terça-feira, 20 de julho de 2010

Quando a liberdade de imprensa estupra a Democracia!

Nenhum valor é absoluto. Nenhum princípio caro ao Estado Democrático de Direito também o é. Nem o direito à vida, consagrado como inviolpavel em nossa CRFB/88 é flexibilizado em tempos de guerra, e nos momentos de legítima defesa.

Logo, a tese de que a liberdade de imprensa deve ser levada às últimas conseqüências, sem que a sociedade civil e o Estado possam mitigar esse princípio e controlar os excessos é uma falácia que está na origem  dos males de nosso sistema político.

Em Campos dos Goytacazes, essa distorção é mais gritante. O círculo vicioso que aprisionou a cena política e partidos ao achaque e ao assassinato de reputação feito pelo jornalismo marrom, que depois "vende" soluções e apoios, a preço do ouro das verbas e contas públicas de publicidade, se fez em "carne e osso" nas sentenças judiciais que condenaram parlamentares e a prefeita por abuso de poder econômico.

Ainda que a lei de improbidade não tenha sido considerada para impedir que esses veículos sejam impedidos de contratar com o poder público, e ou receber qualqure verba pública, ainda que por terceiros, no tempo que durar a suspensão de direitos políticos, cabe ressaltar que essa relação espúria não ficará mais escondida.

É estranho que haja abusadores de poder econômico(arnaldo, rosinha e garotinho, por exemplo)e  os veículos que serviram como meio e fim desses abusos sejam mantidos incólumes e à salvo da Justiça!

Se há políticos que usam do poder econômico para turvar a escolha dos eleitores e desequilibrar o pleito, o fazem com a cumplicidade dos meios de comunicação que abusam de suas outorgas e concessões. Logo, mais um circulo: o pasquim protege o rei, que financia o pasquim, que fala bem do rei!

Os partidos políticos que se reúnem amanhã na AIC, às 19 horas têm uma chance ímpar de colocar a imprensa em seu devido lugar:observador e repercutidor dos fatos, e só!

Infelizmente, por aqui, em nossa planicie lamacenta, os jornais, TVs e rádios criam versões que depois se esmeram para que se autorealizem, empurrando goela adentro do eleitor seus interessses escusos!

Não se trata de ignorar a importância da imprensa livre.

Mas liberdade sem limite é tão opressora quanto a falta de liberdade!

Campos: Nosso destino é nossa escolha!

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