quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Fala, Brand!

Meu companheiro Brand e suas considerações acerca da nossa conjuntura, vamos a leitura:

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Por que e contra o quê/quem eu luto?*

"A luta em voga é muito simples, eu luto contra a luta de uma outra gente. Luto contra uma gente que quer garantir o status que herdou de uma sociedade colonial e escravocrata, que ainda reluta por existir entre nós. Nesta eleição, a defesa dessa herança se traduz nas mais variadas formas, desde as mais chiques como o esteticismo pseudo-ecológico, até as mais escrachadas presentes nos raivosos panfletos como a Veja, ou mesmo num neo-Udenismo que supostamente é contrário a corrupção.

Todas essas supostas bandeiras nada mais são do que a fantasia que essa gente inventa para manter a injustiça social e moral, da qual eles se alimentam a cada dia. Como não podem assumir nem sequer para si mesmos, quanto mais para toda sociedade, o que realmente defendem, que é a manutenção de uma sociedade injusta que garanta os seus privilégios, inventam bandeiras de aluguel para disfarçar o que realmente sentem. E o que sentem é um imenso ódio contra a ralé brasileira (o povo) e suas formas de vida, e esse ódio se dirige contra o maior símbolo de ascensão desta ralé, a saber, o presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Esse ódio é fruto do MEDO que a ascensão deste povo (ralé), a qual se iniciou a partir do governo Lula, lhes retire o controle tirânico que mantiveram sobre a sociedade brasileira. Tal controle que lhes garantiu o acesso privilegiado aos bens mais valiosos em disputa na sociedade, tanto bens simbólicos como materiais.

Eles estão tomados pelo MEDO de que seus filhos não possam mais ter acesso as melhores escolas, as melhores chances de emprego, um mercado sexual de reserva, e também ter acesso a uma corte de semi-escravos a lhes servir nas mais variadas tarefas da vida. Tarefas essas que vão desde abrir uma porta, lavar o carro até servir sua mesa e seus desejos sexuais mais ocultos (Há um batalhão de putas, travestis, crianças e garotos de programa pobres e miseráveis para cumprir tal papel).

Por outro lado, também estão tomados pelo MEDO que deixemos de acreditar que o estilo de vida da classe média é não só o melhor, mas o único digno de ser vivido. Estão tomados pelo MEDO de que não acreditemos mais que para exercer cargos de mando e política precisa ser doutor e passar pela universidade, que a forma como se divertem e consomem a cultura é mais nobre e sofisticada, que só os jeitos e trejeitos de fala de sua classe que são os corretos e legítimos, temem não poder mais condenar e criminalizar o jeito que os pobres encontram de falar com Deus (ontem eram as afro-brasileiras, hoje seu alvo são os pentecostais), estão tomados pelo MEDO que a fantasia que invetaram pra si mesmos de que são os embaixadores dos valores europeus a domesticar um povo mestiço, selvagem e atrasado não tenha mais eficácia.
Enfim, estão tomados pelo MEDO de que a ESPERANCA de um povo em construir uma sociedade justa, igualitária e soberana com oportunidades para todos, vença mais uma vez o MEDO daqueles que temem perder seus espúrios privilégios.(pausa para mandar um beijo para Regina Duarte)

Por essas e outras luto ao lado da campanha que representa a ESPERANCA. Tal ESPERANCA, baseada também em fatos concretos de 8 anos de avanços que ocorreram no governo Lula, que nos dizem que podemos continuar a sonhar e construir um país justo igualitário e soberano. Logo, estou contra a uma campanha baseada no MEDO, e que por isso não tem sequer uma proposta, apenas luta para espalhar o sentimento do MEDO, junto com mentiras e terrorismo eleitoral, próprios de quem não pode, nem tem coragem de assumir o que realmente defende.
Agora é Dilma! Mais uma vez a esperança vencerá o medo!"


* Dedico este texto a minha irma Rachel Arenari, que por manifestar publicamente seu apoio a Dilma recebe os achaques da escravocrata sociedade campista.

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