sábado, 4 de setembro de 2010

Mortos com o próprio veneno!

Não consideremos esse último factóide criado pela mídia serrista! Esqueçamos (ué, já esquecemos?) aquele caso da suposta reunião de Dilma coma aquele senhora perua (qual é mesmo o nome dela?), que afirmou, embora nunca tenha provado, que a candidata, então ministra, lhe pediu para agilizar as apurações acerca de um aliado do governo (quem era mesmo?), versão largamente utilizada, à época, pela mídia golpista, que na mesma proporção que deu um status de fim de mundo as "denúncias", as abandonou sem que tivesse conseguido confirmar um minúsculo fato que fosse!

A blindagem que o PT, Lula e Dilma parecem ter conquistado não é só resultado da enorme aceitação do governo, e da certeza que a população tem de que as coisas estão no rumo certo, embora muito tenha que ser corrigido, e muito mais ainda esteja por fazer.

Foi a própria midia golpista que deu o antídoto para o veneno que usou em overdose. A banalização dos escândalos sem comprovação corroeu a credibilidade da mídia, que não consegue mais causar os estragos com seu sensacionalismo marrom.

Esse é um dano grave a nossa Democracia, quando os meios de comunicação, de tanto agirem como partidos políticos, perdem a capacidade de mobilizar a opinião pública para temas sérios.

É como aquele sujeito que adora pregar peças, e pede socorro em falso afogamento, ou anuncia falsos incêndios, e quando há uma tragédia em curso, ninguém acredita e todos ficam em perigo real!


O "afogamento" da mídia é real, mas o risco é de toda a sociedade!

Não se trata apenas de isolar a mídia golpista, e escanteá-la em algum grotão qualquer. É preciso e urgente enquadrá-la em regras, determinar os limites para o exercício de sua liberdade, para que uma parte da credibilidade seja recuperada. E a melhoria da mídia só acontece com a exposição dela a mais e mais outras fontes de opinião e conteúdo. Viabilizar mídias alternativas, com o fomento das verbas públicas, que, hoje, servem apenas para concentrar o poder informativo na mão de poucos, é uma tarefa inadiável para o fortalecimento de nossa Democracia, e não será o mercado que cumprirá essa obrigação.

Cabe ao Estado zelar pela atividade fiscalizatória que bons órgãos de comunicação e bons jornalistas possam realizar em um ambiente competitivo, politizado, mas com ampla possibilidade de contraposição de idéias e interesses, apreço aos fatos, e distinção clara entre noticia e opinião!

É preciso reinventar a imprensa brasileira, é preciso "salvá-los" deles mesmos!

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