terça-feira, 17 de agosto de 2010

O sucesso do bem contra o mal!

51 mortos e dezenas de pessoas feridas em um centro de alistamento e recrutamento militar em Bagdad, Iraque. Fontes do necrotério local, citadas pela France Press, dizem que o número é de 59 mortos.

É o resultado da postura triunfalista de da "bem sucedida" política externa estadunidense para a região. Afinal, inaugurada sob o signo da guerra ao terror(war on terrorism), a ocupação motivada por argumentos falsos(as armas químicas, lembram?)conseguiu o "êxito" de transformar um problema local em uma situação de pânico global. Um sucesso, não?

Bom, diante de tanta "eficiência", os EEUU deslocam suas "baterias" para o Irã, o único e último país que ainda tenha algo parecido(ainda que de longe)com uma República formalmente instituída, onde se realizam eleições sistemáticas, e onde ainda há uma oposição(ainda que fraca)ao regime, e por derradeiro, onde a violência esteja longe de ser comparada com a carnificina "democrática" de Afeganistão, Iraque, ou da "relação pacífica" entre israelenses e palestinos.

Os analistas locais dizem que a situação da violência no Iraque havia melhorado, mas a total ausência de governo e de autoridade, uma vez que após meses das útlimas eleições gerais(acontecidas em março), não houve consenso para a formação de um gabinete, deixando sem comando a administração iraquiana levará os grupos extermistas a aproveitarem esse vácuo de poder, e intensificarem seus ataques.

O ataque é o primeiro desde o início do Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos, que começou em 11 de agosto.

Em meio a isso tudo, depois de destruírem o país, os EEUU deixaram de realizar patrulhamento nas cidades iraquianas e consideram sua missão terminada naquele país.

Como diriam os falcões estadunidenses e seus acólitos ao redor do planeta: "Mission Accumplished!"


Eu pergunto: Claro que o apedrejamento de uma mulher é um fato horroroso e merecedor de todo nosso repúdio, mas o que dizer desses 51(ou 59) corpos iraquianos? Qual editorial do PIG internacional chorará junto com seus parentes?



Parentes das vítimas choram sua perda em frente a um necrotério iraquiano
Foto Reuters

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