quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Marina, a Joana D'Arc da Floresta Encantada do PIG!

Não há retoques a imagem pessoal da candidata Marina Silva, ex-ministra do governo Lula, que esteve no cargo desde 2003 até o final do segundo mandato.

Nossa crítica é política, e para isso servem o debate e as eleições: Demarcar campos e tendências, debater informações e  tomar decisões.

Primeira premissa falsa que gostaríamos de destruir: Marina chegará ao segundo turno ou Marina é uma terceira via.

Mentira:
Votar em Marina é votar em um segundo turno para zé serra, e paradoxalmente, fornecer a direita mais retrógada e conservadora, a chance de uma sobrevida. Marina é o plano "B" do PIG, desesperado e espumante.
Gostem ou não os seguidores da joana d'arc da floresta essa é a realidade que os números e a conjuntura política apresentam, e isso sequer é novidade, pois vejamos:

A base de sustentação da candidatura "verde" sempre esteve associada ao fato de funcionar como linha auxiliar da candidatura demotucana. Desde seu lançamento, com amplo apoio da mídia que a escorraçava enquanto estava ministra do ambiente, a candidata nunca disputou votos com o candidato de ffhhcc, mas sempre se portou como uma alternativa "limpa" ao governo do PT, ou uma "radicalização" das propostas desse governo, embora até hoje, a exceção da catilena "verde" para boi dormir, não tenha aprofundado nenhum dos temas do debate que diz propor.

Repetiu a sanha neoudenista e denuncista, no roteiro encaixado para ela na mídia nacional, e só

Como foi "criada" para arrancar votos da base mais volátil de apoio ao projeto político do governo, a velha classe média, a joana d'arc da floresta encantada do PIG, onde lobos são cordeiros, fascistas posam de democratas e patrões de mídia são chamados de "colegas", não tem como fugir ao seu destino, e a máscara cai: Marina tenta ser o anti-Lula que serra não conseguiu ser.

O que ela não diz é que a parte relevante de sua vida pública está ligada ao projeto que ela agora diz desprezar.

O que ela não explica é como vai "radicalizar" esse projeto petista, com uma "cruzada ética" tendo ao seu lado pelo país inteiro gente como césa maluco maia, que no RJ é aliado preferencial dos "verdes". Como fará isso, sendo o PV no Brasil uma muleta do conservadorismo de direita, ou como querem alguns, um mataborrão ambiental para consciência pesada do grande capital.


Eu pergunto, caso o improvável aconteça, e a joana d'arc chegue ao segundo turno, quem ela buscará apoio para ganhar o pleito e governar esse país?Quem se aliará a joana d'arc para ela ganhar? O numeroso movimento do PSOL, do PSTU, ou do PCB? Ou os enormes votos de Eymael e Levy Fidélis?
E mais: Do lado de quem a mídia PIG cerrará fileiras nesse improvável 2º turno?

Se responderem essas perguntas, os "marineiros de primeira viagem" terão resolvido a questão de fundo dessa candidatura "biônica" na direita brasileira.

Estarão lado a lado com o que há de pior na cena política brasilieira, incensados e tutelados pelos editoriais de veja, folhas e jn.

Logo, se nossas companhias nos condenariam, o que dizer das "novas" companhias da joana d'arc?

O que ela não enxerga é que a fogueira está pronta, os acordos fechados, e a "visionária" já tem sua utilidade definida.

O que o PIG não te conta.

Debate nessa 6ª na UFRJ. Quem tiver chance, não perca:

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

albertinho: O nosso Tiririca!

Ontem, publiquei um texto onde me referia ao vereador albertinho como um idiota, uma vez que ele, assim como um bando de outros mais, tentaram trazer o debate politico acerca das eleições presidenciais para a "sarjeta", em coro uníssono com todo o PIG nacional e local, as vivandeiras dos quartéis e as viúvas do ffhhcc.

De bate e pronto, recebi comentários acerca das qualidades pessoais do vereador, ou a falta delas.

Vamos situar a crítica: Não conheço o vereador pessoalmente, e nem pretendo, portanto, minha opinião sobre ele se prende a sua atuação pública: Eivada de idiotices, quer na sua "defesa cega" do grupo(ou quadrilha, como já disse sentença judicial) da lapa, quer naquelas que proferiu ontem no púlpito da casa de telhado de vidro, acerca da candidata do PT, Dilma Roussef.

A falta de "escolaridade formal", ou a dita "ausência de dotes acadêmicos" não inviabiliza a ação política, nem o exercício do mandato.

Nada, ou pouca coisa separa um "tiririca" de um arthur virgílio ou um agripino maia, a não ser o fato de que um se assume como tal (uma piada), e os outros dois se levam a sério, mas agem como bufões. Ou dá para levar a sério um césar, maluco, maia?

O corte de classe que "julga" uns despreparados, e outros como "aptos" não cansa de se mostrar ineficaz para delimitar a "utilidade" dos nossos representantes.

Fomos, ao longo de 500 anos, governados por doutores de anel, generais, tecnocratas, especialistas, etc, etc, etc. Todos incapazes de colocar o interesse público acima dos interesses dos seus grupos. Todos reféns da patrimonialização do Estado. Todos subservientes e servidores incontestes das teses da excclusão e marginalização.

"Tiririca" não é um bom representante? Quais foram os critérios que estabeleceram essa premissa? E melhor: A serviço de quem estão esses critérios?
São os mesmos critérios que avaliavam o Índio Juruna, e "folclorizavam" sua figura para esconder o fato de que ele trazia para o debate temas importantes para serem debatidos: O genocídio de sua etnia.

Assim, reafirmo minha opinião sobre o vereador albertinho: ele é um idiota porque faz e diz idiotices políticas, mas nunca por causa de sua origem, sua escolaridade ou sua capacidade de pronunciar um português empolado e cheio de salamaleques e rococós.

Nada o impede de deixar de sê-lo, como nada impede "Tiririca" de ser um bom deputado federal, a não ser que ele esteja impedido, se comprovada sua condição de analfabeto, como veda a Lei.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

É Dilma no 1º turno!

Carta aberta à militância do PT
Por José Eduardo Dutra
Companheiras e companheiros,

Chegamos à reta final de um processo eleitoral histórico, que fará de Dilma Rousseff a primeira mulher presidente do Brasil.

Com Dilma, no próximo domingo teremos a oportunidade de eleger o terceiro governo popular e democrático do Brasil.

É o momento de confirmar a opção pela mudança, que a sociedade brasileira fez ao eleger o presidente Lula pela primeira vez, em 2002.

É o momento de garantir as conquistas acumuladas nos últimos oito anos; e de avançar ainda mais na construção de um país melhor, mais desenvolvido e socialmente mais justo.

A candidatura da companheira Dilma Rousseff é a certeza de que esse projeto vai prosseguir nos próximos anos.

Ela foi construída sobre uma sólida base de apoio social ao governo do presidente Lula.

Em torno dela formou-se um amplo arco de alianças, agregando todas as forças políticas que nos ajudaram a construir o projeto de desenvolvimento com distribuição de renda e ampla inclusão social.

Dilma Rousseff representa o Brasil que se transforma, que é amado por seu povo e respeitado em todo o mundo.

Ao longo dessa campanha, Dilma defendeu este projeto nos comícios, nas ruas, nos debates, nos programas de rádio e tevê.

De nossos adversários, que não têm proposta, não têm discurso, não têm representatividade, tudo o que ouvimos foi uma campanha de mentiras, falsidade e golpes baixos.

Vamos vencê-los no voto, mais uma vez.

Vamos dar a eles mais uma lição de democracia.

Vamos confirmar nas urnas o que já se sente nas ruas, nas fábricas, nas escolas, na internet: é Dilma vitoriosa no primeiro turno das eleições.

É nessa hora, nesses últimos dias de campanha, que a militância do PT vai fazer a diferença mais uma vez.

Eu me dirijo a vocês, como presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, para convocar a militância mais aguerrida do Brasil.

Você, que tem uma estrela vermelha no peito, pegue sua bandeira, reúna os companheiros, vá para as ruas defender nossa candidata, a candidata do PT e do presidente Lula.

Distribua nossas mensagens pela rede, acione o tweeter, siga nossos blogs, combata as mentiras e os boatos que os adversários espalham.

Vamos mostrar a eles que temos o melhor projeto, a melhor candidata, a melhor aliança.

E vamos mostrar, mais uma vez, que temos algo que nenhum outro partido tem: a militância mais apaixonada desse país.

É a nossa militância que vai fazer a diferença na reta final. Vamos pras ruas, vamos para decidir. Vamos fazer História mais uma vez.

Vamos com garra e determinação, com amor pelo Brasil, com a força do PT.

Vamos para a vitória no dia 3 de outubro!

http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/eleicoes-2010-11/presidente-do-pt-convoca-militancia-para-garantir-vitoria-de-dilma-no-domingo-22681.html

Poemas de lama!

A morte não é nada
Se comparada com a certeza
De que ela existe
E ela espera
Sem pressa
Sem tempo
Sem aviso
A solução
Da equação simples
A morte zera o resultado
Fator de sinal invertido
Com o acaso de ter nascido

Enquanto vives
Não se iluda
Amor não existe
Ninguém é feliz
Tudo não passa
Como diz aquele roteiro
"de uma falha da Matrix"
E como dois não são cinco
Não há nada antes
Nem depois.
Só o absoluto zero.

damata.

aos 40 anos mais três dias.

