quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dia do advogado!

Essa parábola é velhinha, mas eu não resisti a tentaçãod e readaptá-la:

Na beira de um lago estavam um advogado-escorpião e um sapo-cidadão. O sapo-cidadão preparava-se para atravessar, quando o advogado-escorpião lhe pediu uma "carona".

O sapo-cidadão, que não era burro, logo disse que não, afinal, todos sabiam dos perigos de confiar naquela figura, o advogado-escorpião.

Mas o advogado-escorpião tratou de convencê-lo com um belo discurso, e lá foram, o sapo-cidadão com o advogado-escorpião em suas costas.

No meio do lago, o sapo-cidadão sente o corpo formigar, e uma dor lancinante percorre-lhe rapidamente o pequeno corpo, tão rápido que quase não há tempo de perguntar ao advogado-escorpião, enquanto paralisava a afudava:

-Você é louco, vamos morrer os dois, como você teve coragem, ainda mais depois de tudo que me disse?

-Eu sei, eu sei, mas você sabe, é a minha natureza!

2 comentários:

Anônimo disse...

bem que sua fábula poderia ser reescrita com as figuras do policial-escorpião e do sapo-contribuinte; seria ainda mais real

douglas da mata disse...

Claro que poderia,

Há policiais escorpoiões, médicos escorpiões, jornalistas escorpiões e por aí vai.

O problema é a hipocrisia. Todos sabemos que ninguém confia muito em policiais, até por culpa de sua própria conduta, mais muito mais pelas simplificações rasas que fazem o estigma.

Com advogados, médicos e outras profissões mais "nobres" a surpresa não está na sua falta de caráter, mas pelo simples fato de que se pretendem acima de qualquer suspeita.

É essa a "moral da "história". Quem sabe agora você tenha aprendido,e goste mais dela.

Um abraço.