terça-feira, 10 de agosto de 2010

Dilma contra o casal vigarista!

Quem esperava algo diferente, com certeza se decepcionou.
Os espectadores que se prostraram(esse é o termo exato para quem assiste a tv globo)em frente ao aparelho de TV, talvez de LCD ou plasma(recém-adquirido com a melhora sensível de renda experimentada no governo Lula) na esperança que o jornalixo ancorado pelo casal pudesse ter o mínimo de compostura e respeito a tarefa de transmitir conteúdo ao público, com certeza, ficou frustrado.

Não, eles não têm. Eles que nos consideram um bandode "hommer simpsons" são uns canalhas.

Outros que se frustraram foram aqueles que imaginavam que a futura presidente do Brasil, Dilma Roussef pudesse se intimidar com tanta descortesia. Não, ela revelou sua melhor face: Não leva desaforo para casa, e tem um didatismo incomum.

A falta de caráter do casal PIG apenas serviu para realçar as diferenças: de um lado, a presidente que respeita a liberdade de expressão, ainda que tal direito seja exercido por quem, do outro lado, o faz de forma vil, e não respeita a missão que diz cumprir.

As evidências pulularam em doze minutos:
Certos momentos, a acusavam de "maltratar" aliados e de ser "muito dura", ou antipática, como se campanha a presidência fosse gincana de humorismo, desses de péssimo gosto veiculados no canal que representam. Outros momentos, cobravam-na por excesso de tolerância para aceitar "certos aliados", como se a candidata pudesse responder por todas as decisões que o PT tomou, ou pior, esqueciam o fato de que collor, sarney, e outros são todos produtos de uma elite que a globo e o PIG sempre adulou e manteve laços orgânicos.

A presidente então falou: "Esperem aí, vocês têm que decidir do que vão me acusar, se sou muito dura ou se aceito todas as alianças".

Será que o imbecil do bonner se esqueceu do episódio do debate em 1989, quando seus patrões manipularam descaradamente um debate, e se não sabemos ao certo se influenciaram o resultado, pelo menos é isso que eles "vendem", como prova de sua influência sobre a população?

Mas a presidente foi brilhante e respondeu: Se "eles"(aqueles que a globo fabricou, e ou apoiou todos esses anos) resolveram apoiar um programa que incluiu milhões de brasileiros, e que tornou o Brasil motivo de orgulho por sua relevância no cenário mundial, ao contrário dos tempos nos quais a globo "dava as cartas", bom para o país, pois nós, do PT, estamos no mesmo lugar, e acreditamos nas mesmas coisas.

9 comentários:

Uenfezado disse...

A entrevista foi uma vergonha!
Vamos esperar para ver se o comportamento da dupla será o mesmo com o tucano!

walnize carvalho disse...

Até a D. Fátima a certa altura chamou `a atenção do seu marido!?!...
Walnize

Roberto Torres disse...

A globo é que o sempre foi. Nao se pode esperar nada de diferente de uma emissora que nasceu, engordou e sustentou a ditadura.

Tem gente que aceita o esquecimento dessa história de bom grado e que conscientemente acolhe o exemplo do casal, algo muito pior do que as pessoas que se identificam de modo mais automático, como se estivessem vendo dois personagens de novela.

Anônimo disse...

só para ilustrar:
"Dados
Nome: José Antonio Dias Toffoli
Profissão (atual): Ministro do Supremo Tribunal Federal /STF- Suprema Corte.
Idade: 41 anos

Um breve histórico, para entender a "coisa"

*Currículo: "um passado não muito distante"...
- Formado pela USP
- Pos Graduação: nunca fez
- Mestrado: nunca fez
- Doutorado: tambeeeeemmmm não
- Concursos: 1994 e 1995 foi reprovado em concursos para juiz estadual em São Paulo. ( é estadual e não Federal, não và se confundir).
- Depois disso, abriu um escritório e começou a atuar em movimentos populares. Nessa militância, aproximou-se do deputado federal Arlindo Chinaglia e deu o grande salto na carreira ao unir-se ao PT. (hummmmm)