Salve os Mutantes!

Rita Lee foi uma decepção nesse verão em Atafona, mas não dá para esquecer a riqueza criativa de Sérgio Dias e os Mutantes, onde cantava aquela magrinha-gringa. Destaco dois versos fundamentais que grifei aí embaixo: "(...)minha dor é cicatriz/minha morte não me quis(...)"

2001 Mutantes
Astronauta libertado
Minha vida me ultrapassa
Em qualquer rota que eu faça
Dei um grito no escuro
Sou parceiro do futuro
Na reluzente galáxia

Eu quase posso falar
A minha vida é que grita
Emprenha se reproduz
Na velocidade da luz
A cor do sol me compõe
O mar azul me dissolve
A equação me propõe
Computador me resolve

Astronauta... (refrão)

Amei a velocidade
Casei com 7 planetas
Por filho, cor e espaço
Não me tenho nem me faço
A rota do ano-luz
Calculo dentro do passo
Minha dor é cicatriz
Minha morte não me quis(grifo nosso)

Nos braços de 2.000 anos
Eu nasci sem ter idade
Sou casado sou solteiro
Sou baiano e estrangeiro
Meu sangue é de gasolina
Correndo não tenho mágoa
Meu peito é de sal de fruta
Fervendo num copo d'água

Astronauta... (refrão)


http://www.vagalume.com.br/os-mutantes/2001.html#ixzz10rQF0Zws

Boca de fossa!

Pelo que disse hoje, no plenário da casa de telhado de vidro, não restam dúvidas:

O vereador Albertinho é um idiota!

Mas em respeito ao contraditório, que ele não conhece, e muito menos respeita, eu desafio: Se ele provar com a fonte, vídeo ou por qualquer outro meio aceitável, a fala que atribuiu a Dilma Roussef, e que ele divulgou para a platéia na sessão de hoje, eu encerro meu blog, e passo a me chamar, eu mesmo, de idiota!

Por enquanto, fica nossa constatação:

O vereador Albertinho é um idiota!

Os fatos, a torcida, os fatos torcidos e o contorcionismo 2!

Esse título já serviu a outro texto publlicado nesse blog. E servirá a milhões de outros mais, na medida que o PIG nacional e local continuam a se comportar com sempre.

Hoje, a novo "raid", quase que em uníssono, revelando uma "singela simbiose" de pautas, é o "resultado" do "datafalha", instituto de "futurologia" da famiglia da folha.
A folha de SP, que fique claro, mas que de certa forma, representa os barões da mídia ao redor do país, e sua mania de imaginar que só existe uma realidade: a que lhes favorece!

Quem se der ao trabalho, e não é muito trabalho, com a fartura de dados disponíveis, e comparar o "comportamento" dos números das pesquisa das intenções de voto observará no "insituto de futurologia datafalha" um movimento apelidado de "boca de jacaré".

A curva estatística do "datafalha" começou bem distante dos números do Vox Populi, do Sensus e até do seu "irmão em armas", o Ibope. Enquanto esses últimos apontavam a subida e a virada de Dilma, o "datafalha" estancou e optou por mostrar esse movimento de "forma lenta e gradual".

Quando se tornou inevitável, e a manobra não surtiu o efeito desejado: forjar a realidade pela qual torciam, renderam-se aos fatos, e aproximaram sua "curva" dos demais, a fim de tentar, no desespero, resgatar o resto de credibilidade que ainda imaginavam ter.
Lembraram que instituto de pesquisa deve resistir a tentação de "moldar" a realidade, por mais que seus patrões assim desejem, caso contrário, tornam-se ferramentas inúteis, e a própria recusa do instituto em "enxergar" os números já ameaçava a estratégia de campanha do candidato tucano, ao qual aderiram a folha de SP e todo o PIG nacional.

Agora, perto do fim, o "datafalha" retrocede e cede aos apelos do PIG e dos seus compromissos ideológicos.
Une-se ao esforço de "fabricar" um segundo turno.

Perguntam alguns: São verdadeiros os números?

Pouco importa, respondo.

O que está em jogo é a capacidade do PIG em transformá-los em verdade, após torcerem fatos e a realidade.

O "datafalha" deixou de ser um instituto de pesquisa, e se tornou em instituto de propaganda.

A "coisa" 'tá tomando forma!

Os blogs progressistas do Estado do Rio de Janeiro se organizam. Caminham rumo a uma estrutura que possibillite ampliar o serviço que prestam: Produzir informação e suscitar o debate democrático.

No próximo dia 04 de outubro, no Sindicato dos Bancários, na capital do Estado, na Avenida Presidente Vargas, 502, no trecho entre a Av. Rio Branco e Uruguaiana, às 18 horas, acontecerá mais uma reunião do RioProBlog, leiam:


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Reunião #RioBlogProg está chegando: dia 04/10 (segunda), 18h!

Dois pesos, duas medidas, sempre!

Em primeiro lugar, deixemos as coisas claras:
Esse blog é contra a pena de morte.
Esse blog é pelo direito internacional da soberania e autonomia dos povos para decidirem com irão aplicar suas leis penais.

Por isso, não nos assusta que no último dia 23 de setembro, Teresa Lewis, condenada à morte pela Corte do Estado da Virgínia, EEUU, tenha sido executada por injeção letal.

O que nos assusta é o silêncio do PIG e de vários blogs, que, com silêncio e indiferença não gritaram pelos direitos humanos daquela mulher, nem acusaram os EEUU, muito menos o estado da Virgínia de atentar contra o gênero feminino.

Ninguém pediu o rompimento diplomático com os EEUU.

Detalhe: Virgínia foi submetida a um teste de QI, pois desconfiava-se de que não era capaz de entender a totalidade de seus atos, e o resultado deu 72, apenas dois míseros pontos acima do mínimo exigido para definir seu estágio cognitivo como "normal".

Outro detalhe: Seus dois cúmplices, que a manipularam(conforme consta do processo), sendo que um deles apertou o gatilho, para receberem o seguro da vítima, foram condenados a prisão perpétua, ao contrário de Virgínia.

Repetimos a pergunta da coluna A Semana, de Carta Capital: Será que toda essa indiferença se deu pelo fato de que ela não morava no Irã?

Quem sabe?

Minha declaração de voto:

Presidente: Dilma Roussef
Governador: Sérgio Cabral
Senadores: Lindberg Farias e Crivella
Deputado Federal: Chico D'Ângelo nº 1310
Deputado Estadual: Zaqueu Teixeira nº 13333

Dá-lhe Lindberg!

O candidato favorito a ocupar uma das vagas do Estado do Rio no Senado pelo PT, ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias estará hoje em Campos dos Goytacazes.

Sairá do aeroporto em carreata, com horário previsto para as 09 horas e 30 minutos.

Depois fará, se a chuva deixar, uma caminhada pelo calçadão.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Para inglês ver...e admirar!

por Hugh O’Shaughnessy, no ”The Independent”

