quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O sucesso do bem contra o mal 4!

Essa série nunca terá fim. O bem sempre terá sucesso contra o mal! Por isso, desnecessária sua marcação cronológica com a numeração. Essa medida é "puramente estética", para marcar a correlação entre os fatos, e sua perenidade.

O "bem" não vence o "mal" por milagre, ou acaso divino, com querem alguns!

Alguns pretendem que a História de se dê em episódios estanques, incomunicáveis, sem relação de causa e efeito: São os triunfalistas ocidentais cruzados neocons, ou simplesmente, a turma do eixo do bem, contra o eixo do mal. Os que gozam com os editoriais do pit-bonner e sua poodle-bernardes, ou se deleitam com as páginas de veja ou de outros canalhas do PIG!

Se púdessemos roteirizar essa saga, teríamos elementos da Matrix, com Cães de Aluguel e Pulp Fiction, salpicados pela latinidade universal regionalista de Gláuber Rocha, com argumento de Franz Kafka.

Assim situamos o mundo-oriente. Sem orientação.

Agora, com a saída dos marinees  e GIJOEs, cruzados do bem, do solo impuro iraquiano, tudo está bem, pois alguém disse: "Só há justiça no caos!"

Depois de um "processo kafkaniano", que justificou a invasão pela "presença de armas químicas", com escalada de violência, arbítrio e humilhação para "semear democracia", os estadunidenses e sua "coalisão" deixam o Iraque muito "melhor" que encontraram:
Afinal, se antes o assassinato era obra de um só ditador, agora a versão livre mercado da chachina diária não encontra regulação. Temos a quintessência do darwinismo liberal, onde todos se matam, e só os mais fortes, econômica e militarmente falando, sobreviverão.

Do outro lado do balcão, empresas amigas, sempre prontas a "assessorar" no que for preciso: armas, mercenários, planos, obras e contratos!

A estimativa é que o "governo iraquiano" terá que contratar um número enorme de "consultores privados em segurança", o que significa na frieza dos números: 7.000 mercenários para "garantir a paz".

Um "ótimo negócio", na medida que o orçamento público estadunidense não comporta mais o "esforço de guerra", está na hora de "repassar o bastão" à livre inciativa! Viva a "war on terrosim!"

Algo parecido com o que fazem na América Latina com sua versão "war on drugs". O México que o diga!

Paradoxalmente serem, de forma crescente e irreversível, os maiores consumidores de cocaína do mundo, sem que os seus níveis de criminalidade interna correspondam a tese de que o simples uso de drogas proscritas incrementem a violência, haja vista o relativo clima de paz social experimentado pelos EEUU, os nossos bwanas exportam a violência pela proibição da produção e comércio, e de "quebra" nos vendem "a solução" para o problema: Helicópteros, blindados, M-16, e toda tecnologia para "militarização de nosso policiamento urbano", enquanto na outra ponta, o nosso e o sistema financeiro deles "lavam" o dinheiro dessa lucrativa atividade, garantidos pelo sigilo bancário constitucional!

Há um "bônus", que havíamos esquecido: Como na guerra ao "terror", sobra a possibilidade de "rotular" Estados como narco-traficantes, ou narco-terroristas, de forma a enquadrar governos nos limites dos interessses geopolíticos e geoeconômicos de Washington D.C.!

Estados-terroristas e Estados-traficantes! Quem não se une ao EEUU contra eles, é cúmplice! A despeito de que as empresas dos EEUU lucrem horrores com as atividades que dizem combater!

Pensando bem, não há dúvidas porque o Império é "o império!"

E pelo tempo, e pelos espaços, desde México até a Vila Cruzeiro, ou nos confins de prá lá de Bagdá, contam-se os corpos: Um justo preço pela pax, ou não?

2 comentários:

Splanchnizomai abraçando o amanhã. disse...

Tudo isso para "explicar" o "por quê" das nossas pazes, Douglas? Suas "aspas", são bem reveladoras, hein? Deu para entender tudo e mais algum terrorismo bairrista de helicópteros...

Não subestime os filhos de Deus, Douglas... Não subestime.

Um abraço, Rosângela.

douglas da mata disse...

os filhos eu não subestimo, afinal, como subestimar quem acredita ser filho de quem não existe!

assim vocês, filhos de deus, são todos órfãos, mas tem muita fé, rsrs! e isso eu respeito: a fé! seja lá no que for!

um abraço!