segunda-feira, 6 de setembro de 2010

E aí?

Pergunta feita a Hommer Simpson por um nativo do Pacífico Sul, que ouvia sua pregação de missionário, lendo um dos salmos da bíblia, em um episódio da série:

"Se deus é todo poderoso, por que ele se importaria se o veneramos ou não?"

É por essas e outras que adoro os Simpsons!

11 comentários:

Gustavo Carvalho disse...

Caro Douglas, esse raciocínio é só uma reatualização do clássico argumento metafísico sobre a perfeição divina (Deus = motor imóvel): Perfeição (a posse de todas as qualidades) = autosuficiência, portanto a ausência de necessidades/desejos. Então, "por causa de que" ELE teria o interesse em criar o cosmos/mundo/homem???
A resposta calhorda da tradição cristã: Deus = amor/doação (ágape), ato magnânimo (CRUEL?) de criação voluntária e gratuita de "sentido".
Saravá misifio

douglas da mata disse...

resumindo: um velho sádico e fdp!

Saravá, hu-hum!

Anônimo disse...

já vi machões ateus na hora do pega pra capar, aquela em que somos requisitados para virar caveira, esqueleto desossado pedir arrego e clamar por Deus. É um paradoxo essa necessidade constante que se tem em se desqualificar essa energia sublime que a tudo organiza e provê e que para cada crença tem um nome ao mesmo tempo em que ao refletirmos um pouco, nos veremos a nossa insignificância e limitações, que nos fazem tem medo até de injeção e cadeira de dentista. Deus é um tema interessante para se estabelecer um debate? E esse debate poderia acontecer sem que se perdesse a linha do lógico e do respeito?

douglas da mata disse...

Esse tipo de argumento é pueril, mas vamos mesmo assim ao debate, em respeito a vc, comentarista e não a deus, que fique claro, pois não respeito o que não existe:

1. O fato de existirem pessoas que "se curvem" quando submetidas a necessidades extremas não prova que deus existe, prova que aquela pessoa chegou ao seu limite de tolerância;

2. Foi acreditando nisso que se torturou tanto durante a história da Humanidade, e a Inquisição, em nome de deus, foi uma "escola" poderosa de meios de "convencimento" e de quebra da "VONTADE";

3. Se o seu "raciocínio" está correto, e deus ficar a espera do sofrimento para provar a si mesmo, então eu tenho razão, no fim das contas: é um velho sádico!

Trate sua crença com o respeito que quiser, mas respeite o meu direito de desprezar o que não creio, é simples assim!

douglas da mata disse...

PS: embora isso não lhe diga respeito, já enfrentei diversas situações nas quais fui cortejado pela morte, ou pelo sofrimento, e acredite: foi justamente na minha capacidade de me reinventar e superar que passei a acreditar mais em mim, e ter a certeza que não há nada que organize o mundo, senão o caos!

"Minha vida é cicatriz, minha morte não me quis",

como disseram os Mutantes na década de 70.

um abraço, e volte sempre, crendo ou não!

Gustavo disse...

Essa linha dos Simpsons é muito boa, aliás, como sempre.

Mas em relação a Deus, lembro um episódio em que Homer e Bart estão assistindo um filme bíblico, no qual Moisés divide as águas do Mar Vermelho. Acontece o seguinte diálogo:

Bart: Esse Deus é o máximo!

Homer: É o meu personagem de ficção favorito!

Anônimo disse...

CONVITE!

ACADEMIA CAMPISTA DE LETRAS
DIA: 13/09/10(SEGUNDA-FEIRA);
HORÁRIO: às 19h;
LOCAL:JARDIM SÃO BENEDITO.

Palestra com o Professor JOEL FERREIRA MELLO:
O projeto poético-existencial de Mário de Andrade.

Obrigado! Professor Moisés Pereira da Silva.

Anônimo disse...

Não me refiro ao deus emprestado pelos pregadores que usam o seu nome para e em nome dele enriquecer, ficar mais poderoso, matar e outras aberrações comuns que a História mostra, aí inclui-se e você tem razão, Douglas, a Santa Inquisição, a dupla Igreja/Estado, as atuais religiões que enfocam prioritáriamente o dinheiro. Quero me referir ao Deus que está presente lá no interior da floresta ainda não empestiada ou catequisada pelos brancos, na energia bruta das fontes limpas, na floresta densa e respeitada pelos nativos sem que ninguém tenha chegado pra eles e pedir que a preservassem. Nessa energia maior que nós que equilibra o universo. Nessa energia irresistível que te faz cordial, apesar de bruto, naquela que te reconforta e te dá paz, quando a escolha é a melhor e o teu íntimo te diz que você acertou e não tem do que se arrepender depois. Não o Deus que as catequistas ensinaram com um chicote nas mãos a te esperar e pelos seus mal feitos te mandar para o inferno, Mas sim o Deus que te aceita e te ama do modo que você é, porque você é parte Dele, como se fosse uma gota que se desprendesse de uma nuvem maior, para voltar pra Ele mais cristalina ainda. Deus é amor infinito, inesgotável e sem julgamento. Deus é energia pura, permeia tudo e está em toda parte. Ele está até no teu gosto higiênico de pregar e gostar de coisas boas e das pessoas que fazem coisas boas.

Gustavo Carvalho disse...

Aliás, como essa "coisa" da integridade da pessoa humana é uma conquista do iluminismo modernizante, o modus operandi da confissão legítima da Santa Inquisição só tinha validade se ocorresse através/por meio/depois da TORTURA. Não podemos nos esquecer que a cultura do SACRIFÍCIO encontrava no suplício do OUTRO seu tipo ideal supremo.
Abç

douglas da mata disse...

Gustavo:

O binômio: Sacrifício x culpa!

A base filosófica para a ideologização da dominação "espiritual".

Um abraço.

douglas da mata disse...

Caro comentarista, vou encerrar o debate por aqui, não porque despreze a contenda, mas pela sua pouca capacidade de entender o que se passa por aqui, e sua tentativa chula de contrabandear sua evangelização, vamos lá:

1. não sabemos bem o que você define como "deus", pois ora você diz que é aquele que submete "ateus machões" na hora do "pega pr'á capar"(palavras suas, entre as devidas aspas), e quando desmascaramos sua versão velho testamento, ora você pula para o deus-amor do segundo testamento, o "deus" que sofre e ama incondicionalmente, já dosmesticado para agradar a necessidade ideológica de conversão de grandes massas populacionais, ora você opta pelo deus-gaia ou deus-energia, ou qualquer outra denominação que torne tão etérea a descrição, que nem você enfim saberá mais no que crerá.

você tem que escolher: ou personifica e humaniza "deus" como os cristãos, ou dá uma dimensão holística e imaterial. Ou codifica e normatiza em um codex(religião)ou relativiza em uma visão panteísta.

não dá é para misturar tudo, e utilizar a versão que te convém, à medida que a discussão destrói seus dogmas enfraquecidos.

quando você escolher que tipo de "deus" você acredita, você volta, traz ele aqui, e então a gente mata ele de novo!

um abraço.

PS: eu nunca tenho certeza das escolhas, e nem tampouco estou em busca de paz, se o preço para isso for me curvar a algum tipo de fé em algo que não posso provar a existência!
me dou feliz por estar permanentemente em dúvida!