"A mulher mais poderosa do mundo começará a andar com as próprias pernas no próximo fim de semana. Forte e vigorosa aos 63 anos, essa ex-líder da resistência a uma ditadura militar (que a torturou) se prepara para conquistar o seu lugar como Presidente do Brasil.
Como chefe de estado, a Presidente Dilma Rousseff irá se tornar mais poderosa que a Chanceler da Alemanha, Angela Merkel e que a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton: seu país enorme de 200 milhões de pessoas está comemorando seu novo tesouro petrolífero. A taxa de crescimento do Brasil, rivalizando com a China, é algo que a Europa e Washington podem apenas invejar.
Sua ampla vitória prevista para a próxima eleição presidencial será comemorada com encantamento por milhões. Marca a demolição final do “estado de segurança nacional”, um arranjo que os governos conservadores, nos EUA e na Europa uma vez tomaram como seu melhor artifício para limitar a democracia e a reforma. Ele sustenta um status quo corrompido que mantém a imensa maioria na pobreza na América Latina, enquanto favorece seus amigos ricos.(grifo nosso, ver nota de rodepé)*
A senhora Rousseff, a filha de um imigrante búlgaro no Brasil e de sua esposa, professora primária, foi beneficiada por ser, de fato, a primeira ministra do imensamente popular Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ex-líder sindical. Mas com uma história de determinação e sucesso (que inclui ter se curado de um câncer linfático), essa companheira, mãe e avó será mulher por si mesma. As pesquisas mostram que ela construiu uma posição inexpugnável – de mais de 50%, comparado com menos de 30% – sobre o seu rival mais próximo, homem enfadonho de centro, chamado José Serra. Há pouca dúvida de que ela estará instalada no Palácio Presidencial Alvorada de Brasília, em janeiro.
Assim como o Presidente Jose Mujica do Uruguai, vizinho do Brasil, a senhora Rousseff não se constrange com um passado numa guerrilha urbana, que incluiu o combate a generais e um tempo na cadeia como prisioneira política.
Quando menina, na provinciana cidade de Belo Horizonte, ela diz que sonhava respectivamente em se tornar bailarina, bombeira e uma artista de trapézio. As freiras de sua escola levavam suas turmas para as áreas pobres para mostrá-las a grande desigualdade entre a minoria de classe média e a vasta maioria de pobres. Ela lembra que quando um menino pobre de olhos tristes chegou à porta da casa de sua família ela rasgou uma nota de dinheiro pela metade e dividiu com ele, sem saber que metade de uma nota não tinha valor.
Seu pai, Pedro, morreu quando ela tinha 14 anos, mas a essas alturas ele já tinha apresentado a Dilma os romances de Zola e Dostoiévski. Depois disso, ela e seus irmãos tiveram de batalhar duro com sua mãe para alcançar seus objetivos. Aos 16 anos ela estava na POLOP (Política Operária), um grupo organizado por fora do tradicional Partido Comunista Brasileiro que buscava trazer o socialismo para quem pouco sabia a seu respeito.
Os generais tomaram o poder em 1964 e instauraram um reino de terror para defender o que chamaram “segurança nacional”. Ela se juntou aos grupos radicais secretos que não viam nada de errado em pegar em armas para combater um regime militar ilegítimo. Além de agradarem aos ricos e esmagar sindicatos e classes baixas, os generais censuraram a imprensa, proibindo editores de deixarem espaços vazios nos jornais para mostrar onde as notícias tinham sido suprimidas.
A senhora Rousseff terminou na clandestina VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares). Nos anos 60 e 70, os membros dessas organizações sequestravam diplomatas estrangeiros para resgatar prisioneiros: um embaixador dos EUA foi trocado por uma dúzia de prisioneiros políticos; um embaixador alemão foi trocado por 40 militantes; um representante suíço, trocado por 70. Eles também balearam torturadores especialistas estrangeiros enviados para treinar os esquadrões da morte dos generais. Embora diga que nunca usou armas, ela chegou a ser capturada e torturada pela polícia secreta na equivalente brasileira de Abu Ghraib, o presídio Tiradentes, em São Paulo. Ela recebeu uma sentença de 25 meses por “subversão” e foi libertada depois de três anos. Hoje ela confessa abertamente ter “querido mudar o mundo”.
Em 1973 ela se mudou para o próspero estado do sul, o Rio Grande do Sul, onde seu segundo marido, um advogado, estava terminando de cumprir sua pena como prisioneiro político (seu primeiro casamento com um jovem militante de esquerda, Claudio Galeno, não sobreviveu às tensões de duas pessoas na correria, em cidades diferentes). Ela voltou à universidade, começou a trabalhar para o governo do estado em 1975, e teve uma filha, Paula.
Em 1986 ela foi nomeada secretária de finanças da cidade de Porto Alegre, a capital do estado, onde seus talentos políticos começaram a florescer. Os anos 1990 foram anos de bons ventos para ela. Em 1993 ela foi nomeada secretária de minas e energia do estado, e impulsionou amplamente o aumento da produção de energia, assegurando que o estado enfrentasse o racionamento de energia de que o resto do país padeceu.
Ela tinha mil quilômetros de novas linhas de energia elétrica, novas barragens e estações de energia térmica construídas, enquanto persuadia os cidadãos a desligarem as luzes sempre que pudessem. Sua estrela política começou a brilhar muito. Mas em 1994, depois de 24 anos juntos, ela se separou do Senhor Araújo, aparentemente de maneira amigável. Ao mesmo tempo ela se voltou à vida acadêmica e política, mas sua tentativa de concluir o doutorado em ciências sociais fracassou em 1998.
Em 2000 ela adquiriu seu espaço com Lula e seu Partido dos Trabalhadores, que se volta sucessivamente para a combinação de crescimento econômico com o ataque à pobreza. Os dois se deram bem imediatamente e ela se tornou sua primeira ministra de energia em 2003. Dois anos depois ele a tornou chefe da casa civil e desde então passou a apostar nela para a sua sucessão. Ela estava ao lado de Lula quando o Brasil encontrou uma vasta camada de petróleo, ajudando o líder que muitos da mídia européia e estadunidense denunciaram uma década atrás como um militante da extrema esquerda a retirar 24 milhões de brasileiros da pobreza. Lula estava com ela em abril do ano passado quando foi diagnosticada com um câncer linfático, uma condição declarada sob controle há um ano. Denúncias recentes de irregularidades financeiras entre membros de sua equipe quando estava no governo não parecem ter abalado a popularidade da candidata.
A Senhora Rousseff provavelmente convidará o Presidente Mujica do Uruguai para sua posse no Ano Novo. O Presidente Evo Morales, da Bolívia, o Presidente Hugo Chávez, da Venezuela e o Presidente Lugo, do Paraguai – outros líderes bem sucedidos da América do Sul que, como ela, têm sofrido ataques de campanhas impiedosas de degradação na mídia ocidental – certamente também estarão lá. Será uma celebração da decência política – e do feminismo."


Tradução: Katarina Peixoto

 Artigo  publicado no Brasil pela “CartaMaior”.

*Na semana passada, publicamos um texto que dizia sobre o fim de uma era, 1964 a 2010, celebrando a vitória de Dilma como o fim do projeto autoritário inaugurado naquel longíquo 1 de abril . Alguns retrucaram, e disseram que a Democracia se reestabeleceu em 1985. Bom, parece que nossa opinião não está sozinha.

Estadão e Folha SP assumem posição: Uma vitória e não uma concessão!

Não há em política espaço vazio. Logo, não há espaço vazio na luta política pelo controle da comunicação social (sim, e disso que se trata todo esse debate acerca de "censura" e "golpismo"), muito menos.

Os editoriais do Estadão e da FSP são históricos, menos no conteúdo, que já estava evidente antes da autodeclaração, ou seja: qualquer um saberia dizer da parcialidade daqueles meios a favor do candidato tucano., mas muito mais pelo efeito que terão em nossa sociedade.

A mídia reduziu todo o debate presidencial em torno de si, partidarizou-se e "pagou um preço" por isso: Teve que dizer de que lado estava, e não mais lhe é permitido esconder-se atrás do "mito da imparcialidade".

Mas esse processo não foi espontâneo, ou uma "escolha editorial" desse setor avesso a mudança, ou pelo menosm de mudanças que maculem seus interesses e de seus sócios de poder.

Foi um conquista, depois de luta árdua com os setores (a blogosfera) que essa mídia, primeiro tentou ignorar, depois, caluniar, e agora, sucumbe pautada pela necessidade de se situar nessa luta. Foi obrigada a admitir, antes, que havia essa luta, embora sempre negasse.

Os blogs "obrigaram" os barões de mídia a se posicionarem como tais.

As cartas foram lançadas. Agora o jogo parece mais claro.

Não há mocinhos, nem tampouco bandidos. Há interesses. Melhor assim.

Uma pena que por aqui, os barões da mídia contiuem a "brincar" de "jornalismo asséptico e neutro".

Mas já, já eles entendem. Ou não?

Mídia e comunicação social: Os desafios da blogosfera!

Desde 1989, todos sabemos o poder de mobilização que as campanhas presidenciais têm. 
Em um país com dimensões como o nossao onde as instituições partidárias ainda engatinham para se transformar em ferramenta de intervenção politica da sociedade, e no qual a idéia de coesão cultural e social nos foi "dada" pelas empresas de comunicação de massa, as eleições gerais trazem consigo a possibilidade do debate político em cada esquina, todos os dias, por todos os atores sociais.

De um modo ou de outro, de acordo com os próprios filtros que detêm, os cidadãos vão formando sua noção da realidade, e se é bem verdade que sofrem diversas influências, é certo que esse processo é sempre de mão dupla, ou seja: boa parte das diretrizes poíticas também são fruto da vontade desse senso comum, heterogêneo e que busca sempre um "centro político", um "eixo gravitacional" que nos possibilite equilibrar nossa jovem Democracia.

Nessas eleições gerais, no entanto, houve uma redução da amplitude do debate, que obedeceu a uma premissa, dentre tantas outras:

As discussões políticas acerca dos problemas do Brasil e a forma de enfrentá-los, bem como todo o espectro ideológico que cerca esse debate se resumiu a quesão da mídia tradicional e o que assistimos foi uma campanha presidencial onde o meio (a mídia) tornou-se fim em si mesma, e aprisionou tudo a sua volta.

Não houve quem escapasse a essa armadilha, até porque, a mídia tadicional ainda ocupa um espaço demasiado relevante em nossa sociedade, e logo, os meios de reação (os blogs, comunidades de relacionamento, etc)agem como tal: reativamente a uma pauta que já está pré-determinada pelos barões da mídia.

Nem o governo, com toda sua popularidade, e capital poítico conseguiu escapar a esse esquema pobre. 

A população, em sua grande maioria, se afastou dessa polarização entre mídia tradicional, governo e blogosfera, como se todos nós habitássemos uma redoma, um mundo paralelo, onde os cidadãos, do lado de fora, nos olham, entre assutados e divertidos, como se estivessem a observar um estranho zoológico.

Essa constatação revela, o enfraquecimento da mídia tradiconal, e sua incapacidade de debater outros temas que não a si mesma, e são, desse modo, o atestado de óbito de uma geração, de um ciclo de prática de uma espécie de jornalismo que parece condenado ao ostracismo, ou ao menos, aos guetos de opiniões. Um fato é óbvio e repetitivo: Perderam o monopólio da verdade. 

