terça-feira, 17 de agosto de 2010

O sucesso do bem contra o mal 2!

Esta foto é uma dentre várias que a soldado Eden Abargil publicou na rede social Facebook. Faria Adolph Hitler corar de vergonha.
O título que a judia nazista legendou a imagem: "Exército, melhor fase de minha vida"

Mas supor que se trata de uma aberração ou uma execpcional conduta isolada de uma doente mental, é querer "tapar" o sol com a peneira.

Fatos como esse só acontecem onde há um ambiente, ou uma conjuntura propícia, e são mais comuns que se imagina, embora só ganhem dimensão quando extrapolam os círculos restritos onde repercutem, inicialmente.

Assim, o caso da LAPD(Los Angeles Police Departament) com Rodney King, barbaramente espancado em frente a câmeras, só tem lugar em um ambiente de exterma tensão racial.

O caso da Favela Naval, da ROTA(Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), seção de "elite" da polícia paulista, famosa por sua truculência, só existe dentro de uma realidade com aquela.

Outros casos ilustrariam o tema. Em qualquer ponto do globo.

Ou seja, a soldado israelense com palestinos amarrados e vendados como porcos, como aqueles estadunidenses da prisão de Abu Graib, onde se humilhava prisioneiros iraquianos, é resultado de uma ideologia de ocupação definida e sistematizada.

A foto não é um mero acidente. Esses fatos são comuns. O fato da foto ter vazado é que foi um acidente!

E antes que os triunfalistas, cruzados do bem contra o mal, reclamem, destaquei da reportagem um trecho dito por um israelense, abrem-se aspas:

"Yishaï Menuchim, el director de la organización israelí Comité Público contra la Tortura, ha declarado que el comportamiento de la soldado «ilustra una actitud que se ha convertido en una norma y que consiste en tratar a los palestinos como objetos en lugar de como a seres humanos».
(Yishaï Menuchim, diretor da organização isarelense Comitê Público contra a Tortura, declarou que o comportamento do soldado "ilustra uma atitude que se converteu em regra e que consiste em tratar os palestinos como objetos e não como seres humanos".

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