quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O que é isso?

O exercício penoso e torturante de ouvir alguns programas de rádio durante as manhãs se tornou um fardo ainda pior.

Não que se espere muita coisa, e o festival de asneiras flui como uma torrente incontrolável.

Mas hoje, o programa de rádio que serve o grupo da lapa, na rádio da faculdade que vive às custas do governo municipal, eu ouvi algo que custei a acreditar.

Depois do dilúvio de asneiras proferidas pelo professor e oráculo, o "aprendiz de feiticeiro" deve ter se animado.

O "quase-locutor" lascou, quando comentava futebol: "Se eu fosse técnico e policial..."

O seu interlocutor, o secretário-zumbi perguntou: "O que você faria...?"

E o impávido colosso de burrice mordeu a isca: "Ah, se eu fosse técnico, fulano não jogaria, e se fosse policial ia ter muito bandido morto..."

Lógico que não defenderemos que a fala do "locutor" o torna um assassino, nem que incentivaria policiais a cometer tal loucura, mas o fato é preocupante, ainda mais se considerarmos que a estação que utiliza para dizer tanta besteira é "educativa"!
Usar uma concessão pública para referendar o a "pena de morte" é grave, e extrapola os limites da liberdade de expressão!

O seu discurso reflete o estado de beligerância da sociedade, que em última instância, legitima e concorda com essas "soluções de força", combustível dos "bondes de extermínio".

É esse tipo de gente que alimenta o mito "tropa de elite".

Esse tipo de sandice é a tinta sanguinária das estatísticas de homicídios no país, depois reportadas, cinicamente por essa mídia, como "mortes associadas ao tráfico", ou "morreu mais um que tinha passagem pela polícia".

O problema é que, na hipocrisia a serviço dos patrões e da elite, quando há uma "morte mal matada", onde a vítima é o que eles consideram "gente de bem", no estranho juízo de valor mediado pela questão de classe, aí eles gritam em coro: "Abaixo a violência policial".

Mas esse é o preço por alimentar de ódio quem deve ser instrumento de Justiça, e nunca de "vingança".

Olho por olho, e todos acabarão cegos, mas, pensando bem, esse imbecil não enxerga nada faz tempo!

Se houvesse algum tipo de fiscalização, o "quase-locutor" deveria sofrer uma "reprimenda pública" ou responder pela apologia que fez ao crime!

Caso contrário, a omissão da faculdade, da direção da rádio educativa ali sediada, e dos órgãos fiscalizadores significa uma perigosa anuência, pois quem cala, consente!

2 comentários:

Anônimo disse...

Camuflados pela campanha eleitoral para a Câmara de deputados, Assembléia Legislativa, Senado, Governador e Presidente, a turma da Lapa já está fazendo campanha para a eleição suplementar. O sr. Suledil está rodando a cidade discorrendo sobre os pontos (que ele acha) positivos da curta passagem de Rosinha pela Prefeitura.

douglas da mata disse...

Isso é um direito dele, e dos seus pares.