Mas pergunto: O que vamos colocar no lugar desse estado anterior de coisas?

Em grande parte, a relevância de toda a mídia empresarial é um fato calcado nas estruturas que construiram durante seu processo de acumulação de capital econômico e político. Suas plataformas de lançamento de informação (os meios: impressos, imagéticos, telemáticos e radiofônicos) ainda não encontram rival. 
Assim como sua natureza de organizações empresariais não encontra substituto no amadorismo independente dos blogueiros, que na maioria das vezes, têm a produção de conteúdo como hobby, e não como meio de vida, como é o caso de jornalistas e seus patrões. Se isso, em si, é uma vantagem, também, por outro lado, funciona como ameaça, haja vista que a falta de estabilidade e perenidade dilui boa parte da confinaça que o público quer depositar, ou seja, corrói a institucionalidade desse novo meio: A blogosfera!

Porém há alguns indícios de que algo começa a encorpar em outro sentido: a organização dos blogs progessistas do Rio de Janeiro, o RioProBlog aponta para um semi-organização que pode extrapolar os limites do debate eleitoral e do papel da mídia tradicional. Um tipo de especialização ou profissionlaização da produção de conteúdo.

Vencida essa etapa em 03 de outubro, qualquer que seja o resultado, com ou sem segundo turno, caberá a essa organização começar a superar os desafios de apenas "discutir" o papel da mídia, sob pena de ficar eternamente a gritar ao público a sua relevância, tendo como ponto de referência a mídia velha que quer superar, mas sem a qual, o movimento parece fadado a inexistitr, ou pior, pode ceder ao vícios de concentração e hegemonização ideológica que refuta no "inimigo".

Em outras palavras: Embora seja muito importante denunciar o papel de manipulação e o conluio com interesses das elites pela mídia tradicional, vai chegar a hora de demonstrar se temos "a carcaça" para concorrer com ela, uma vez que a tarefa de formular conceitos e informação não pode para sempre ser pautada pela disputa pura e simples, até porque, como já dissemos, mídia tradicional e blogosfera são complementares e nunca concorrentes, pois são fenômenos distintos de um mesmo gênero: Comunicação.

A assunção de um "lado" pela mídia tradicional(Estadão e Folha) nessas eleições é um marco histórico. Situados, não há mais como recorrer a tese de que escondem seus interesses.
Vai ser necessário agora, disputar a opinião na qualidade do conteúdo e nos fatos a ele relacionados.
Outra disputa vai se dar, uma hora ou outra, estrategicamente falando:
A questão de como o Estado se relacionará com essas formas diferentes de comunicação, como alocará verbas e financiamento, e o que é de domínio de política pública e o que ficará a cargo da autoregulamentação e do "mercado".

A luta está só no começo, e temos que, todos os dias, afastar a possibilidade que a "institucionalização" da blogosfera se dê pelos mesmos meios e interesses que dominaram as outras formas de comunicação, como aconteceu no passado.

domingo, 26 de setembro de 2010

The Police!

Uma de minhas bandas prediletas:

Message In A Bottle The Police
Just a castaway, an island lost at sea, oh
Another lonely day, with no one here but me, oh
More loneliness than any man could bear
Rescue me before I fall into despair, oh

I'll send an S.O.S. to the world
I'll send an S.O.S. to the world
I hope that someone gets my
I hope that someone gets my
I hope that someone gets my
Message in a bottle, yeah
Message in a bottle, yeah
Message in a bottle, yeah
Message in a bottle, yeah

A year has passed since I wrote my note
But I should have known this right from the start
Only hope can keep me together
Love can mend your life but
Love can break your heart

I'll send an S.O.S. to the world
I'll send an S.O.S. to the world
I hope that someone gets my
I hope that someone gets my
I hope that someone gets my
Message in a bottle, yeah
Message in a bottle, yeah
Message in a bottle, yeah
Message in a bottle, yeah



Nunca é demais repetir!

Do blog do Roberto Moraes, repetido pelo Blog do Núcleo e que nós, repercutimos também:

"A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma"

O professor Hélio Gomes mandou ao blog sua sugestão de republicarmos aqui neste espaço, o artigo do teólogo Leonardo Boff, sobre a questão do que ele bem denominou de "mídia comercial" na sua guerra contra Lula e Dilma.

O professor Hélio justificou assim a importância de expandirmos a divulgação do artigo e do apoio do Leonarod Boff à Dilma:

"Amigo Roberto,
O artigo de Leonardo Boff na Carta Capital (Carta Maior), que envio em linkabaixo, é, antes de tudo, um esculacho na mídia conservadora e dissimulada.Além disso, ele aproveita pra declarar apoio a Lula e Dilma e diz que fazisso apesar do governo ter frustrado suas expectativas na esfera ambiental.Nesse momento reconhece que os avanços sociais são absolutamente inéditos nopaís e que só têm perspectiva de consolidação e aprofundamento num governoque dê continuidade às políticas de Lula.

Sua declaração de apoio a Dilma, que ignora a candidatura de Marina Silva, étambém um golpe de misericórdia na intenção da "esquerda burguesa" que tentasair "limpinha" dessa eleição. Não esquecendo dos ambientalistasmonocórdicos que falam muito de holismo, mas que ignoram esse conceito nasua prática.
O artigo de Boff lavou minha alma nessa manhã."

Abaixo o artigo:
"A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma"
Leonardo Boff*
"Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso”pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.


Esta história de vida, me avaliza para fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascendente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros."

E o Orçamento?

Cléber Tinoco já chamou a atenção. Roberto Moraes também. Ricardo André sempre esteve atento.

Eu pergunto: Com quantas entidades, com quantos partidos ou pior, com quantas instâncias de seu próprio partido a vereadora discutiu a peça orçamentária desse ano, que valerá para o exercício do próximo ano?

Ano passado, a desculpa era a precariedade de seu mandato, recém assumido com a morte do seu antecessor.

Mas e esse ano?

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

No varal.

Terça bem brasileirinha

Projeto Choro & Cia. retorna ao foyer do Trianon com muita música brasileira

Na próxima terça-feira, dia 28 de setembro, o Teatro Municipal Trianon abre suas portas para receber os amantes do Choro em mais uma edição do projeto Choro & Cia.. No palco, montado no foyer do teatro, estarão os músicos do Conjunto Regional Carinhoso. Eles vão executar grandes sucessos do gênero, consagrados por mestres da Música Popular Brasileira, desde "Flor Amorosa", de Joaquim Callado, que é considerado o primeiro Choro brasileiro. Na lista, feras como Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo e tantos outros instrumentistas que entraram para a história da música.
O som que resiste à passagem do tempo e vem da segunda metade do século 19 já levou grande público ao foyer do Trianon na primeira fase do projeto. Este ano, depois de percorrer alguns pontos da cidade, como o Praça São Salvador e o Centro de Compras da Pelinca, o Choro & Cia. retorna a seu local de origem, onde estiveram convidados especialíssimos, como: Altamiro Carrilho, Ademilde Fonseca, Peri Ribeiro, Maria Teresa Madeira, Ithamara Koorax, Billy Blanco e uma  extensa lista de talentos da MPB.
Para a noite de terça, marcada para começar pontualmente às 20h, os convidados especiais serão Vinícius Velasco (acordeon) e os jovens músicos do Quarteto Regra Três, executando peças inesquecíveis e bem brasileiras. Desta vez, quem comanda o intervalo poético Antônio Roberto Fernandes é Aparecida Santos, que faz parte da equipe do projeto Café Literário, idealizado pelo poeta fidelense, já falecido.
Vale lembrar que o projeto Choro & Cia., iniciativa do Clube do Choro & Cia. e realizado pela Fundação Teatro Municipal Trianon, prossegue até dezembro, sob a coordenação do músico Renato Arpoador. A entrada é franca. 

Choro & Cia.
Com o Conjunto Regional Carinhoso e convidados: Vinícius Velasco e Quarteto Regra Três
Terça, 28.09, às 20h
No foyer do Teatro Municipal Trianon
Entrada franca           

Mais informações e entrevistas: (22) 98348833 (Patrícia Bueno)

Assine você também!

