o faz, o debate ideário, é pobre e reducionista, comodamente postado em sua posição de ausência de posições, que o faz sujeito inexpugnável.

Na postagem originária do problema temos provocações, que respondidas com provocações deram azo à grita por idéias, as quais não dispõe ou expõe.

O resto foi lavação de roupa suja desnecessária, com uma postagem especialmente infeliz desse blog.

Moral da história, em tempos de parábolas, hay que tener cojones, pero sin perder la ternura, jamás.

Que a rotina normal possa se reestabelecer, até a vitória no segundo turno arranjado pelos eleitores de Marina que, em seu purismo lírico, ainda reclamarão do aparelhamento do governo ocasionado pelos alinhamentos políticos necessários a um possível apoio da candidata verde.
Segundo turno, aliás, comprado por tais eleitores como mantra do exercício democrático e aprofundamento dos debates, alvissarado e inflado pela mesma mídia que quedou-se silenciosa ao governo quase monárquico do PSDB em São Paulo.

Como o torto se perfaz na contrariedade, pra quem ainda guarde dúvidas, é possível tirar daí qual seja o "inimigo" a ser enfrentado. Num seguimento empresarial que historicamente se fez locupletar nos governos, há de se perguntar, do que ressente, hoje, a grande mídia brasileira?"

Um comentário:

Kassio disse...

Ué, o Bruno Lindolfo não era tucano? Minha impressão estava equivocada ou ele mudou mesmo de lado?

Se mudou, perdemos um bom soldado.