quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Salve-nos, Salvador!

Esse texto é para amanhã, mas como todo bom ateu respeita dia santo pelo pecado capital da preguiça, eu antecipo, e compartilho com vocês:

Eu não creio em deus-pai, todo-poderoso, criador do céu e da terra.
Isso é uma tarefa difícil nos dias de hoje, pois afinal, quem não gostaria de acreditar que um poder "redentor" e que acima de nós, pudesse resolver nossos problemas, e dirimir nossas dúvidas?

Mas um dos pontos principais que me fizeram desacreditar, além do fato de que não creio que alguém criaria um mundo merda como esse, e o deixaria "funcionar" apenas por sadismo, é que se eu acreditasse em deus, ou em uma "palavra" que ordenasse nossa conduta perante ele, como fazem cristãos e adeptos do monoteísmo judaico, muçulmano, ou os politeístas do budismos e outras denominações religiosas, é a dificuldade em ser coerente com a "palavra".

Sim, porque, geralmente, sou coerente com o que acredito, o que não tornou minha vida muito fácil, e nem sempre me fez acertar, ao contrário! E não é só é coerência, é pragmatismo também, pois, se ele  existisse, julgaria onde eu passaria minha "eternidade", assim, eu cumpriria suas "normas" para não ter que pagar pena perpétua, não é mesmo?

Mas ainda que não acredite em deus, eu sou capaz de ser "oportunista" o sufciente para "apelar" a essa instância, e caso ela exista peço por nossa cidade:

Salve-nos, Salvador, padroeiro da cidade mais lamacenta do país.


A cidade que tem um clone-prefeito, cristão e seu devotíssimo "servo", militante da Igreja de Pedro!


A cidade que tem um casal do mal, mas que ainda assim, oram no púlpito em seu nome, e em seu nome de tudo fazem pelo poder de dominar outros homens!


A cidade onde parte da Igreja de Pedro sempre cerrou fileiras com escravocratas, exploradores e pedófilos, e que professa o poder temporal com fé absoluta!


Tudo em seu nome, meu caro Salvador.

A cidade onde a imprensa não informa, mas deforma a opinião para que seus filhos nunca enxerguem qualquer verdade!


A cidade onde nunca houve pecadores, pois nunca confessam a ti, e o próprio pecado virou virtude e vantagem competitiva!


Eu rogo, ó Salvador, salve-nos de nós mesmos!


Eu queria acreditar, ao menos uma vez em ti, ó Salvador, mas prefiro praticar o que ensinas, embora saibas que não acredito em ti: "Ama o próximo como a ti mesmo", pois aqui, nesse pântano é: "Ama a ti mesmo como se nunca houvesse o próximo"!


Salva-nos, ó Salvador, em ti não creio, pois hoje creio em muito pouca coisa, e nunca mais nos que dizem falar por ti!





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