Manifesto de artistas e intelectuais pela democracia e pelo povo

Abaixo-Assinado (#7080): À NAÇÃO - Manifesto de artistas e intelectuais pela democracia e pelo povo:
Destinatário: emirsader@uol.com.br


À NAÇÃO

Em uma democracia nenhum poder é soberano.
Soberano é o povo.
É esse povo – o povo brasileiro – que irá expressar sua vontade soberana no próximo dia 3 de outubro, elegendo seu novo Presidente e 27 Governadores, renovando toda a Câmara de Deputados, Assembléias Legislativas e dois terços do Senado Federal.
Antevendo um desastre eleitoral, setores da oposição têm buscado minimizar sua derrota, desqualificando a vitória que se anuncia dos candidatos da coalizão Para o Brasil Seguir Mudando, encabeçada por Dilma Rousseff.
Em suas manifestações ecoam as campanhas dos anos 50 contra Getúlio Vargas e os argumentos que prepararam o Golpe de 1964. Não faltam críticas ao “populismo”, aos movimentos sociais, que apresentam como “aparelhados pelo Estado”, ou à ameaça de uma “República Sindicalista”, tantas vezes repetida em décadas passadas para justificar aventuras autoritárias.
O Presidente Lula e seu Governo beneficiam-se de ampla aprovação da sociedade brasileira. Inconformados com esse apoio, uma minoria com acesso aos meios, busca desqualificar esse povo, apresentando-o como “ignorante”, “anestesiado” ou “comprado pelas esmolas” dos programas sociais.
Desacostumados com uma sociedade de direitos, confunde-na sempre com uma sociedade de favores e prebendas.
O manto da democracia e do Estado de Direito com o qual pretendem encobrir seu conservadorismo não é capaz de ocultar a plumagem de uma Casa Grande inconformada com a emergência da Senzala na vida social e política do país nos últimos anos. A velha e reacionária UDN reaparece “sob nova direção”.
Em nome da liberdade de imprensa querem suprimir a liberdade de expressão.
A imprensa pode criticar, mas não quer ser criticada.
É profundamente anti-democrático – totalitário mesmo – caracterizar qualquer crítica à imprensa como uma ameaça à liberdade de imprensa.
Os meios de comunicação exerceram, nestes últimos oito anos, sua atividade sem nenhuma restrição por parte do Governo.
Mesmo quando acusaram sem provas.
Ou quando enxovalharam homens e mulheres sem oferecer-lhes direito de resposta.
Ou, ainda, quando invadiram a privacidade e a família do próprio Presidente da República.
A oposição está colhendo o que plantou nestes últimos anos.
Sua inconformidade com o êxito do Governo Lula, levou-a à perplexidade. Sua incapacidade de oferecer à sociedade brasileira um projeto alternativo de Nação, confinou-a no gueto de um conservadorismo ressentido e arrogante.
O Brasil passou por uma grande transformação.
Retomou o crescimento. Distribuiu renda. Conseguiu combinar esses dois processos com a estabilidade macroeconômica e com a redução da vulnerabilidade externa. E – o que é mais importante – fez tudo isso com expansão da democracia e com uma presença soberana no mundo.
Ninguém nos afastará desse caminho.
Viva o povo brasileiro.

"Não ganhemo, nem perdemo, empatemo!"

Esperar que uma corte que nunca, eu digo nunca julgou uma autoridade por seus crimes, que concedeu habeas corpus relâmpago a um dos maiores gangstêrs da República, o banqueiro Daniel Dantas, que decida algo contra o poder estabelecido é esperar "papai noel".

Nem entro no mérito da questão, pois quem lê esse guetinho de opinião sabe que considero a "ficha limpa" uma lei inconstitucional.

Mas eu falo da omissão. Pagamos uma corte suprema para que ela se omita, logo em um tema no qual a questão dos direitos e garantias é o eixo do conflito, que aliás, é atribuição daquela casa dirimir.

É isso: De tanto fazer papel que não era deles, legislar, acabaram por esquecer como se julga!

Se mantido o empate sem o voto de minerva do seu presidente, poderemos dizer: Toga frouxa!

Aos 40, a idade do lobo, quanto mais velho, mas bobo!

Bom, hoje, como dobro a "esquina dos quarenta", e começa a segunda metade (ou será a última terça parte?) dessa vidinha besta, a atualização desse guetinho de opinião vai ficar devagar.

Afinal, tenho direito a um pouquinho de depressão de meia-idade.

Extra!

"Lula analfabeto, manda Dilma queimar a Biblioteca de Alexandria"

Faça o que falo, mas nunca o que faço!

Essa é a tônica da grande mídia nacional.
Qualquer controle por parte da maioria da sociedade, representada eleitoral e políticamente nas casas legislativas e no poder executivo é censura.
Mas o controle a ferro e fogo das pautas, a edição descarada dos fatos, a manipulação da verdade, e toda sorte de direcionamento da opinião pública é liberdade de imprensa, um valor absoluto, acima de todos os outros valores republicanos.


Reclamam do "estado-policial", mas praticam o pior estilo de gangsterismo-jornalístico, com calúnias, julgamentos sumários e execuções de reputações em praça pública, onde não há contraditório, ampla defesa ou qualquer outra garantia, ou direito fundamental.

Clamam por uma liberdade que querem aprisionar.

Agem como partidos políticos, mas querem a imunidade de "imprensa".

Assim, fica fácil, não?

Sociedade dividida!

De certa forma, o STF reflete o momento em que passamos.
De um lado, a demanda por um dispositivo normativo que "enquadre" o processo político.
De outro, a constitucionalidade agredida, na medida que a supressão ou alteração de direitos, nesse caso, um direito a cidadania vinculado a prórpia questão da nacionalidade: o direito político de ser votado, apenas deveria ser proclamada no trânsito em julgado.

Fica a impressão que nos debatemos com os galhos do problema, enquanto as raízes permanecem intactas.

Só uma ampla reforma do sistema político representativo, atacando a questão do financiamento, a regulamentação dos lobbies, os limites da ação do capital sobre o poder político, relação da mídia com as verbas públicas, etc, etc, poderão apontar no sentido de um modelo que aproxime mais a vontade popular do resultado das eleições, sem a mediação dos milhões e milhões de reais empregados nas campanhas eleitorais.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Uma questão de referência.

Nesse embate entre visões de Democracia, a democracia do PIG, e a Democracia da maioria esmagadora da população brasileira, uma coisa é certa: Essa luta só acontece em países democráticos!

Nisso, nem os mais arraigados partidários da imprensa tradição, família e propriedade podem discordar.

Pensamentos de lama!

"Nas mãos de quem nunca aceitou o contraditório, pluralidade soa sempre como esquizofrenia!"

Dr Jekhyl e Mr Hide.

O jornalixo golpista e esquizofrênico!

A blogosfera não é uma panacéia. Não cura todos os males, nem resolve os problemas da nossa Democracia relacionados aos direitos humanos à comunicação.

Mas uma virtude não nos pode ser negada: Acabou a confusão proposital que era estimulada junto ao público de que, empresas de imprensa significavam toda a atividade de comunicar, logo, produzir conteúdo e informação.
Como antes, quando achávamos que palha de aço era Bombril, e que lâmina de barbear se chamava Gillete, durante muito tempo, imaginávamos que os limites da liberdade de expressão se encerravam na liberdade dessas empresas para manipular e torcer fatos, e apresentá-los como se fossem uma verdade única e monolítica.

A quebra desse "monopólio da verdade" se dá de forma assimétrica, às vezes desencontrada, ou desarticulada, dada a própria natureza desse anárquico meio que é a internet. Mas algo consistente começa a aparecer, o debate se aprofunda e a sociedada avança.

Se há uma luta política implantada no seio da mídia, onde uns dizem que há "venezualização" do país, enquanto a maioria esmagadora da sociedade parece dizer que NÃO, isso apenas ocorre porque há mais e mais Democracia. Isso é fato, gostem ou não as vivandeiras da tradição, família e propriedade.

Aqui em nossa planície lamacenta, esses tempos chegam a parecer engraçados, como já dissemos.

A mídia tradicional, acostumada a fazer e desfazer realidades ao gosto e ajuste de seus interesses, começa a enfrentar contradições dentro de suas entranhas. Marx e sua adaptação hegeliana da dialética deve sorrir no túmulo.

Não podem mais renegar a rede, e aderiram a nova forma de comunicação, mas essa nova mídia é mortal para quem vive de contorcionismos para alugar o verbo a alguma verba (quase sempre pública).

Os meios eletrônicos não auferem receita que justifiquem um abandono da parte impressa, que embora arrecade mais, gasta muito mais.

Mas a agilidade exigida na rede, com ditos e desditos, acabam por minar a já combalida "credibilidade" da parte impressa, que registra de forma irreversível as incongruências que tentam corrigir às pressas na blogosfera. Assim, se lermos os jornais e os quase-blogs que hospedam em sua página, teremos a impressão de que se trata de um veículo em briga consigo mesmo, e é claro, com os fatos.

Desse jeito, na medida que a entrada na blogosfera não aumentou o público, uma vez que ainda nessa cidade e  o país, internet é um luxo para poucos, ou seja, quem lê jornal são os mesmos que buscam informação na rede, sem anunciantes que paguem a conta, alijados das moedas dos cofres públicos, os blogs do jornal canibalizam o próprio jornal, que sobra em quantidades colossais nas bancas.

E na rede, não dá para cobrar pelo acesso aos blogs, uma vez que os "concorrentes", blogs autênticos e independentes produzem conteúdo melhor e de graça, o jornal corre atrás do "rabo", em um círculo vicioso de decadência financeira mortal.

O desespero se reflete na adesão ao clone de prefeito, ou a qualquer outro que acene com algumas moedas de verbas oficiais de publicidade.

Aí, outra contradição: Quem muito se oferece, curva a coluna, mostra o rabo e baixa o seu preço.

É só questão de tempo!

O que é isso?

O exercício penoso e torturante de ouvir alguns programas de rádio durante as manhãs se tornou um fardo ainda pior.

Não que se espere muita coisa, e o festival de asneiras flui como uma torrente incontrolável.

Mas hoje, o programa de rádio que serve o grupo da lapa, na rádio da faculdade que vive às custas do governo municipal, eu ouvi algo que custei a acreditar.