* Em Brasília:
- aproximou-se de Lula e Jose Dirceu;
- que o escolheram para ser advogado das campanhas 1998, 2002 e 2006;
- Com a vitória de Lula, foi nomeado subchefe assuntos Jurídicos da Casa Civil, então comandada por José Dirceu;
- Com a queda do chefe, pediu demissão e voltou a banca privada;
- Longe do governo, trabalhou na campanha à reeleição de Lula, serviço que lhe rendeu 1 milhão de reais em honorários.
- No segundo mandato, voltou ao governo como chefe da Advocacia-Geral da União;
- Toffoli é duas vezes réu. Ele foi condenado pela Justiça, em dois processos que correm em primeira instância no estado do Amapá. Em termos solenemente pesados, a sentença mais recente manda Toffoli devolver aos cofres públicos a quantia de 700.000 reais – dinheiro recebido "indevidamente e imoralmente" por contratos "absolutamente ilegais", celebrados entre seu escritório e o governo do Amapá.
- Um dos empecilhos mais incontornáveis para ele é sua visceral ligação com o PT, especialmente com o ex-ministro José Dirceu, o chefe da quadrilha do mensalão. De todos os ministros indicados por Lula para o Supremo, Toffoli é o que tem mais proximidade política e ideológica com o presidente e o partido. Sua carreira confunde-se com a trajetória de militante petista – essa simbiose é, ao fundo e ao cabo, a única justificativa para encaminhá-lo ao Supremo.

*POSSE: Cadeira dos sonhos
No dia 23/10/2009, ocorreu a posse, de Dias Toffoli ministro do STF ( indicado pelo Presidente Lula)
Algumas atividades como Ministro do STF.
Ao longo de oito meses no STF, ele participou de julgamentos polêmicos e adotou posturas isoladas.
- Em março, foi o único entre dez ministros que votou favoravelmente ao pedido de habeas corpus para libertar José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal.
- Em maio, votou pela absolvição do deputado federal Zé Gerardo (PMDB-CE), primeiro parlamentar condenado pelo Supremo desde a Constituição de 1988 (o julgamento acabou em 7 a 3).
- Duas semanas depois, indeferiu um pedido de liminar em habeas corpus em favor do jornalista Diogo Mainardi, em processo no qual foi condenado por calúnia e difamação. Mainardi é crítico da gestão petista e de Lula.
Na quarta-feira passada, Toffoli, que também é ministro-substituto do Tribunal Superior - Eleitoral, pediu vista de um dos processos por propaganda eleitoral antecipada contra Lula e a pré-candidata a presidente pelo PT, Dilma Rousseff. O julgamento avaliava um recurso contra uma decisão que multou os dois, nos valores de R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente, e que foi determinada pelo ministro Henrique Neves no dia 21 de maio. "

.

douglas da mata disse...

Bom, comentarista, ilustrar o quê, o post, os comentários?

Não entendi bem, mas ainda assim, topo o debate:

A questão da indicação dos ministros do Supremo, ou de qualquer casa de proteção a constituição, seja aqui, seja nos EEUU ou na França, é um problema crucial, e merece um debate que vá além das simplificações, ou das reduções em cima desse ou daquele nome.

Antes de mais nada, o sistema atual cria aberrações, expressas em gilmar mendes, ou na opinião od comentarista, do toffoli.

É bom que se diga, doutorado, pós-graduação ou mestrado não são requisitos para ter o notório saber exigido para a posse, nem sequer o bacheraldo em Direito. Essa é uma casa política, de controle político da Constitucionalidade, ou seja, busca-se auferir o "espírito legislativo", análise que execde, em muito as tecnicidades jurídicas, que na verdade, sequer existem, na medida que leis são acordos jurídicos sobre valorações "políticas" da sociedade.

Mas voltemos à vaca fria:

Nenhum presidente abriu mão de nomear os seus ministros para o STF, e não seria o Lula que abriria mão dessa prerrogativa. Eu posso detestar a posição do gilmar mendes sobre o daniel dantas, mas não posso deixar de reconhecer sua validade, e até legitimidade, uma vez que ela vale contra todos, ainda que, como já disse, a considere injusta.

Então, se nossas cortes superiores se descortinaram, e entraram de vez na judicialização da política, por que o PT e Lula ficariam reféns dessa partidarização?

