segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Estadão e Folha SP assumem posição: Uma vitória e não uma concessão!

Não há em política espaço vazio. Logo, não há espaço vazio na luta política pelo controle da comunicação social (sim, e disso que se trata todo esse debate acerca de "censura" e "golpismo"), muito menos.

Os editoriais do Estadão e da FSP são históricos, menos no conteúdo, que já estava evidente antes da autodeclaração, ou seja: qualquer um saberia dizer da parcialidade daqueles meios a favor do candidato tucano., mas muito mais pelo efeito que terão em nossa sociedade.

A mídia reduziu todo o debate presidencial em torno de si, partidarizou-se e "pagou um preço" por isso: Teve que dizer de que lado estava, e não mais lhe é permitido esconder-se atrás do "mito da imparcialidade".

Mas esse processo não foi espontâneo, ou uma "escolha editorial" desse setor avesso a mudança, ou pelo menosm de mudanças que maculem seus interesses e de seus sócios de poder.

Foi um conquista, depois de luta árdua com os setores (a blogosfera) que essa mídia, primeiro tentou ignorar, depois, caluniar, e agora, sucumbe pautada pela necessidade de se situar nessa luta. Foi obrigada a admitir, antes, que havia essa luta, embora sempre negasse.

Os blogs "obrigaram" os barões de mídia a se posicionarem como tais.

As cartas foram lançadas. Agora o jogo parece mais claro.

Não há mocinhos, nem tampouco bandidos. Há interesses. Melhor assim.

Uma pena que por aqui, os barões da mídia contiuem a "brincar" de "jornalismo asséptico e neutro".

Mas já, já eles entendem. Ou não?

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