Depois do dilúvio de asneiras proferidas pelo professor e oráculo, o "aprendiz de feiticeiro" deve ter se animado.

O "quase-locutor" lascou, quando comentava futebol: "Se eu fosse técnico e policial..."

O seu interlocutor, o secretário-zumbi perguntou: "O que você faria...?"

E o impávido colosso de burrice mordeu a isca: "Ah, se eu fosse técnico, fulano não jogaria, e se fosse policial ia ter muito bandido morto..."

Lógico que não defenderemos que a fala do "locutor" o torna um assassino, nem que incentivaria policiais a cometer tal loucura, mas o fato é preocupante, ainda mais se considerarmos que a estação que utiliza para dizer tanta besteira é "educativa"!
Usar uma concessão pública para referendar o a "pena de morte" é grave, e extrapola os limites da liberdade de expressão!

O seu discurso reflete o estado de beligerância da sociedade, que em última instância, legitima e concorda com essas "soluções de força", combustível dos "bondes de extermínio".

É esse tipo de gente que alimenta o mito "tropa de elite".

Esse tipo de sandice é a tinta sanguinária das estatísticas de homicídios no país, depois reportadas, cinicamente por essa mídia, como "mortes associadas ao tráfico", ou "morreu mais um que tinha passagem pela polícia".

O problema é que, na hipocrisia a serviço dos patrões e da elite, quando há uma "morte mal matada", onde a vítima é o que eles consideram "gente de bem", no estranho juízo de valor mediado pela questão de classe, aí eles gritam em coro: "Abaixo a violência policial".

Mas esse é o preço por alimentar de ódio quem deve ser instrumento de Justiça, e nunca de "vingança".

Olho por olho, e todos acabarão cegos, mas, pensando bem, esse imbecil não enxerga nada faz tempo!

Se houvesse algum tipo de fiscalização, o "quase-locutor" deveria sofrer uma "reprimenda pública" ou responder pela apologia que fez ao crime!

Caso contrário, a omissão da faculdade, da direção da rádio educativa ali sediada, e dos órgãos fiscalizadores significa uma perigosa anuência, pois quem cala, consente!

Quem se mistura com PIG*, o mesmo farelo come!



*PIG-termo utilizado pelo Paulo Henrique Amorim, iniciais de Partido da Imprensa Golpista, o PIG, que na língua inglesa significa porco.

Os ossos do ofício!

Pobre secretário de cultura(?), relegado ao limbo e ao ostracismo, "contemplado" com uma parte infinitesimal do Orçamento, que só reflete a importância que conseguiu auferir a "pasta" que ocupa, agora se vê as voltas com uma briga "canina" para desenterrar ossos!

Uma caricatura de si mesmo, risível!

Você conhece o Mário?

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Fala Mário!



O mestre Mário Furley Schmidt saúda a volta dos "tempos interessantes":


Quando uma criança nasce na China, as pessoas costumam vaticinar: "que possa viver tempos interessantes".
Os tempos interessantes parecem estar de volta.
As lutas de classes, de repente, esquentam.
Agora agora, no centro de S.Paulo, em frente à faculdade de Direito da USP (Cadê o diretório estudantil? Vai ficar inerte diante disso?), a turma direita, Urso da OAB, Miguel Reale, Jabor, Ferreira Gullar e outras figuras da direita, assinam manfesto a favor da liberdade de imprensa ameaçada de extinção por causa do autoritairsmo do PT e de Lula.
A equipe de Serra aproveita para gravar pro horário eleitoral.
Tão venezuelando o Brasil.
Tão querendo o confronto.
Desde quando uma crítica de Lula, substancialmente a mesma que Obama fez à Fox News do Murdoch, é ataque à liberdade de imprensa?
Onde houve censura, tropas na porta de jornal prisão de jornalista?
Qual é o jornalista processado pelo governo federal?
O Collor mandou a polícia federal invadir a Folha. Fiscalização, alegou na época.
O Serra é famoso por bater boca com jornalista e telefonar para diretor pedindo a cabeça de repórter incômodo.
O Serra governador demitiu todo mundo de oposição na TV cultura.
O Serra demitiu até o regente da orquestra sinfônica de SP (OSESP), o J. Neschling, porque ousou criticar as autoridade tucanas.
Mas Lula é que o Chavez?
Puxa, se Lula reduzisse a verba federal para as grandes marcas da imprensa...
Claro que a imprensa é neutra. Hoje, a primeira coisa que ela fez foi botar na manchete que Serra denunciava o ataque à liberdade de imprensa!
O Lula fez o óbvio: mostrou que o antídoto ideológico não é a censura, o fim da liberdade, o antídoto é a consciência popular. Ou seja, hoje, as pesssoas estão mais alerta para a empulhação.
Lula não disse que é para não acreditar em nada do que a imprensa diz nem disse que ela é inútil. Apenas ressalta que o povo está mais crítico e que isso é bom. É por isso, acredita ele, que o candidato apoiado pela imprensa vai perder para a Dilma.
É engraçadíssimo como os comentaristas ficaram loucos com Lula dizer que o povo não precisa de formador de opinião nenhum, que o povo é que a própria opinião pública.
Como assim?? Que horror!!! O povo não é mais gado tangido, não quer mais mugir para os capatazes a soldo dos fazendeiros donos do país?

Esse Lula é terrível!!!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O golpe falhou!

Diante da reação do blogosfera, resumida na frase felicíssima do Joca Muylaert, que virou campanha análoga a de 1984 (Diretas Já!), ilustrada com traços de Henfil, adaptados pelo Di Donato, é possível dizer que mais uma "negociata" que estava em curso, nos subterrâneos do poder local, foi revelada e rechaçada.

Pelo contorcionismo praticado pelos barões da mídia PIG local, que passaram da "campanha pela eleição indireta" do clone de prefeito ao entusiasmo democrático em menos de um segundo, podemos entender hoje, com o distanciamento proporcionado pelo decorrer desse curto tempo, o panorama amplo do que se pretendia.

Desde que o clone de prefeito tomou posse, trataram de diluir a imagem do atual mandatário, como articulador e negociador nato, desprezando o fato de que é um dos representantes do garotismo local, e que sua eleição significaria apenas mais do mesmo.

Um exemplo: Quando presidente da Câmara, e fiel escudeiro do governo da Lapa, o clone de prefeito nunca se manifestou acerca do PSF,  e pior, no caso das eleições de diretoras das escolas municipais, apoiou descaradamente o que determinava sua prefeita, ou seja: indicação de cabos eleitorais para dirigir as unidades escolares, inclusive com bate-boca e coerção no plenário da Casa.

Tudo isso foi, cuidadosamente, esquecido pela memória enfraquecida pela expectativa de ouvir de novo o som das moedas ao cair nas gavetas da redação.

Daí para a adesão descarada foi um pulo, e a chuva de denúncias que caía insistentemente sobre a ex-prefeita cessou, como se tudo tivesse se transformado da noite para o dia.

É lógico que o estilo pessoal do clone de prefeito trouxe diferença para o cenário, mas tamanha boa vontade, em se tratando de quem são, só nos permite imaginar que milhõe$ de motivo$ mudaram o alvo dos assassinos de reputação, que praticam o pior tipo de jornalixo da região!

Na primeira "fresta", embarcaram na solução da eleição indireta, e abriram espaço amplo para que a versão dos fatos se transformasse na realidade que desejavam.

Não deu certo.

Como o trem da História os atropelaria, pularam a tempo, não sem antes deixar cair a máscara.

Os cúmplices do abuso de poder econômico que condenou um deputado federal, que conspurcaram a Democracia e a vontade do eleitor local, posando de defensores da Democracia.

Os sócios da elite mais canalha e danosa, falando em vontade popular.

Mas de tudo isso, fica a sensação de dever cumprido: O golpe deles não deu certo.
Viva a Rede de Blogs!
Abaixo a mídia golpista da planície lamacenta!

Convenções petistas!

Caso as eleições sejam confirmadas, e a convenção petista marcada, uma coisa é certa: A vereadora garopetista não vai concorrer sozinha, e vai ter que enfrentar um debate acirrado em seu quintal. 

Planície de lama!

Bom, que venham as eleições.

Tomara que possamos escolher sem a intervenção e o abuso de poder econômico dos barões de mídia!

Oxalá tenhamos aprendido a lição, e afastemos de uma vez por todas as facções do garotismo!

Nossa mídia!

Folha de São Paulo:
"Extra, Lula não tem o dedo minimo porque é o chefe da Yakuza!"

Veja:
"Dilma sabia de tudo, desde Pearl Harbor, as Torres Gêmeas até o terceiro segredo de Fátima"

Pensamentos de lama.

Nesse país, a Democracia é um troféu-palavra que nós, os barões de mídia, empalhamos e exibimos nas cristaleiras de nossos impérios de opinião.

Assis Cidadão Marinho Frias Rabeu Civita Kane.

Água e óleo.

Sabemos todos que esses dois componentes não se misturam. O mesmo podemos dizer da Democracia e a nossa mídia golpista, quer esteja ela em Brasília, RJ, Paris ou na planicie lamacenta.

Logo, é uma aberração de nossa sociedade que órgãos de mídia tentem capturar movimentos os quais são opositores ferrenhos na expressão de seus atos.

