sexta-feira, 10 de setembro de 2010

"Realidade virtual: ameaça real"

No mesmo diapasão do extenso e chato texto que publiquei ali embaixo, exercitemos nossa ironia de pequeno calibre, e pouco poder de impacto para imaginar:

No mundo virtual (e ideal), governos estipulariam quantias para a veiculação de propaganda oficial via blogs, onde cada blogueiro teria que disponibilizar uma conta corrente com acesso virtual e permanente para revelar os valores recebidos, sempre vinculados a parâmetros fornecidos pelas estatísticas e amplamente passíveis de fiscalização pelo poder público contratante e pelo contribuinte.

Nesse mundo virtual (e ideal) o acesso da rede se daria pela banda larga grátis, corrigindo uma grave distorção do mundo real: Quando você compra jornal, e lá está uma propaganda de algum programa de governo, você paga duas vezes pela informação: Uma é o preço do exemplar, outra é o seu dinheiro que o dono do jornal cobrou ao governo para veicular a mensagem. E com um grave detalhe: Na "conta de propaganda" você nunca sabe quanto pagou, embora pelo exemplar o preço esteja na capa.

Toda a transação(contratação e pagamento)estaria disponivel na rede, e seria feita pelos meios telemáticos, sem burocracia e papelada.

Assim, de acordo com o tema tratado, poderia o governo centralizar sua veiculação, e os recursos disponíveis para tanto, aos blogs que estariam encaixados no segmento abordado, como por exemplo:

Se a intenção é atingir uma determinada parcela da população, por faixa etária, gênero e localização, os medidores poderiam sofisticar suas possibilidades de pesquisa(um avanço tecnológico e inovador que poderia ser suscitado e contratado pelos próprios cleintes/governos), e forneceriam assim os dados que comprovariam a eficiência dos veículos e das mensagens, quase em tempo real. Bem diferente dos "chutes" e das medições de audiência promovidos pelos próprios meios que "vendem sua relevância e seu alcance" para absorver as verbas de publicidade.

A disseminação secundária ficaria a cargo da expansão "viral", que só é possivel na grande rede!

Mais divulgação, possibilidade de ouvir a opinião do público alvo e preço menor. Nesse mundo virtual, a economia do dinheiro público é uma ameaça real aos monópolios do informação.

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