domingo, 15 de agosto de 2010

O hábito, o vício e o círculo.

Foto da úlima reunião dia 04 de agosto na AIC, com PT, PPS, PV, PMDB, PT e PSDB

Eu já utilizei esse título em outras postagens. Ela se refere a situações, em regra, que são determinadas pela reiteração de comportamentos, que por sua vez, geram efeitos parecidos, e configuram uma "rotina" quase inevitável, parecida com os ciclos de adicção: o vício, uma vontade irremediável de praticar atos, que domina a própria vontade.

Os "vícios" são comportamentos  desastrosos, pois na dependência química, como o próprio termo já diz, há uma descompensação fisiológica(química)que transtorna a escolha, e faz o adicto procurar a compensação no uso de determinada substância, independente da consciência, que geralmente tem, de que tal substância  lhe fará mal, e trará graves conseqüências.

Na política, por sua vez, não há uma causa "química" que determine um comportamento recorrente.

Na política, o "vício" é SEMPRE uma escolha! Na política, o "vício" é sempre fazer escolhas ruins!

O PT de Campos dos Goytacazes parece contaminado pelo vício do "rabo de elefante".
Já explico:
Há um velho ditado, que corre à boca das raposas políticas, que mais vale ser cabeça de mosquito a ser rabo de elefante.
Isso se refere a "capacidade" de estabelecer projetos políticos autônomos, ainda que à primeira vista, sejam "pequenos", ou de pouca densidade eleitoral.

É o maldito "vício" do atalho! Uma tendência irreversível de quem sempre escolhe o caminho mais curto, simplesmente porque não tem a menor noção de onde quer chegar. E por isso, SEMPRE se perde!

Um dos sintomas desse "vício" é sempre valorizar o aspecto quantitativo, ou seja, a desculpa para ceder a cooptação de outros grupos exógenos e exóticos à sua identidade, é dizer que não há "viabilidade" eleitoral, ou capital político suficiente, ainda que tal conduta leve sempre a uma condição de diminuição gradual desse capital, ao cabo de cada associação desastrosa. Temos aqui o círculo: Quanto mais adere, menor fica, e mais adesão é necessária, e menor fica...
Não confundir com a tática eleitoral e estratégia de alianças. Quem sabe o projeto que tem, e definiu um programara para efetivá-lo, pode e DEVE fazer alianças. Quem não sabe o que é, por outro lado, apenas adere, como parasita!

Só isso explica a tendência suicida da atual direção petista em dar visibilidade e legitimidade a facção garotista arnaldista.

As críticas dos internautas e de outros setores ao vexaminoso destaque do deputado com registro cassado na agenda do candidato ao Senado, Lindberg Farias é só uma das expressões da doença.

Nessa semana, ficou à cargo da direção do PT, que participa das conversas interpartidárias para a formação de uma agenda única para a cidade, o contato com sindicatos e a confirmação do espaço dos sindicatos dos Bancários para uma reunião que se daria ontem, sábado, dia 14/08, às 14 horas.
O desastre se repetiu, pois não só deixaram para "agendar" o local na véspera, como não confirmaram com os representantes de outros partidos a data, conforme combinado no último encontro. Resultado: Pela primeira vez, desde que teve início, não houve reunião!!!

Quem conhece o presidente do PT há mais de vinte anos como eu, poderia relevar, e considerar o episódio como mais uma de suas históricas incapacidades de atravessar a rua, sem que alguém lhe dê a mão.

Mas, infelizmente, não se trata apenas disso.
É, antes de tudo, se considerarmos os últimos eventos com arnaldo, e a postura vacilante do mandato ocupado por sua esposa,  a vereadora Odisseía Pinto de Carvalho, uma escolha em "sabotar" qualquer possibilidade de um projeto autônomo para essa cidade.

Parabéns ao nosso PT pela sabotagem!!!

Essa (im)impostura se revela em todos os atos, estabelecendo o perímetro do círculo:

1-postura subserviente frente a grupos de mídia local, um mandato "emprenhado" com a herança do parlamentar antecessor, embora isso não traga nenhum benefício ao mandato, ao contrário;
2- incapacidade de mostrar um postura firme enquanto opositora ao garotismo e ao atual prefeito-interino-clone, falta de legitimidade frente aos movimentos sociais;
3-inoperância parlamentar nas questões como Orçamento e proposições legislativas;
4-alinhamento ao entulho garotista representado pelo grupo do deputado federal arnaldo vianna;
5-morte da vida orgânica partidária, com inexistância de um debate político e agregação de forças contrárias;
6-nenhuma credibilidade.

Esses aspectos aí em cima relacionados são a essência de uma escolha:

Fazer papel coadjuvante na História da cidade, ainda que isso signifique carregar a pecha de eternos quintas-coluna.

Uma vergonha. Uma "doença" aparentemente fatal, gradual, incurável, e muito pior: sem qualquer controle!

O hábito, o vício e o círculo!

6 comentários:

Campista Rebelde disse...

Excelente postagem! Estamos reproduzindo no Campista Rebelde.

Anônimo disse...

Muito boa postagem, caro Douglas!!!

felixmanhaes disse...

Se era pra isso que eles queriam o PT, talvez melhor seria deixar nas mãos da "minoria".

Gustavo Carvalho disse...

Eu, como membro do Núcleo do PT Lenílson Chaves, partilho das mesmas preocupações políticas e me sinto representado na verve crítica da postagem! Saudações petistas!

douglas da mata disse...

Grato a todos pelos comentários,

Um abraço.

Anônimo disse...

Enquanto isso...o diabo não dorme!