quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Nova idade média!

A França avança...rumo ao retrocesso. Depois de eleger os ciganos (os roma, como são conhecidos) os bodes expiatórios da vez, e promover um expurgo desses cidadãos de seu território, o governo francês, liderado pelo descendente de húngaros, Sarkozy, decidiu intervir do sagrado direito de culto e da manifestação religiosa.

Sob o argumento de que a burka (vestimenta que cobre todo o corpo feminno) e de outro véu que cobr todo o rosto, o qual me esqueci o nome, são símbolos de subjugação feminina ao machismo islâmico, o Senado francês aprovou a lei que segue para sanção presidencial.

Se assim for, estarão rasgados os princípios caros aos franceses: liberdade, fraternidade e igualdade!

Resta perguntar, seria o caso de acabar com os conventos de clausura, onde religiosas são mantidas em cárceres? Lógico que não, trata-se de uma escolha, assim como outros símbolos e práticas religiosas!

Abuso, dominação? Talvez. Mas cada religião trata as mulheres de seu jeito, e escolher religiões é, em países como a França, uma decisão livre.

Se defendemos que as questões religiosas não podem orientar ações de um Estado laico, também o fazemos para afastar o autoritarismo estatal sobre a individualidade de cada cidadão, nos assuntos que lhe interessa.

Caso haja abusos, deverá o Estado intervir, principalmente se as supostas "vítimas" noticiarem tais fatos.

O alvo do governo francês é determinado, embora disfarçado em ideal de liberação feminina: Provocar um sentimento de repulsa milhões de muçulmanos que vivem na França e na Europa, acirrando conflitos, minando a confiança.

Uma volta ao poassado.

Um comentário:

Claudio Kezen disse...

O Sarkozy é um idiota perigoso e está cutucando a onça com vara curta.

A França é historicamente ligada pelo colonialismo à países africanos como Argelia, Tunísia, Marrocos, Costa do Marfim, Camarões, etc...

Destes países é formado um enorme contingente de mão de obra barata, tanto de cidadãos franceses como de imigrantes que fazem o trabalho subqualificado, que o francês de origem européia não quer fazer.

De Marselha no Mediterrâneo à Paris estas pessoas estão instaladas nos arredores das grandes cidades, formando uma multidão pluri racial e étnica que incomoda a direita francesa já há algum tempo.

Estes bairros árabes/africanos são quase sempre de origem muçulmana e se ressentem da falta de políticas de estado que os integre ao sonho de pertencer a uma Europa unificada.

Neste barril de pólvora uma faísca pode fazer explodir a violência que será duramente reprimida pela polícia branca.

Não é o papel de um estado laico com a tradição do francês ou de qualquer outro este tipo de proibição.