quarta-feira, 14 de julho de 2010

Os canalhas, os imbecis, os ingênuos, eleições e política!

Toda vez que se imagina, e se tenta, organizar algum tipo de movimento que una distintas correntes políticas dessa cidade em torno do mais surrado dos princípios democráticos: O bem comum, começa a ladainha das pitonisas e cassandras.

É claro, isso também faz parte da Democracia e da publicização do debate. O que turva, no entanto, essa interlocução é a desfaçatez que esconde interesses escusos, e não traz à tona a verdadeira intenção por detrás de certos comentários e análises. Isso sim, corrói e destrói a confiança e açoda os atores políticos. Aliás, para parte desses criptoanalistas, a intenção é justamente essa, ainda que cantem suas boas intenções e a suposta "torcida" para que tudo corra bem!

Mas o nosso papel, além de repetir a crença na POLÍTICA e na discussão permanente, ainda que RESULTADOS imediatos não brotem como por milagre, unção ao atos de heroísmo, é desmascarar essa corja, então lá vamos desmontar uma por uma, cada "tese" dessa farsa, ou polidamente, falsas premissas:

1. "O partidos que pretendem debater um movimento suprapartidário para formular uma agenda de boa governança para a cidade não tem votos, portanto, estão fadados a fracassar." Nada mais FALSO. Resumir a política a eleições é de uma tacanhez mórbida, que só nos revela o porquê  de chegarmos a esse ponto de caos em nossa cidade.
Quando abrimos mão de pensarmos a cidade, seus problemas, as escolhas políticas que os administradores fazem, e uma plataforma política que privilegie toda a sociedade, e não só parte dela, alimentamos o círculo vicioso que nos condenou a ser a vergonha da nação, com 06 prefeitos em 06 anos!
Não é leviano supor que de tanto privilegiarmos o aspecto "quantitativo" da política(votos), é que as eleições passaram a valer o que valem hoje, ou seja: NADA. Ganhar eleição em Campos dos Goytacazes se tornou um esporte de revezamento, onde mandatos e votos são comercializados, e nunca uma conseqüência de capital político ou representatividade!

Antes de mais nada, é bom que digamos: ter voto é importante, mas voto a qualquer custo(e muito alto)não serve a Democracia. O que os garotistas fizeram, ao longo desses 20 anos, foi reduzir o voto a uma mero instrumento de troca. Logo, tem mais voto quem tem mais dinheiro! Essa não é nossa proposta.
Não temos máquina, nem dinheiro, é verdade. Mas não podemos acreditar, indefinidamente, que dinheiro e máquina administrativa SEMPRE serão sinônimo de votos.
Se assim for, acabemos com a eleição e adotemos a monarquia, perpetuando no poder as dinastias, sem necessidade de consulta popular!


2. "Os partidos racharão e cada um vai trabalhar para seu próprio nome". FALSO. Ter muitos nomes não significa algo ruim, e ao contrário, é uma vantagem. Se temos muitos nomes que podem representar práticas de moralidade e boa governança, sem embaraços com o Judiciário, ÓTIMO. O problema deles, os garotistas, é que lhes faltam nomes para assumir esse papel, e os nomes que têm simbolizam tudo de errado que assistimos ao longo desses 20 anos. Daí, precisam dizer, ad nauseam, que um movimento dessa natureza se esfacelará por vaidades.
Nada disso.
Trata-se de um movimento que elabore uma agenda positiva para a cidade, que devolva aos partidos a capacidade de mobilizarem a sociedade, sem negociatas e conchavos. Um nome ou vários nomes é apenas questão de tática eleitoral, que como dissemos, não encerra todas as demandas que precisamos colocar na pauta!
Que bom que tenhamos candidatos ou um candidato que assuma publicamente o compromisso de governar essa cidade com a sociedade, e não apenas para seus pares e apaniguados.
É preciso avançar e fugir a essa dictomia triste que condenou nossa cidade ao escárnio nacional!

3. "Esse movimento é antigarotinho." FALSO. Trata-se de romper com o garotismo, termo muito mais amplo que seu próprio criador, e que abrange, por certo , suas criaturas, tão ou mais nefastas que sua origem! Agora, não se pode ser ingênuo. Falar aos outros que sua forma é melhor e merece confiança, implica em apontar erros e incongruências de quem está no poder. E, atualmente, quem determina os rumos dessa cidade são os criadores do garotismo. Se queremos ser diferentes, temos que dizer onde, como e por que o somos!
Não há como fazer omeletes sem quebrar os ovos.
E riscos sempre haverá riscos de produzir inúmeras decepções. Esse é um risco permamente! Mas o antídoto é ampliar ao máximo o debate e seus participantes. Soluções exclusivistas, antipartidárias, do tipo "Cansei" e outros do gênero são na verdade, o ovo da serpente!
Quem deseja um ambiente de condições ideais de "temperatura e pressão", onde tudo sempre dá certo, e não há problemas, nem defecções ou decepções, deve, sinceramente, para de pensar em fazer política.
Esse modo de pensar que oscila entre o ingênuo autoritário e o canalha autoritário tem muito mais responsabilidade pelo surgimento de "aberrações" no processo político, pois ele parte de uma premissa mortal: A descrença no outro. E sem o outro, não há Democracia.
E por outro, não podemos entender imagens refletidas no espelho, por mais que isso seja sedutor!

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