Como misturar eleição direta, Democracia e órgãos de mídia que são utilizados por uma parte de nossa elite para funcionarem como instrumentos de corrosão do sagrado direito de escolha do eleitor, consagrados em sentenças judiciais com o abuso de poder econômico?

Como misturar liberdade de expressão com quem faz da liberdade de imprensa um monumento a manipulação dos fatos a serviço do pensamento "único"?

Em tempos de internet e do capitalismo de informação, essa mídia funciona como curral-de-opinião dos "novos" coronéis.

Como óleo queimado e gasto, não se mistura ao frescor das águas democráticas.

Paradoxo!

Deve ser "triste". Lembrar a morte que deu "vida" ao seu mandato. Deve ser em respeito a isso, que o mandato continue "sem vida".

Ou seja, assim como pau que nasce torto, nunca se endireite, mandato que nasce (do) "morto", continua morto!

Para Walnize!

Há várias formas de contar o tempo
Uns dizem que o tempo não passa
O tempo se perde
Outros dizem
Que não somamos tempo
E sim o nosso tempo diminui
O tempo a tudo cura?
O tempo a tudo apaga?
Existe um novo tempo?
Um tempo velho?
Um tempo passado?
Um tempo futuro?
Eu apenas sinto que
O tempo é um presente
Quando temos tempo
De conhecer pessoas como você.
E  muito embora
Fique a impressão
De que nunca teremos tempo bastante
Eu digo:
Que bom, você chegou a tempo!


Um abraço, e feliz tempo de aniversário.

DdaMata no tempo de setembro.

Vale quanto pesa?

Responda rápido: Quanto vale uma folha de jornal?

Afunde Campos, ou o "novo" Fundecam.

Festejado por diversos setores como exemplo de diálogo com a sociedade e gestão, fruto de uma "nova" geração de empreendedores-gestores, o presidente do Fundecam, na verdade, carrega consigo a "tradição" do setor de origem: A monocultura latifundiária escravocrata de cana.

É desse setor a nossa gênese de Estado-patrimonialista, que confunde interesse público com privado, e torna as instituições formais meros arremedos e feudos para a concessão de privilégios, conforme diagnosticam boa parte dos especialistas da academia brasileira das ciências polítcas e sociais.

Foi na ocupação portuguesa colonial de caráter monoculturista agroexportador que forjamos nossa versão de Estado. E por ela sofremos até hoje.

Só isso explica o "novo modelo" de Fundecam proposto pelo seu presidente, como uma "solução mágica" para o setor de microfinanciamento e microcrédito.

Pelo que chegou a esse blog, fiquei estarrecido:

O Fundecam terceirizará a gestão dos recursos e a captação de novos "clientes", e funcionará como "avalista" de transações de crédito promovidas por instituições bancárias ou outros parceiros operadores de crédito.

Tudo isso já seria uma aberração, se não fosse por um detalhe mais grave:

A mão-de-obra utilizada pelo Fundo Municipal operado por empresas privadas será de funcionários públicos municipais estatutários, que serão desviados de suas funções de origem, treinados por 12 dias no Estado do ES, em um hotel, e remunerados com cerca de seiscentos reais para atuarem como agenciadores de contratos, enquanto deixam suas funções vagas, mas continuam a receber dos cofres públicos, embora estejam a serviço de empresas privadas.

Ou seja, nossos valorosos gestores públicos imobilizarão uma pequena parte da máquina administrativa para satisfazer interesses particulares de alguns servidores e dos seus "parceiros comerciais", enquanto o público arca com os prejuízos.

Isso lhe parece familiar?

Pois é, mais uma obra de "engenharia administrativa" capaz de fazer corar até o defunto de Roberto Campos, nosso inesquecível "Bob Fields".

É essa a cara de nossa "modernidade".

Onde está o nosso PT e sua vereadora que nada dizem sobre o tema?

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Fala, Graciete!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

NÃO VAMOS NOS CALAR. ELEIÇÕES DIRETAS JÁ!

Fala, Roberto!

Segunda-feira, Setembro 20, 2010

O povo é soberano!

O que você não vê na mídia!

O blog do Luiz Carlos Azenha é leitura obrigatória. Colocamos o link ali do lado, e "parasitamos" uma ótima imagem sobre a revista (ecah!)veja:

20 de setembro de 2010 às 13:09

Quanto Tempo Dura? antecipa a capa da Veja antes da eleição


Fala, Pedro!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Quantos são?

Fala, Jane Nunes & Cia!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Diretas Já!

Fala, Di Donato!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

DIRETAS JÁ !!!



Não há dinheiro sobre essa terra goytacá que nos faça engolir uma eleição indireta.
Por mais que articulações periodísticas implementem as armações políticas, brigaremos até o fim.

Fala, Félix!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

DIRETA JÁ E COM NOVOS NOMES

Fala, vereadora!

E depois de um longo "sono":

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O povo de Campos tem direito de escolher

Fala, vereadora!

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz.....

vereadora? tem alguém aí?

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz.......

Fala, Núcleo Lenilson Chaves!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Cidadania não se delega: Eleições Diretas Já!

Fala, Gustavo!

domingo, 19 de setembro de 2010

O povo tem direito a escolher quem vai fazer merda!

Fala, PT!

?????.....?????

Fala, Cláudio Andrade!

ELEIÇÕES INDIRETAS É CASTIGO QUE NÃO MERECEMOS

Fala, Ricardo André!

Diretas Já! Eu apóio!

Fala, Maxsuel!

domingo, 19 de setembro de 2010

TAMBÉM DESEJO ELEIÇÕES DIRETAS.

Fala, Dignidade!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Estamos nesta Luta! Diretas Já!

Os fatos, a torcida, os fatos torcidos e o contorcionismo!

Divertido ver o contorcionismo de certos setores da mídia golpista local. Jogaram o "barro na parede", não colou, e agora?

Posam de arautos da "Democracia"!

Salve a blogsofera!

Onde está o PT?

Se fosse um partido político aqui em Campos dos Goytacazes, se houvesse interesse em pressionar pela forma democrática de escolha dos representantes, que, afinal, é a razão de ser e precípua de todo e qualquer agremiação partidária, deveriam o Diretório Municipal e Executiva Municipal do PT estar reunidos em caráter emergencial para que o PT pudesse articular com outros partidos e sociedade civil um movimento pelas eleições DIRETAS em nosso município.

Perguntamos: Em que planeta obscuro se encontra o PT e sua direção nessa planície lamacenta?

Estão esperando alguém se manifestar, para então, cumprirem sua triste sina de ir "à reboque", como SEMPRE fizeram nesses últimos tristes anos de nossa História?

Onde está o PT de Campos, alguém me responda por favor?

Será que a vereadora e seu marido-presidente estão esperando o "batsinal" do garotismo arnaldista?

Fala, Marcelo!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010


Diretas já

Quando foi realizado em Campos o comício da campanha "Diretas Já" em 1984, eu estava em cima do palanque (acredite se quiser, mas eu estava). Agora os blogueiros da cidade relançaram o movimento, com toda a razão.
Leia a respeito em "Quem pariu Mateus que o segure", postagem que fiz assim que percebi que a intenção do TSE de proibir eleições diretas no município neste ano é inconstitucional.
Repito: a Justiça Eleitoral é que tem que se virar para colocar a eleição à disposição do povo, não a vontade do povo ser submetida às limitações da Justiça Eleitoral.

1964/2010: O fim de uma era 2!

Não é novidade para ninguém que esse blogueiro é fã do jornalismo praticado em Carta Capital. Favor não confundir com adesão bajuladora, ou concordância ilimitada. Não se trata disso. Mas, em minha rasa opinião de leitor, trata-se do único exemplar em formato semanal de liberdade de imprensa a serviço da liberdade de expressão.

Logo, quando leio nas páginas de Carta Capital, em sua 614ª edição, os rumores sobre o destino de Aécio Neves, me sinto satisfeito por vários motivos, dentre quais destaco alguns:

Na semana passada, publiquei por aqui um texto que falava do encerramento de um ciclo histórico na vida institucional-política desse país. Aventurei-me por seara espinhosa, e recebi uma reprimenda: Ora, em 1985, dizia meu interlocutor privilegiado, o blogueiro Marcelo Bessa Cabral, estavam sepultadas as formas do arbítrio militar, e portanto, recobrava-se a normalidade democracia.

Discordei, e reafirmo: Embora em 1985 estivessem presentes elementos que delineassem o fim do período autoritário, e em 1988, esses contornos dessem um aspecto jurídico-normativo ao nosso incipiente Estado Democrático de Direito, os meios e as possibilidades do exercício cidadão permaneciam apenas no campo formal.

Mas o que a ida de Aécio Neves para um novo partido, deixando o barco neoundenista do psdb se relacionaria com o fim da era que preconizei no outro texto?



Os mistérios e mares de Minas

O mares de Minas são insondáveis, e nos trazem mistérios que povoam nosso imaginário político. Mineiro é matreiro, diz a crença popular.
Só um Estado como Minas poderia ser berço e túmulo de uma era. Lembremo-nos que foi de Minas que partiram as tropas de Olympio Mourão rumo ao RJ, em 31 de março, onde de passagem por Resende, se uniu com os cadetes de Geisel, então comandante da Escola de Cadetes das Agulhas Negras, AMAN, e deram cabo ao golpe articulado pelas forças consevadoras, que tinham no mineiro Magalhães Pinto um dos seus próceres.