O caso do mainardi nem vou comentar, pois se trata de um tipo de canalha que não vale duas palavras.

já caso do tse eu repito: o problema é que todos os tribunais superiores, e principalmente, o tse, se tornaram atores políticos, acima dos partidos.

se a sociedade não abrir esse debate, continuará a ter que enfrentar tais distorções: à esquerda e a direita.

mais uma vez: aqui não cabe debate raso, e se quer fazer luta política contra o governo do PT faça diretamente, e não use subterfúgios teóricos para tanto. a não ser que consiga apresentar uma boa tese, que não foi o caso.

um abraço.

Anônimo disse...

Como vc é agressivo criatura!
Não estou tentando defendendo tese nenhuma e sou apartidário. Queria mesmo é um posicionamento seu estressado!
Mas voltemos a vaca fria.
Existem requisitos ou exigências para a escolha de ministro do STF. Nenhuma dúvida há em relação aos requisitos puramente objetivos: cidadão brasileiro, idade superior a 35 e menos de 65 anos.
Agora, em relação aos demais requisitos: notório saber jurídico e reputação ilibada é que questiono.
Tanto o notável saber jurídico quanto à ilibada reputação devem ser medidos em face de elementos objetivos.
Para Aurélio, notável significa digno de nota, atenção ou de apreço ou louvor... extraordinário.... Enquanto que de ilibada reputação só pode ser considerada a pessoa ou profissional de conduta irrepreensível, sem restrição. Com efeito, trata-se de requisitos que podem ser medidos, identificados no histórico ou contexto das próprias pessoas, isto é, objetivados. Disso se conclui que o notável ou extraordinário saber jurídico pode e deve ser identificado pelo conjunto de conhecimento jurídico materializado pela atuação profissional, pelos títulos acadêmicos (graduação, especialização, mestrado, doutorado...), pelos pareceres, pelas obras, artigos publicados. É algo que existe na realidade. Ao passo que em relação à conduta ilibada, se mede pelo negativo, pela inexistência de algo que deponha contra a conduta moral, social etc das pessoas.
Ainda nessa linha do destacado saber jurídico, tem-se discutido quanto à imprescindibilidade de o aspirante ao cargo de ministro do STF ter ou não formação jurídica (graduação em direito). Tenho que essa discussão é inócua, porque para se ter notável/extraordinário saber jurídico é imprescindível a formação técnico-jurídica. O propósito da norma constitucional com certeza é esse.
Agora, que o Ministro do STF é o responsável pelos julgamentos e decisões envolvendo as questões mais importantes e sensíveis da ordem jurídica é inquestionável. Logo, ainda que a indicação do nome seja um ato discricionário ou político do Presidente (indica quem ele quer), essa escolha/discricionariedade deve recair entre os profissionais que efetivamente preencham os requisitos acima, do contrário o comando constitucional não teria nenhuma valia.
Perde o Brasil, que por ter o sistema político que tem, nunca assiste o governo da vez enfrentando contraditório de verdade, o que enfraquece a democracia e permite arroubos como a indicação de um amigo para o STF pelo Presidente.
Mas não quero falar nada mais não!

douglas da mata disse...

Ah, bom, entendi: então essa provocação foi só para saber meu posicionamento, então vejamos, em suas próprias palavras, "dóceis e apartidárias":

"(...)só para ilustrar:
"Dados
Nome: José Antonio Dias Toffoli
Profissão (atual): Ministro do Supremo Tribunal Federal /STF- Suprema Corte.
Idade: 41 anos

Um breve histórico, para entender a "coisa"

*Currículo: "um passado não muito distante"...
- Formado pela USP
- Pos Graduação: nunca fez
- Mestrado: nunca fez
- Doutorado: tambeeeeemmmm não
(...)
Nessa militância, aproximou-se do deputado federal Arlindo Chinaglia e deu o grande salto na carreira ao unir-se ao PT. (hummmmm)
(...)"

e por aí vai.

