quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Hiatos!

A situação da Câmara Municipal, e da prefeitura de Campos dos Goytacazes beira ao surrealismo! Aliás, há muito tempo a descontinuidade, a exceção, a informalidade e o precário viraram regra nessa planície!

Vejam alguns "cacos" de raciocínio que procuro "colar" nesse mosaico de conjuntura:

Do jeito que age, pela posse da médico-escdudeiro, os garotistas da ex-prefeita tentam garantir a possibilidade de um prefeito-de-cabestro, caso a eleição se dê de forma indireta, embora haja um quase consenso de que as eleições sejam diretas, pois o fato que ensejou a perda de mandato se deu antes da metade deste!
Prevenidos, no entanto, não pretendem correr risco!

Assim, o prefeito-clone está em uma dupla saia justa.
Se continuar a "trabalhar contra" a posse do médico-escudeiro, corre o risco de justificar os argumentos daqueles que não o enxergam como fiel ao casal da lapa, e portanto, terá sua indicação como "candidato natural" preterida em nome de outro candidato-ventríloquo qualquer.

Desde já o recado está dado: o prefeito-clone não é da confiança do casal!

Se tentar imprimir uma marca própria, reloteando a prefeitura e seus feudos administrativos que atraia setores descontentes da oposição, que lhe garantam a "governabilidade" necessária para conquistar apoio e capital político para "forçar" seu nome como candidato, correrá em outro risco: transformar a bancada governista em oposição!

Teremos, daqui por diante, a possibilidade de um vácuo institucional perigoso: A Câmara imobilizada pelo boicote governista(ou ex-governista), e do outro lado, um prefeito interino de mãos atadas pela impossibilidade de governar a seu jeito(seja lá o que isso signifique). 

Só a oposição(ou será nova situação?)não enxergou a oportunidade de crescer seu "cacife", e ocupar de vez esse espaço que ficará vazio!

O prefeito-clone ficará sem nada: Sem a prefeitura, e sem a presidência da Câmara.
O presidente-quase-menino da Câmara ficará como mero enfeite.

Tudo até que aconteçam as tão esperadas eleições suplementares!

Bom, e a oposição ficará como sempre: "vendida!"

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