quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O sucesso do bem contra o mal 3!

Seja por proeficiência acadêmica, seja por intuição empiricista(como é o nosso caso), todos sabemos que não se pode impor a um Estado soberano, qualquer que seja o seu regime, ainda que antidemocrático ou tirano (bem ao gosto das palavras dos triunfalistas cruzados neocons maniqueístas ocidentais), o seu modelo de Democracia, o quer que isso signifique!

Os resultado estão gravados na História! Recentemente, os EEUU e sua "trupe do bem contra o mal" experimentaram os resultados de suas teses "libertadoras", vide os casos do Iraque, e agora, com tintas tão ou mais sangrentas, o Afeganistão.

Por favor, nos poupem das simplificações que comparem a atual "war on terrorism" com a Segunda Guerra Mundial, por exemplo. Seria um erro grostesco, que poderia beirar a má-fé! Naquele caso, havia uma agressão de fato, e um a estratégia de expansão por parte de um regime(o nazista), que ameaçava o já frágil equilibrio mundial, debilitado por outro conflito de escala global, a Grande Guerra.
Assim, em determinado momento, houve um consenso razoável de que o nazismo deveria ser varrido do mapa, como foi, junto com seus sócios menores, italianos e japoneses, esses, por sinal, varridos literalmente em Hiroshima e Nagasaki.

Embora o vício por analogias simplistas empurrem as análises para um equiparação rasa de dois fenômenos com causas, processos, atores e efeitos distintos, é nossa responsabilidade dizer quantas vezes for necessário:

No caso atual, a tentativa de impor ao Irã a gestão de seus recursos nucleares pela força(sanções econômicas)apenas fortalecerá o regime que se pretende derrubar. Fornecerá ao regime de Teerã os "motivos" para enquadrar todos os opositores dentro da categoria de traidores da pátria, por se "aliarem" aos inimigos externos, que trazem com suas sanções econômicas, mais sofrimento aos iranianos.
Outro efeito "prático" dessas sanções é que se o Irã já resistia a idéia de se submeter a qualquer regulação sobre seus propósitos nucleares, a partir do momento que vigirem as sanções, e rompido o diálogo diplomático, todos os seus passos estarão sob o manto da clandestinidade e do segredo absoluto.

Leia parte de um texto que reproduzimos da Al Jazeera Magazine. É da lavra de Dr Islam Qasem, analista estratégico do Hague Center for Strategics Studies e professor da Leiden Univesity, na Holanda.
Suas palavras desmontam a falsa dicotomia: Sanção ou guerra, que traz em si o abandono da via diplomática como meio permanente de persuasão.
 "(...)Sanctions have neither stopped Pakistan from acquiring the nuclear bomb nor forced North Korea to denuclearize. On its way to developing a nuclear bomb Pakistan was denied US economic and military aid. North Korea has been the subject of multiple waves of sanctions imposed by the U.S., Japan, and South Korea, but no economic bust is bad enough to moderate the Supreme Leader. The lesson is clear—sanctions hurt, but do not break determination. (Sanções nunca pararam o Paquistão na aquisição da bomba nuclear ou forçou a desnuclearização da Coréia do Norte. De modo próprio para desenvolver uma bomba nuclear Paquistão renunciou a ajuda econômica e militar. Coréia do Norte tem sido sujeita de múltiplas ondas de sanções impostas por EEUU, Japão e Coréia do Sul, mas nenhum golpe econômico é ruim o sificiente para moderar o Líder Supremo. A lição é clara-sanções ferem, mas não quebram a determinação.)


With sanctions are destined to fail it is only a matter of time until wem are back between the rock and hard place, between Iran armed with nuclear weapons and war with Iran. By then, however, the die is cast. The sanctions will have widened the gap of mistrust between Iran and the West. Treating Iran as an outlaw state will cast a shadow of doubt about Western intentions among Iranians of all stripes.(Com sanções destinadas a falhar, é apenas um problema de tempo até que estejamos de volta entre a rocha e um lugar duro, entre um Ira armado com armas nucleares e uma guerra com o Irã. As sanções terão alargado o tanto de desconfiança entre Irã e o Ocidente. Ameaçando o Irã como um estado fora-da-lei criará uma cortina de dúvidas sobre as intenções ocidentais entre os iranianos de todos os tipos.)