É de Minas, paradoxalmente, que veio o movimento personificado em Tancredo Neves, avô de Aécio, que nos conferiu a transição indireta. Uma herança familiar que explica parte da tradição poítica daquele estado.

Agora, é Minas, novamente, que nos revela o nascimento de uma nova oposição, que sepulta de vez o udenismo raivoso cristalizado pelo PIG e seus acólitos de SP.

Vão ficando anacrônicas as tentativas de desmoralização do poder consititucionalmente estabelecido, as soluções via mídia, que atendem aos interesses dos que pretendem uma Democracia sem povo, ou pior, de povo dócil e domado pelas antenas de rádio e TV e páginas dos jornalões..

Ciente do momento, e visionário por vocação política familiar, Aécio se prepara para liderar o campo da oposição democrática, que qualifica a ação de governos pela crítica incisiva, mas limitada pela ação política legítima e não-golpista.

O recado dado pelas urnas é muito mais que a expressão avassaladora de um líder nacional de características inigualáveis. É muito mais que isso.
É a prova de que nossa população amadurece suas convicções para além dos editoriais escritos pelos "assassinos de reputação", a soldo dos barões de mídia.

Não há mais espaço para um debate desqualificado pelo denuncismo vazio. O que não significa uma imunidade para o cometimento de crimes associados a prática de governar.

Não é nada disso, embora nossos mercenários do jornalixo teimem em afirmar o contrário.

Hoje a população é capaz de distingüir a gravidade dos erros cometidos, e avaliar o quanto desses erros compromete a essência dos projetos políticos que lhe favorece, e no fim das contas, melhora sua vida e a possibilidade de escolher soberanamente, longe das garras do clientelismo coronelitsa.

O melhor de tudo é que o fim dessa era de sombras aponta para o surgimento de um período de prosperidade e normalidade democrática, com alternância de poder e revezamentos de projetos de gestão.

O Brasil caminha para o centro. E quem sabe, se torne um dos "centros do Mundo"?

domingo, 19 de setembro de 2010

Fala, Joca!

domingo, 19 de setembro de 2010

Quem diria?!?!...DIRETAS JÁ!!!

Nunca imaginei que pudesse ter que usar deste expediente mais na vida!!!!! Mas taí. Entre nesta luta.

"Eleição indireta" em Jurisprudência
AGRAVO DE INSTRUMENTO AG 2133 SP (TSE)

Executivo municipal. Vacância dos cargos de prefeito e vice-prefeito ocorrida nos dois últimos anos do mandato. Aplicação, por analogia, da regra inscrita no § 1º, art. 81 da Constituição, que recomenda a realização de eleição indireta.
TSE - 06 de Junho de 2000

Observem a clareza no que se diz: "Vacância dos cargos de prefeito e vice-prefeito ocorrida nos dois últimos anos do mandato" . É claro e evidente que o afastamento em Campos se deu na primeira metade do mandato. Portanto, não procuremos chifre em cabeça de bacalhau. O resto é esticar o assunto para interresses outros.http://www.jusbrasil.com.br/topicos/297258/eleicao-indireta

Entre fatos, a torcida, e os fatos torcidos!

Não é novidade para ninguém.
Os órgãos da mídia tradicional, as empresas de comunicação, movem-se por um conjunto de interesses, onde a publicação da verdade é só um detalhe, que pode acontecer ou não (na maioria das vezes, não acontece), desde que todos os outros compromissos econômicos e políticos estejam satisfeitos.

E em um ambiente democrático, é normal que isso se dê dessa forma. O problema persiste na tentativa de esconder esses interesses e manobras de manipulação, como forma de moldar uma opinião pública sempre favorável a esses esquemas de poder. Desta forma, grandes jornais, redes de TV, rádio e outros produtores de conteúdo, insistem em "vender" suas versões dos fatos, com se fatos fossem.

É isso que o presidente Lula denunciou essa semana. É isso contra o que nos batemos durante esse curto período de militância blogueira.

Em nossa cidade, a mídia se movimenta de forma orgânica e sistematicamente parecida. Quando não distorce os fatos para que esses se enquadrem nos interesses que defendem, tentam antecipar e criam uma "realidade", e depois, movem as peças para que a "realidade" se "autorealize".

Não há nenhum parecer ou entendimento pacífico sobre a forma de eleição que decidirá quem será o novo(a) prefeito(a) da cidade. E pior, ainda não está decidido se a ex-prefeita voltará ou não, embora isso seja cada vez mais improvável.

Mas voltemos ao "fatos consumados".

Esse blog é pela eleição direta, e se filia a corrente dos que concordam com essa possibilidade jurídica, mas não deixa de entender que possam haver entendimentos distintos, e inclusive, desições que não contemplem essa tese.

A Constituição Federal em seu artigo 81 disciplina a questão da vacância do cargo de presidente e vice, que por analogia se estende aos outros entes de poder: Estados e Municípios.

Leiam:

"Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.
§ 1º - Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei.(...)"

Ora, em nosso raso entender, a vacância não se dá com a convocação das eleições pelos tribunais eleitorais. Ela se dá com a decisão que suspende ou, em nosso caso, anulou as eleições e o mandato da ex-prefeita.Esse aspecto também já foi suficientemente elucidado por uma das maiores autoridades locais no assunto: O blogueiro Marcelo Bessa Cabral.

Esse fato determinado se deu antes da metade dos mandatos da prefeita e do seu vice.

Há um princípio em direito: O acessório segue o principal. Logo, o fato principal, a anulação do mandato, se deu com a decisão da saída da prefeita, e desse fato, decorreram todos os demais, inclusive a nova conformação da Câmara de Vereadores. O acessório, as eleições suplementares, devem seguir o rito previsto para enquadrar o fato quando ele se deu.

Falar em eleições indiretas, com tanta certeza, é no mínimo, tentar empurrar "goela adentro" da população uma versão dos fatos que favorece determinados setores, que se articulam para acochambrar seus desejos de poder. Ou pior: É tentar criar uma "realidade", para depois manipular os acontecimentos para que essa "realidade" exista.

Tentam analogias ridículas, como o caso Arruda no DF. Ora, lá a decisão pelo afastamento do então governador se deu justamente no último quarto de seu mandato, não havendo, é claro, qualquer dúvida sobre a forma do pleito que o subsituiu.

Nessa questão, há um outro problema grave, não resolvido, e cuidadosamente "escondido" pelos meios de comunicação e seus "sócios", embora o MP/RJ esteja atento:
A nossa Câmara conta, hoje, com 18 vereadores, de forma inconstitucional, pois o presidente e clone de prefeito ainda é vereador, e por isso mesmo, ocupa a cadeira de prefeito, enquanto seu "suplente" ocupa uma "vaga"que não existe.

Como vemos, o imbróglio em que nos metemos não é de tão fácil resolução. O "buraco é mais embaixo".

Mas a sanha simplista de alguns órgãos de mídia serve apenas para confundir mais a opinião pública. Querem uma opinião "publicada"!

É só desespero para encontrar alguma "fissura" no garotismo que lhe devolva alguns tostões de verba de publiciade oficial, e nada mais!



PS: Aqui embaixo a postagem do Marcelo Bessa Cabral:

Quem pariu Mateus que o segure...

sábado, 18 de setembro de 2010

Outra lição!

Se lesse as pesquisas ao "pé-da-letra", Lindberg Farias teria desistido da candidatura ao Senado. Mas como devíamos supor, é a política que deve direcionar as pesquisas, e nunca o contrário, afinal, o processo não é um mero contar matemático, como pretendem os "quantitativistas da política".

Isso deve servir de lição ao PT de Campos dos Goytacazes. Fazer o dever de casa, estimular o debate, criar as condições conjunturais, enfim, FAZER POLÍTICA, e depois se orientar pelo números.

Se ficarem a esperar a aceitação cair do céu, ou de "herança" dos esquemas viciados que insistem em compor, ou através da legitimação da mídia golpista, é só ladeira abaixo!

Erro de cálculo?

Não, em nossa opinião não houve erro de cálculo. O desempenho demonstrado pelo candidato petista Lindberg Faria ao Senado, uma eleição majoritária, demonstra que o governador cabral tinha motivos para temê-lo, e exigir do planalto uma definição acerca da aliança com o pmdb no Estado do RJ.

É lógico que a campanha ao Senado é bem diferente, e não há uma certeza de que ele repetiria sua escalada em rumo ao governo do Estado.

Há aqueles que se ressentem de mais uma oportunidade perdida pelo nosso sofrível partido fluminense, e entre esses, me incluo.

Mas, por outro lado, há um cálculo que possa nos consolar: Uma Câmara Federal e um Senado com maioria é fundamental, e assim, coube ao planalto costurar alianças que privilegiassem o parlamento em detrimento dos executivos estaduais, que afinal, além de deterem pouco poder de intervenção orçamentária e política nos municípios, e por isso, quase não sejam mais os "controladores" de bancadas,  ficam os governadores com as duas "piores" atribuições constitucionais: Polícia e Educação secundária.

No entanto, dói um pouco o cotovelo de continuarmos a nossa sina de rabo de elefante.