é simples, bastou jogar a isca, e não temos ingenuidade, temos cinismo mesmo, revestido de má-fé, pois, com todo o aurélio, permanecem os fatos:

1-para se chegar a ministro do stf não é preciso ser bacharel em direito.
2-em nossa resposta, aceito a ponderação sobre as falhas de ter um sistema de indicação presidencial para os cargos de ministro do stf, mas eu pergunto:

só o lula indicou "amigos", ou o pior escroque jurídico da história, gilmar mendes, o coronel de Diamantina-MT, protetor de Daniel Dantas, e perseguidor do Juiz Federal Fausto deSanctis, que ousou desafiar seu "saber jurídico", usado para suprimir instância em inédito HC duplo não foi indicado pelo ffhhcc pelo mesmo motivo do toffoli, ou seja, ter prestado bons serviços a presidência como advogado-geral da união?

logo, sua pretensa surpresa com "minha agressividade", também ´pe calculada, para passar a falsa noção de que você, canalha, não tem lado na discussão, com a velha cantilena da "neutralidade política", ou do "apartidarismo imparcial".

ora, vá catar coquinhos, como discutir a situação da casa política de controle de constitucionalidade sem discutir política, partidos e nosso sistema, seus poderes, e a relação entre eles, e entre os partidos neles representados? Ou seja:

fato(político)+valor(político)= norma(consenso político).


nem é preciso notório saber jurídico para "recitar" esse brocado, portanto...

vamos além: o processo legislativo em sua essência prescinde de saber jurídico, pois os legisladores, representantes do povo, e oriundos da sociedade, criam as normas para que os "técnicos" possam aplicá-las, interpretá-las e fiscalizá-las, mas nunca se afastando da vontade legislativa expresso no chamado "espírito legislador", o qual se prendem os controladores externos de contitucionalidade togados no stf.

por isso, caro beócio, o stf é por natureza uma casa política, e como tal, deveria eleger seus pares. a fonte é a Lei, e a Lei tem sua fonte na vontade política popular. SEMPRE, e nunca o contrário, como tecnicistas, rábulas de tribunal, como você gostam de "vender" aos incautos.

esse é o debate, como disse, muito mais amplo ao fato de que esse ou aquele presidente escolheu esse ou aquele "amigo".

quando você resume o fato ao toffoli, e se prende nessa premissa, desmasacara toda sua intenção de atacar o governo,
ainda que travista seus arguemtos de bom-mocismo ofendido.

aqui não meu caro, aqui isso não cola.

DIGO E REPITO: CRITIQUEMOS OS CRITÉRIO DE ESCOLHA, E NÃO SÓ ESSE OU AQUELE ESCOLHIDO, pois TODOS, eu digo, TODOS foram escolhidos por afinidade com o presidente de plantão.

Ah, e finalemente, publiquei todos os comentários para que os leitores pudessem ver(e ler)toda a sua "docilidade" e "apartidarismo" no tema, tanto foi que entulhou a caixa de comentários.

Nem precisava, um comentário só já bastava para revelar seus interesses, rs!

douglas da mata disse...

PS: o beócio esqueceu(de propósito)de mencionar que esse problema(a escolha de juízes das corets supremas ou cortes constitucionais)é um problema na maioria das repúblicas democráticas ocidentais, ou seja, isso não foi uma "invenção" do Lula ou do PT.

e é só!

douglas da mata disse...

PS2;

O imbecil apresenta e se repete como farsa:

ele insiste em dizer que há técnicos de notório saber, doutores ou mestres que possa, estar alheios às pressões da política, pois leiam:

"(...)Tenho que essa discussão é inócua, porque para se ter notável/extraordinário saber jurídico é imprescindível a formação técnico-jurídica. O propósito da norma constitucional com certeza é esse.
Agora, que o Ministro do STF é o responsável pelos julgamentos e decisões envolvendo as questões mais importantes e sensíveis da ordem jurídica é inquestionável. Logo, ainda que a indicação do nome seja um ato discricionário ou político do Presidente (indica quem ele quer), essa escolha/discricionariedade deve recair entre os profissionais que efetivamente preencham os requisitos acima, do contrário o comando constitucional não teria nenhuma valia. (...)"

Eu pergunto de novo: se para fazer lei não é necessário notório saber, nem técnica jurídica apurada, por que para decidir sobre o "espírito desse legislador leigo", quer o béocio um "doutor em leis"?

pelo simples motivo: uma casa constitucional de "doutores" sempre julgará em favor dos poderosos, ainda que o povo tenha eleito seus representantes, e que esses tenham legislado em seu interesse.

a "tese" do nosso gênio das "ciências jurídicas", expresso acima, nada mais é do que os cientistas sociais chamam de contrarrevolução jurídica.

uma manifestação disso é vista na "tutela" do processo político pelos tribunais eleitorais.

agora é só mesmo, chega desse assunto.