Sure the sanctions will bite, but choking off the economy will also inflict a great pain on civilians—hardly the right way to earn the hearts and minds of Iranians. Instead, they will bolster the popularity of a bankrupt regime. Ahmadinejad strives on playing the heroic role, standing up for arrogant Western powers. In effect, the sanctions would allow the regime to mobilize the sympathy of people, and isolate and undermine growing opposition groups.(É certo que as sanções atingirão, mas esatrngular a economia também infligirá um grande sofirmento nos civis-dificilmente um jeito de ganhar os corações e mentes dos iranianos. Ao contrário, as sanções inflarão a popularidade de um regime falido. Ahmadinejad sobrevive atuando como um herói, se levantando contra o poder Ocidental. A efeito, as sanções permitiriam ao regime mobilizar a simpatia da população, e isolar e minar os crescentes grupos de oposição.)

The sanctions will have banged the drums of war by fueling mistrust and suspicion. With fear breeding on our side and secrecy increasing on that of Iran, the use of force becomes increasingly legitimate. A war with Iran would be a disaster, with far more implications for the than anything else the region has seen since the creation of Israel in 1948. Iran is a powerful country with over 70 million people, and one of the world’s largest producers of oil and gas. It oversees the Straight of Hormuz, which is a transit way for 40% of the world’s oil flow, and within striking distance from 45% of the world proven oil reserves. The consequences are dire. The military attack will instigate islands of instability throughout the region, from Afghanistan to Lebanon; it will jeopardize world’s oil supply and threaten the global economic recovery; it will destabilize relations among world major powers and increase the likelihood of an all-out war with Israel. Indeed, no rational whatsoever can justify “the strike option,” except lunacy.(As sanções irão rufar os tambores de guerra alimentando a desconfiança e a suspeita. Com medo crescendo do nosso lado e o segredo crescendo do lado iraniano, o uso da força tornarar-se demasiadamente legítimo. Uma guerra com o Irã será um desastre, com implicações muito mais graves que a região já assistiu desde a criação de Israel, em 1948. Irã é um país poderoso com cerca de 70 milhões de pessoas, um dos maiores produtores mundiais de petróleo e gás. Ele alcança o estreito de Hormuz, o qual é passagem do fluxo de 40% do petróleo mundial, e o qual encurta a distância de 45% das reservas de provimento mundial de petróleo. As consxeqüências são graves. Um ataque militar detonarão pequenas ilhas de instabilidaed regional através da região, do Afeganistão até o Líbano; ameaçará o suprimento mundial de petróleo e crescerá ao sentimento de solidariedade numa guerra total a Israel. De fato, nenhum argumento racional pode justificar a "opção de ataque" a não ser lunatismo.)

The way forward begins with dismissing the false dichotomy and acknowledging that the international community has not run out of options. While there is no ready-made, bulletproof solution to derailing Iranian pursuit of a nuclear weapon, there is no doubt that neither war nor sanction is a superior substitute for the processes of direct negotiation, persuasion, and inspection. Alas, in opting for sanctions, the EU has marginalized the instrument of dialogue and made a bad situation worse. (O caminho a frente começa desmascarar a falsa dicotomia e reconhecendo que a comunidade internacional não está sem opções. Enquanto não exista um ultimato, ou solução a prova de balas para desencorajar o Irã de possuir uma arma nuclear, não há dúvidas que nem uma guerra ou sanções são substitutos superiores a um processo de negociação direta, persuasão e inspeção. Aliás, opotando por sanções, a União Européia marginalizou o instrumento de diálogo e fez uma escolha pela situação pior.)


Nota:A tradução não é literal, portanto, perdoem os erros, pois nosso inglês é sofrível, mas por outro lado, preferimos arriscar para aprender a contar com a facilidade dos tradutores automáticos:

 

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